POLÍCIA APARELHADA
Investimento de R$ 1,2 bilhão consolida estrutura das forças policiais em MT
Reflexos do tratamento da segurança como prioridade aparecem no dia a dia da população
Polícia
Nos últimos quatro anos, entre 2019 e 2022, os investimentos do Governo de Mato Grosso nas forças de Segurança Pública cresceram mais de 680%, totalizando aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Com a aplicação dos recursos, as polícias saíram de uma situação de carência até de combustíveis para se consolidar entre as mais equipadas do país.
Nos últimos quatro anos, os investimentos saltaram de R$ 67 milhões no primeiro ano da gestão Mauro Mendes para R$ 526 milhões em 2022. Somente nos dois últimos anos, 2021 e 2022, o aporte financeiro na segurança somou R$ 1 bilhão, recurso fundamental para essa consolidação das polícias de Mato Grosso entre as melhores e modernas do Brasil.
Quedas nos índices
Os reflexos do tratamento da segurança como prioridade aparecem no dia a dia da população, com mais viaturas nas ruas, nas condições de trabalho dos policiais, e, principalmente, na queda dos índices criminais.
Os índices de roubos a residência, comércio e pessoas, estão em queda desde 2019 e fecharam 2022 com uma redução média de 55% no período de quatro anos. De 13.978 registros em 2019, caiu para 9.937 em 2020. O ano seguinte, 2021, contabilizou 8.310 ocorrências. Já em 2022 foram 6.212, o que representa 2.009 roubos a menos em relação a 2021.
O roubo de veículos, com redução média de 48%, baixou de 1.837, em 2019, para 1.322, em 2020. No ano seguinte, 2021, chegou a ocorrer uma elevação, com 100 ocorrências a mais. Todavia, os investimentos no aparelhamento das polícias e a intensificação das ações preventivas e de repressão não só reverteram a situação como fizeram de 2022 o ano com o menor índice do período de quatro anos, fechando com 964 ocorrências.
Esses dados são do Observatório de Segurança Pública(OBS), o órgão da Sesp-MT responsável pelo acompanhamento das estatísticas que subsidiam as análises criminais e as decisões na gestão da segurança.

Foto – Willian Silva
Radiocomunicação digital
Na segurança, a população conta agora com o que há de mais moderno e seguro em sistema de radiocomunicação. Para implantar o serviço digital, com alcance em todo Estado, foram investidos R$ 69 milhões. Esse projeto interliga as viaturas entre si, ao Ciosp de Cuiabá e às centrais que estão sendo construídas em regiões polos.
A modernização inclui ainda uma unidade móvel de radiocomunicação instalada em uma caminhonete modelo 4×4. Equipada com uma torre de 15 metros de altura, tem capacidade de cobertura de sinal em um raio de até 20 quilômetros. O alcance varia conforme as condições geográficas da região.
Esse avanço tecnológico garante segurança ao sinal de transmissão das chamadas policiais, antes copiados com facilidade, além de dar agilidade e aumentar a eficiência nos serviços prestados à população.
Obras e reforma
Em obras, os investimentos somaram R$ 350 milhões, segundo dados do Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados (NGER),da Sesp-MT. São centenas de obras novas, de ampliação, adequação e melhorias das estruturas de quarteis da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, delegacias da Polícia Civil, unidades da Politec e dos sistemas Penitenciário e Socioeducativo.
As Penitenciárias de Várzea Grande (Complexo Ahmenon Dantas) e a Cadeia Pública de Peixoto de Azevedo, inauguradas em 2020 e 2022, após décadas de obras paradas, compõem os projetos de avanço e modernização do Sistema Penitenciário Estadual.
A Penitenciária Central do Estado (PCE), sediada em Cuiabá, com a construção de um novo raio se tornou a primeira unidade prisional estadual de segurança máxima do país. Em uma área de 1.855 m², com investimento de R$ 14,3 milhões do Estado, foi erguida a ala de segurança máxima com 54 celas, sendo 46 individuais e 8 duplas, totalizando 62 vagas. Também tem celas especiais para receber presos com curso superior. A unidade está equipada com mais de 120 câmeras de monitoramento com central própria e local de controle.
