BARRA DO BUGRES
“Nossa escola está preparada para o futuro”, afirma
Unidade em Barra do Bugres conta com laboratório de robótica e equipamentos tecnológicos, como smart tvs e chromebooks. “Isso se deve aos investimentos feitos pelo governo na área educacional”, diz diretor da nova unidade inaugurada em Barra do Bugres
Política
O governador Mauro Mendes e a primeira-dama do Estado, Virginia Mendes, inauguraram nesta sexta-feira (24.02) o novo prédio da Escola Estadual Evangélica Assembleia de Deus, em Barra do Bugres, que irá atender cerca de 1,3 mil alunos da rede estadual de ensino.
A obra teve início há cerca de 10 anos e ficou paralisada, até ser retomada na gestão Mauro Mendes, com investimento de R$ 5,4 milhões. Além de um prédio amplo e moderno, a unidade recebeu equipamentos tecnológicos, que vão auxiliar na aprendizagem dos estudantes.
“Todas as nossas salas possuem Smart TVs, recebemos 160 chromebooks, temos laboratório de robótica e um sistema de internet que cobre toda essa escola, além da plataforma de inglês e de tantos outros investimentos que têm atraído os alunos para o estudo. Nossa escola está preparada para o futuro e isso se deve ao Governo de Mato Grosso”, destacou o diretor da unidade, Ourival Junior.
A prefeita de Barra do Bugres, Maria Azenilda Pereira, agradeceu ao governo do Estado pela atenção com o município, e afirmou que a inauguração da unidade é uma realização para todos os moradores.
“Estou muito feliz e emocionada, porque aguardávamos por isso há 10 anos, e hoje foi entregue essa escola. É assim que se faz política, política voltada para as famílias”, manifestou.
O governador Mauro Mendes destacou que o Governo de Mato Grosso tem investido não apenas em mais tecnologia para as unidades escolares, mas também na área pedagógica, com o intuito de melhorar a qualidade do ensino das escolas públicas, e ressaltou que os investimentos são resultados da eficiência aplicada na gestão, que tem como objetivo a melhor aplicação dos recursos públicos, melhorando a vida da população.


Créditos – Mayke Toscano
“Estamos colocando nas escolas públicas aquilo que tem de melhor no Brasil e nas escolas particulares. O material didático é semelhante ao do melhor colégio particular de Cuiabá, e a tecnologia que estamos empregando muitas escolas particulares sequer têm. E isso é o que nos, cidadãos, queremos: um Estado eficiente. Temos que olhar para a coisa pública com mais amor e fazer com qualidade, porque tudo que se faz com qualidade dura mais e você aplica mais corretamente o dinheiro público”.
“Todo esse investimento da sociedade é em vocês, alunos, para que, no futuro, quando vocês estiverem em posição como as nossas, sejam cidadãos preparados, conscientes e que contribuem com a sociedade”, completou o governador.
O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou o investimento de mais de R$ 700 milhões para reformas e ampliações de unidades escolares, que somam a outros projetos de modernização das escolas, transformando o ambiente e estimulando a participação dos alunos.
“Temos um governo comprometido em melhorar a gestão pedagógica, com o objetivo de colocar a educação de Mato Grosso entre as 10 melhores do país. Isso é possível fazer com a força de trabalho e dedicação de todos os profissionais da educação e dos nossos estudantes, que estão tendo oportunidades, condições, equipamentos e ferramentas para trabalharem e terem uma educação de qualidade. Tenho certeza que os resultados vão acontecer”, afirmou.


Créditos – Mayke Toscano
O senador Jayme Campos parabenizou o governador Mauro Mendes e seus secretários de Estado pelos investimentos realizados desde a primeira gestão.
“É um trabalho exitoso e competente o do Governo do Estado. Quando você trabalha com transparência na coisa pública, o dinheiro rende, e Mauro está fazendo um trabalho respeitoso, não só em nível de Mato Grosso, mas nacionalmente. Não tem outro Estado da federação que investe 19% da sua receita corrente líquida, e isso é possível porque este é um governo sério”, declarou.


