MATO GROSSO

Governo triplicou investimentos em auxílio para esportistas

O Projeto Olimpus tem um edital voltado para os treinadores mato-grossenses, o Bolsa Técnico. Em 2021, o investimento era de R$ 360 mil. Um ano depois, o valor total destinado a treinadores já era de R$ 1,04 milhões, passando de 28 para 95 técnicos contemplados em 2022.

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Foto por: Christiano Antonucci

Mato Grosso tem milhões de motivos para comemorar o Dia do Atleta Profissional, nesta sexta-feira (10), especificamente R$ 6,9 milhões, investidos pelo Governo de Mato Grosso somente no Projeto Olimpus, também chamado de Bolsa Atleta. O programa é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) desde 2020 para apoiar atletas, paratletas, guias e técnicos de diversas modalidades esportivas.

Pago rigorosamente em dia, o valor liberado saltou de R$ 1,4 milhões, em 2020, para R$ 3,8 milhões em 2022. O edital 2022 foi todo reformulado, ampliando o número de atletas atendidos em 2021, passando de 151 para mais de 600 atletas contemplados nesta última edição, tanto em modalidades individuais como coletivas, de esportes olímpicos e paralímpicos.

O último edital adicionou a categoria Atleta Infantil, contemplando esportistas com idades entre 9 e 12 anos. Para a formação esportiva de base são ainda oferecidas bolsas nas categorias Atleta Base e Atleta Estudantil, para esportistas com idade entre 12 e 17 anos.

Aos esportistas de alto rendimento são oferecidas bolsas Atleta Nacional e Atleta Internacional. Ambas são destinadas a atletas, paratletas e atletas-guias com 14 anos ou mais e que obtiveram resultados em competições ou rankings nacionais e internacionais, conforme a categoria.

O programa criado em Mato Grosso é referência para outros estados brasileiros como uma das políticas públicas mais exitosas no incentivo a atletas, técnicos e à prática esportiva.

Colecionando conquistas

O jovem atleta Victor Pierre, de 18 anos, conta que iniciou no esporte aos 13 anos de idade, numa escola pública em Porto Alegre do Norte (a 1.023 km de Cuiabá). “Foi onde participei dos meus primeiros campeonatos e conquistas. Escolhi o vôlei pelo incentivo que tive dos meus amigos. Na época, a maioria deles praticava o esporte e eu não queria ficar de fora. Hoje, tenho como maior incentivador meu ex-técnico Roberto Pereira, de Primavera do Leste, que abriu as portas para mim e me ensinou tudo que eu precisava para ser um atleta de alto rendimento”, Pierre.

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Victor Pierre foi primeiro lugar e atleta destaque nos Jogos Estudantis de Seleções 2022

Atendido pelo projeto Olimpus desde 2021, Victor afirma que tem sido um apoio muito importante e uma motivação a mais pra seguir atrás do lugar mais alto do pódio.

“Minha maior motivação para continuar é minha família e amigos que sempre me apoiaram e continuam torcendo por mim. No meu currículo posso dizer que fui inúmeras vezes campeão estadual nas categorias sub 15, sub 17, sub 18, sub 19, sub 21 e adulto, tanto na quadra quanto na praia. Tive também algumas conquistas a nível nacional, como campeão brasileiro na quadra e vice campeão brasileiro no vôlei de praia”, declarou.

CONSED-MT

Contemplado no Bolsa Atleta 2021 e 2022, Adriano Luíz dos Santos Bonkewich é paratleta categoria S10 da natação e coleciona muitas medalhas de ouro, prata e bronze, resultado de sua participação em eventos regionais, nacionais e internacionais. Em agosto de 2023 ele vai participar da 20ª edição do Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos, sediado em Fukuoka, no Japão.

Adriano destaca que com o recurso da bolsa ele pode ter uma alimentação adequada e que proporcione um melhor rendimento físico. “Com o Bolsa Atleta eu posso investir em suplementos e em uma alimentação balanceada para o meu treino, rica em proteínas e carboidratos de alta qualidade. Treino diariamente. São duas horas de natação e ainda faço musculação e uma alimentação saudável faz toda a diferença para a recuperação muscular e rendimento esportivo”.

No último evento esportivo que ele participou, o Meeting Paralímpico 2022, competição realizada em outubro, em Goiás, Adriano conquistou o tricampeonato brasileiro nos 100 metros borboleta, campeão nos 100 metros costas, além de medalha de prata nos 100 e 400 metros livre. Na mesma competição, Mato Grosso conquistou 34 medalhas no atletismo e natação, com outros atletas apoiados pelo Projeto Olimpus.

Apoiando treinadores

Dentre as muitas questões importantes para o bom desenvolvimento da performance do atleta, também inclui a presença de um bom treinador. Ele é o responsável por ensinar o atleta acerca do que fazer, como fazer e o porquê de fazer. É por reconhecer esse grande papel que o Governo de Mato Grosso também tem investido nesses profissionais.

O Projeto Olimpus tem um edital voltado para os treinadores mato-grossenses, o Bolsa Técnico. Em 2021, o investimento era de R$ 360 mil. Um ano depois, o valor total destinado a treinadores já era de R$ 1,04 milhões, passando de 28 para 95 técnicos contemplados em 2022.

Com uma grande carreira esportiva, a atleta e treinadora Luzia Carmem Santana Pessoa Fernandes, tem uma linda trajetória com títulos nacionais e internacionais. De família de atletas, ela começou aos três anos de idade no jiu-jitsu. Desde então não parou. Passou pelo judô, wrestling e grappling.

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A técnica Luzia Carmem recebeu, acompanhada da família, o Prêmio Sabino Albertão 2022
“Sou apaixonada por esporte. Eu vivo, transpiro e me alimento do esporte e não pretendo parar tão cedo”, diz Luzia, que recebeu em 2022 o reconhecimento pelo seu trabalho em Mato Grosso. Ela foi eleita melhor técnica do ano de 2022, pelo Prêmio Sabino Albertão, realizado com o apoio da Secel-MT. Ela concorreu com outros dois grandes técnicos.

“Foi a última conquista que a minha mãe viu, que foi o título de melhor treinadora do ano. Um reconhecimento incrível. A luta ganhou e eu ganhei. Posso dizer que é o meu primeiro grande título pessoal como treinadora”.

Contemplada no Bolsa Técnico desde 2021, Luzia afirma que Mato Grosso é um dos poucos Estados que de fato investe com tanta eficiência no esporte.

“Nosso Estado faz isso com muita dignidade e eu sou muito grata. A bolsa tem me ajudado muito. Eu sou aquela treinadora que faz de tudo pelos atletas. Já paguei hospedagens, passagens, tudo para que os meus alunos não deixassem de participar de competições, de buscar o sonho deles. Além disso, ajuda a investir na minha carreira, com a participação em cursos nacionais e internacionais”.

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A técnica Luzia Carmem dando suporte a um de seus atletas em competição de wrestling

Ela fala ainda sobre a importância da Bolsa Atleta para os seus alunos. “A bolsa é de extrema importância porque com esse recurso o atleta consegue se alimentar melhor, comprar suplementos, treinos, e conseguir viajar para participar de competições. Isso ajuda muito, tanto que em 2022 eu tive a oportunidade de viajar com os meus atletas para 19 eventos, o que é algo surreal”, comenta a treinadora.

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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