Na PCE, as obras de ampliação e melhorias coloram um fim na superlotação. De um total de 800 vagas a capacidade saltou para 2,4 mil. As obras também elevaram a qualidade do atendimento aos reeducandos.
No Sistema Socioeducativo, para atender medidas de internação de adolescentes em conflito com a lei, o Estado mantém um grande projeto de construção de novas unidades e de reforma e modernização das existentes. A unidade de Rondonópolis já foi entregue e outras duas, de Sinop e Barra do Garças, estão em construção. Este mês, a Sesp começou a reforma do Centro de Atendimento Socioeducativo de Cuiabá, o antigo Complexo Pomeri.

Foto – Marcos Vergueiro – SECOM-MT
A Sesp também adquiriu cerca de 400 veículos, criando uma frota própria de viaturas diferenciadas, compatíveis com as necessidades do policiamento e características regionais. Já o número de veículos da frota locada subiu 30%, de 1.130 para 1.480.
Para fechar a negociação com as locadoras, o Governo condicionou a assinatura dos contratos à troca imediata das viaturas danificadas e a substituição por novas a cada dois anos de uso.
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Foto: SESP-MT
Padronização do armamento
Os investimentos seguiram com a aquisição e padronização das armas usadas pelos policiais de todas as forças do Estado. Esse programa, de R$ 54 milhões, segue com a troca do armamento usado na PM, PJC e Polícia Penal. Mais da 50% das 12 mil pistolas previstas já chegaram às mãos dos policiais.
A pistola Glock, referência em nível mundial e empregada na Polícia Federal brasileira, passou a ser a arma padrão em Mato Grosso. Antes de receber a nova arma todos policiais passam por treinamentos de conhecimento prático para manuseio e emprego adequado do armamento.
Fardamento
A modernização e eficiência da Segurança Pública também passaram pelo respeito e atendimento dos direitos dos policiais, como o de receber o fardamento, o que não acontecia desde 2014. Inicialmente as fardas foram compradas pelo Estado e entregues aos policiais.
Em abril de 2022, com a regulamentação do auxílio pelo Governo do Estado, o benefício passou a ser pago em dinheiro. Cinco meses depois da regulamentação, em setembro, o governo quitou o auxílio referente ao ano seguinte, ou seja, 2023. Cada policial recebeu R$ 1.850, o que equivale a 12,5% da remuneração do segundo tenente.
Para o secretário de Segurança, coronel César Roveri, os investimentos consolidaram as forças policiais entre as mais modernas e comprovaram a preocupação permanente do governador Mauro Mendes com a proteção da população e a qualidade dos serviços públicos, assim como as condições de trabalho dos policiais.
A partir de 2023, observa Roveri,no segundo mandato confiado pela população ao governador, os investimentos dos primeiros quatro anos e novos aportes financeiros estão permitindo a execução de novas obras de construção e reforma, melhorando a infraestrutra de todos os organismos de segurança público, proporcionando melhores condições e qualidade de trabalho ao servidor e de atendimento ao cidadão.
“Teremos o lançamento de programas e projetos, a exemplo do Vigia+MT, o qual fará o cercamento digital do Estado com câmeras de monitoramento de segurança pública em 100% dos municípios”, detalha Roveri. O secretario assinala que esses investimentos vão proporcionar mais segurança à população e tornar o Estado mais eficiente na prevenção e repressão à violência, completa o secretário Cesar Roveri.
