VÁRZEA GRANDE
Superintendência de Esporte de VG promove ‘I Workshop Paralímpico’
A implantação do Centro de Referência Paralímpico em Várzea Grande é fundamental para o fomento de várias modalidades esportivas voltadas para os atletas PCD e para a promoção da inclusão social de crianças e adolescentes, que estão sendo incentivadas para essas práticas esportivas.
Esporte
A Secretaria de Educação, Cultura, Esporte e Lazer (Smecel), por meio da Superintendência de Esporte, está promovendo a primeira formação para profissionais de educação física, para que possam atuar nas modalidades esportivas praticadas por atletas com algum tipo de deficiência (PCD). A abertura do evento ocorreu na manhã desta segunda-feira (13), em Várzea Grande, fruto da parceria entre Prefeitura Municipal de Várzea Grande, com o Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Secretaria de Esporte, Cultura e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT) e Instituto dos Cegos.
De acordo com o superintendente de Esporte, Jadir Pereira, a implantação do Centro de Referência Paralímpico em Várzea Grande é fundamental para o fomento de várias modalidades esportivas voltadas para os atletas PCD e para a promoção da inclusão social de crianças e adolescentes, que estão sendo incentivadas para essas práticas esportivas. “Essa formação é o marco inicial para a captação e preparação dos atletas e a efetivação do Centro de Referência Paralímpica em Várzea Grande”, declarou.
O secretário de Estado de Cultura, Esporte e Lazer, Jefferson Neves, parabenizou a iniciativa da Prefeitura de Várzea Grande de promover, por meio da Superintendência de Esporte da Smecel, a formação dos profissionais e disse que também é desafio da Secretaria Estadual levar as práticas esportivas, de lazer e de promoção da saúde a todos os municípios de Mato Grosso. “Queremos fazer o esporte alcançar os 141 municípios, os bairros mais distantes, as comunidades indígenas e quilombolas nas suas mais diversificadas modalidades”, assegurou.
Para o vice-prefeito de Várzea Grande, José Hazama, o Município sai na frente com a implantação do Centro de Referência Paralímpico, destacando os investimentos em obras de infraestrutura que a Prefeitura Municipal vem fazendo na revitalização de praças esportivas, espaços públicos e áreas de lazer nos bairros de Várzea Grande. “A população recebe as obras e participa das melhorias que elas proporcionam. O esporte é uma ferramenta de inserção e é preciso promover a inclusão através das práticas esportivas, por isso promover a capacitação profissional é fundamental para conseguirmos a adesão cada vez maior da juventude independente de sua classe social ou limitações físicas”, afirmou.
O ‘I Workshop Paralímpico de Várzea Grande’ está sendo realizado entre os dias 10 e 17 de fevereiro, e 2 e 3 de março, no Anexo II da Smecel, com palestras promovidas por convidados do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB).
Fonte: Secom-VG
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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