Créditos – Mayke Toscano
Solenidade
Estiveram presentes na solenidade a primeira-dama Virginia Mendes, os senadores Jayme Campos, Wellington Fagundes e Margareth Buzetti, os deputados estaduais Beto Dois a Um, Paulo Araújo e Dr. João, os secretários de Estado Mauro Carvalho (Casa Civil), Laice Souza (Comunicação), Alan Porto (Educação), o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alexandre Mendes, e prefeitos da região.
Política
Câmara Temática da ALMT amplia debate sobre direitos e desafios dos povos indígenas de MT
A construção de políticas públicas que respeitem a diversidade dos 46 povos indígenas de Mato Grosso e respondam às necessidades de cada território é o eixo de trabalho da Câmara Setorial Temática (CSTT) Indígena da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), que realizou nesta quinta-feira (29) sua primeira reunião ordinária. A iniciativa busca integrar diferentes áreas, identificar demandas e formular propostas capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida das comunidades originárias.
Requerida pelo presidente da ALMT, deputado Max Russi (Podemos), a Câmara tem como objetivos promover o diálogo institucional, acompanhar políticas públicas e encaminhar propostas relacionadas aos direitos dos povos indígenas. Durante a reunião, foram apresentados os integrantes e as finalidades da estrutura, além de discutidos desafios que exigem atuação conjunta do poder público e das próprias comunidades.
Presidente da Câmara, Paloma Velozo explicou que a iniciativa amplia o trabalho anteriormente desenvolvido pela Câmara de Saúde Indígena, diante da necessidade de contemplar outras demandas apresentadas pelos povos originários, incluindo a elaboração de projetos de lei e encaminhamentos institucionais.
“Os povos originários hoje, por estarem nos territórios, têm uma carência muito grande de informação. Essa nova Câmara vem fazendo uma união com todos os eixos para desenvolvermos uma metodologia de trabalho que possa trazer um resultado mais preciso para os territórios”, afirmou.
Foto: Hideraldo Costa/ALMT
Entre as prioridades apontadas por Paloma estão os desafios relacionados à saúde mental de adolescentes e jovens indígenas, especialmente os casos de suicídio. Segundo ela, a Câmara pretende dialogar com a área da educação para buscar mecanismos de apoio aos estudantes, sobretudo em momentos de transição na trajetória escolar. Ela destacou inclusive, a importância de dar continuidade ao projeto MT Mais Indígena, desenvolvido anteriormente, e de incorporar novas ações que contribuam para o fortalecimento das políticas públicas destinadas aos povos originários.
Proteção às mulheres e garantia de direitos – A atuação articulada entre as instituições também é fundamental para dar visibilidade a problemas que atingem as comunidades indígenas e, muitas vezes, permanecem pouco conhecidos fora dos territórios. A procuradora de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Elisamara Portela, chamou a atenção para as diferenças entre as etnias, as dificuldades de acesso à saúde, as barreiras linguísticas e a violência doméstica contra mulheres indígenas.
“Uma invisibilidade histórica, uma invisibilidade estrutural” foi a expressão utilizada pela procuradora para descrever parte dos desafios identificados no trabalho de aproximação com essa realidade. Ela também mencionou questões relacionadas à saúde mental, ao uso de álcool e outras substâncias e à autolesão entre jovens, que precisam ser consideradas na formulação de políticas públicas.
Elisamara ressaltou que a divulgação de informações sobre direitos é essencial para que as mulheres saibam onde buscar ajuda e reconheçam as situações de violência. Segundo ela, o Ministério Público Estadual atua na defesa de direitos individuais, inclusive nos casos de violência física, psicológica e patrimonial, com aplicação da legislação pertinente.
A procuradora alertou ainda para a importância de identificar e combater práticas criminosas, sem naturalizar a violência sob o argumento de costumes ou tradições. A garantia de direitos, nesse sentido, deve caminhar junto com ações de prevenção, orientação e responsabilização.
Autonomia financeira e desenvolvimento nos territórios – A participação das lideranças indígenas é outro componente central para que as propostas discutidas na Assembleia correspondam às realidades de cada povo. Líder da Aldeia Utiariti, integrante do povo Haliti-Paresi e morador de Campo Novo do Parecis, Adylson Waymare avaliou a criação da Câmara como uma oportunidade para ampliar a presença das demandas indígenas no debate institucional.
Para ele, a iniciativa permite discutir temas que vão além da saúde e da educação, incluindo economia, sustentabilidade e condições de vida nos territórios. Adylson defendeu a criação de mecanismos que favoreçam a geração de trabalho e renda, de modo a ampliar a autonomia financeira das comunidades.
” Nós temos que ter mecanismos de trabalho, de projetos a serem desenvolvidos que possam gerar renda e trabalho para nós, indígenas, para que assim possamos viver com qualidade de vida e dignidade dentro dos nossos territórios”, afirmou.
Como exemplo, o líder citou o etnoturismo (que é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas com forte atuação na região de Tangará da Serra e no Chapadão do Parecis. Segundo Adylson Waymare, a atividade reúne valorização cultural, preservação das belezas naturais e geração de renda, com projetos que avançaram em sua estruturação e regulamentação.
etnoturismo desenvolvido pelo povo Haliti-Paresi é uma modalidade de turismo de base comunitária e imersão cultural realizada em Terras Indígenas
Adylson ponderou, porém, que Mato Grosso reúne 46 povos indígenas, cada qual com sua cultura, seu modo de vida e suas necessidades específicas. Por isso, a formulação de políticas públicas deve considerar as particularidades de cada comunidade, garantindo espaço para que as próprias lideranças apresentem prioridades e contribuam para a definição das ações.
A primeira reunião ordinária marca o início de uma agenda de trabalho voltada à articulação entre instituições e comunidades indígenas. A expectativa é que o diálogo contribua para transformar demandas históricas em propostas e encaminhamentos que fortaleçam os direitos, a autonomia e a qualidade de vida dos povos originários de Mato Grosso.
Fonte: ALMT – MT
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