Fonte: SECOM MT
Polícia
Projeto Âmbar fortalece cultura do feedback no MPMT
Como a liderança pode contribuir para ambientes de trabalho mais saudáveis? A pergunta conduziu a quarta e última oficina do Projeto Âmbar – Prevenir para Cuidar, realizada na sexta-feira (4) pelo Departamento de Gestão de Pessoas (DGP) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT). Voltada a gestores e lideranças da instituição, a capacitação promoveu reflexões sobre o papel do feedback e da Comunicação Não-Violenta (CNV) na prevenção de riscos psicossociais, no fortalecimento das relações profissionais e na construção de uma cultura organizacional mais humana, colaborativa e saudável.A oficina “Feedback como ferramenta de cuidado e direção” foi conduzida pela gerente de Desenvolvimento, Josyane Lima de Cerqueira, e pelo gerente de Aposentados e Pensionistas, Juan Correa Rodrigues Vieira, com participação da subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert, e da chefe do Departamento de Gestão de Pessoas (DGP), Ozivânia França de Oliveira Luzzato. Além das exposições teóricas, os participantes foram divididos em três grupos e realizaram atividades práticas simulando situações de feedback e aplicando conceitos trabalhados ao longo da capacitação.Na abertura, a psicóloga do Programa Vida Plena, Luísa Catarina Oliveira Gonçalves, ressaltou que o ciclo de oficinas foi concebido como um espaço de reflexão sobre as relações de trabalho, as práticas de liderança e os fatores que impactam a saúde mental. Segundo ela, o Projeto Âmbar percorreu diferentes dimensões do cuidado, desde a organização do trabalho até o autocuidado, culminando na discussão sobre o feedback como instrumento de desenvolvimento. “Quando falamos em saúde mental, estamos falando também da qualidade das relações, da maneira como os conflitos são conduzidos e das condições que produzimos coletivamente para que as pessoas possam trabalhar com respeito, segurança e dignidade”, afirmou.Ao adentrar no tema, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert destacou que o feedback é uma das ferramentas mais sensíveis da liderança e deve ser compreendido como instrumento de cuidado, desenvolvimento e fortalecimento das relações profissionais. Para ela, o grande desafio das lideranças é ampliar o olhar para além das demandas e processos, colocando as pessoas no centro das decisões. “Existem técnicas para uma boa gestão e para um bom feedback, mas nenhuma técnica supera o nosso desenvolvimento humano”, afirmou. A subprocuradora-geral também reforçou a importância da empatia, da escuta qualificada e da comunicação respeitosa para a construção de ambientes saudáveis e a prevenção do adoecimento.Ainda durante sua participação, Anne Karine Wiegert chamou atenção para a necessidade de autoconhecimento por parte dos gestores e para a coragem de enfrentar conversas difíceis. Segundo ela, liderar exige capacidade de lidar com conflitos, acolher diferentes perspectivas e tomar decisões nem sempre populares. “Nós não mudamos o outro. Nós mudamos a forma como lidamos com o outro”, enfatizou. Para a gestora, o medo da reação do liderado costuma ser um dos principais obstáculos para a realização de feedbacks, podendo gerar ansiedade, desgaste emocional e adiamento de questões que precisam ser enfrentadas.Ao apresentar a atuação do Departamento de Gestão de Pessoas, Ozivânia França de Oliveira Luzzato reforçou que cuidar das pessoas é a essência da missão do setor e um dos pilares da estratégia institucional. Responsável pelo acompanhamento funcional de mais de 2,4 mil integrantes da instituição, o DGP atua desde o ingresso até a aposentadoria dos membros e servidores. “Regulamentos são importantes, sistemas são importantes, processos são importantes, mas o mais importante são as pessoas”, afirmou. Segundo ela, são as pessoas que concretizam a missão constitucional do Ministério Público, razão pela qual investir em saúde, desenvolvimento e qualidade das relações significa fortalecer a própria atuação institucional.Feedback – Durante a capacitação, Josyane Lima de Cerqueira explicou os conceitos fundamentais do feedback, sua origem histórica e sua aplicação na gestão de pessoas. O termo surgiu na área da engenharia e dos sistemas de controle antes de ser incorporado ao ambiente organizacional. No contexto da liderança, explicou a gerente, o feedback deve ser entendido como um processo intencional voltado ao alinhamento de expectativas, ao reconhecimento e ao desenvolvimento das equipes. “Feedback não é qualquer diálogo. É um diálogo que tem objetivo, tem intenção e não parte do acaso; ele se sustenta em evidências”, ressaltou.A facilitadora apresentou os três principais tipos de feedback: reconhecimento, orientação e desenvolvimento. Também destacou que o processo é didático e dinâmico, exigindo observação, escuta, planejamento e disposição para o diálogo. Entre as etapas de preparação, citou a definição clara dos objetivos da conversa, o levantamento de evidências, a escolha do momento adequado, a antecipação de possíveis reações, o planejamento de perguntas e a reflexão sobre o próprio papel da liderança.Outro ponto abordado foi o desconforto frequentemente associado ao feedback. A partir de reflexões propostas aos participantes, a oficina discutiu se é mais difícil dar ou receber feedback, além de questões como medo de gerar desconforto, falta de preparo, receio de reações emocionais e ausência de uma cultura consolidada de diálogo. Ao defender a prática contínua do feedback, Josyane Cerqueira alertou: “Se a conversa provocou constrangimento, humilhação, exposição ou repressão, isso não é feedback”.A gerente também destacou que as ferramentas de gestão são importantes porque oferecem evidências objetivas para as conversas, evitando julgamentos ou percepções subjetivas. Além disso, explicou que o feedback contribui diretamente para a saúde nos ambientes de trabalho ao reduzir incertezas, alinhar expectativas e fortalecer o sentimento de pertencimento, especialmente em equipes híbridas. “Para se ter saúde no trabalho é preciso pensar na qualidade das relações, da comunicação e da liderança”, afirmou.Segundo ela, a ausência de diálogo pode favorecer fatores de risco psicossocial, como isolamento, sensação de invisibilidade, insegurança sobre o próprio desempenho e acúmulo de insatisfações. Em contrapartida, o feedback fortalece a confiança, o respeito mútuo, a cooperação, a segurança psicológica e o senso de justiça. Ao final da oficina, a gerente deixou uma reflexão aos participantes: “Que tipo de ambiente estamos ajudando a construir quando escolhemos dar ou deixar de dar feedback?”Comunicação Não-Violenta – Como complemento à temática do feedback, a oficina abordou a Comunicação Não-Violenta (CNV), metodologia desenvolvida pelo psicólogo norte-americano Marshall Rosenberg. O gerente Juan Correa Rodrigues Vieira explicou que a proposta busca ampliar a qualidade das relações por meio da empatia, da escuta ativa e da compreensão das necessidades humanas presentes em cada interação.“Mais do que seguir uma fórmula, a proposta da Comunicação Não-Violenta é promover uma mudança na qualidade das relações”, destacou. Segundo ele, a metodologia é baseada em quatro etapas: observação dos fatos sem julgamentos, identificação dos sentimentos, reconhecimento das necessidades envolvidas e formulação de pedidos claros e possíveis. Para o facilitador, a adoção desses princípios fortalece vínculos de confiança, reduz conflitos e favorece a construção coletiva de soluções.Ao relacionar a CNV ao exercício da liderança, Juan Vieira ressaltou que gestores são constantemente chamados a mediar conflitos e promover diálogos difíceis. “A questão não é ignorarmos os conflitos, mas termos líderes e gestores que adotem posturas assertivas e construtivas de mediadores”, afirmou. Para ele, o feedback deve ser compreendido como uma troca e não apenas como a transmissão de uma mensagem, exigindo abertura para ouvir, acolher diferentes perspectivas e refletir sobre a própria atuação.A jornada continua – No encerramento da primeira edição do Projeto Âmbar, Anne Karine Louzich Hugueney Wiegert enfatizou que as reflexões promovidas ao longo do ciclo não devem terminar com o fim das oficinas, mas servir de inspiração permanente para o exercício da liderança. Segundo ela, tão importante quanto dominar técnicas de gestão e comunicação é desenvolver autoconhecimento, inteligência emocional e capacidade de reconhecer limites e fragilidades. “Nós precisamos, para além de conhecer e dominar todas as técnicas, dominar a nós mesmos”, afirmou.Ao agradecer aos participantes e organizadores, a subprocuradora-geral reforçou que o legado do Projeto Âmbar está no fortalecimento de uma cultura institucional baseada no cuidado, na qualidade de vida e no desenvolvimento humano. Para ela, o desafio lançado aos líderes permanece atual e exige reflexão constante sobre o impacto das próprias atitudes nas equipes e nos ambientes de trabalho construídos diariamente dentro da instituição.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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