VÁRZEA GRANDE

Novos secretários aplaudem dinâmica da gestão Kalil Baracat

Foram empossados  hoje (3) três novos colaboradores do primeiro escalão no Paço Municipal de VG: Governo, Ismael Alves da Silva; Administração, Osvaldo Botelho de Campos; e Assuntos Estratégicos, Benedito Gonçalo de Figueiredo (Dito Loro).

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Foto: SECOM VG

A cerimônia de posse dos novos secretários municipais em Várzea Grande foi bastante prestigiada. O prefeito Kalil Baracat e seu vice, José Hazama, agradeceram a presença de todos no evento, citando nominalmente o ex-prefeito de VG, Walace Guimarães, deputado estadual Juca do Guaraná (MDB), lideranças de bairro, representantes da sociedade civil organizada e entidades de classe (a exemplo da OAB/VG).

Foto: SECOM VG

Ainda agradeceu as presenças dos secretários municipais, conselheiros, servidores municipais e familiares dos empossados.

Quase todos os vereadores estavam presentes liderados pelo presidente, Pedro Paulo Tolares, mais conhecido como Pedrinho, que falou em nomes dos parlamentares.

Foto: SECOM VG

Nessa quarta alteração no primeiro escalão do município, o secretário Dito Loro, há dois anos na Pasta de Governo, passa agora a responder pela Secretaria de Assuntos Estratégicos.

O então secretário adjunto de Administração, Osvaldo Botelho de Campos, assumiu a condição de titular na Administração, após a saída de Anderson do Nascimento Silva [que vai assumir a Secretaria Sistêmica de Ciência e Tecnologia do governo do Estado, dentro da Seciteci].

Foto: Secom-VG

Anderson estará responsável pelo Parque Tecnológico, mantendo estreito elo com Várzea Grande.

Foto: Secom VG

Já Ismael Alves, retorna ao cargo já ocupado anteriormente, durante a gestão do prefeito Walace Guimarães.  A Secretaria de Governo é considerada estratégica na articulação política da atual gestão.

Ismael já foi vereador por quatro mandatos em Várzea Grande e ex-presidente do Legislativo Municipal, e tem a missão de estreitar relações institucionais junto ao Legislativo, Executivo estadual e federal, bem como junto a entidades organizadas e ao Judiciário.

Kalil tem uma posição inédita de entendimento e prestígio junto à Câmara, pois conta com apoio dos 21 vereadores da atual legislatura.

Prefeito Kalil – Foto SECOM VG

“É uma parceria forte, importante, e que traz resultados à Várzea Grande”, frisa Ismael Alves, lembrando que o apoio em todos os sentidos reforça também a independência dos Poderes e a fiscalização do Executivo, que é transparente e eficiente.

Ainda em relação à articulação política, Kalil destacou que graças ao bom relacionamento com outras esferas do Poder e órgãos de controle, a cidade e sua gestão – “em que pesem a pandemia e as incertezas políticas e econômicas” – segue o fluxo de investimentos e cumpre compromissos assumidos na campanha eleitoral.

“Graças a uma emenda do senador Jayme Campos, do dia 30 de dezembro de 2022, na ordem de R$ 12,5 milhões, vamos atender a uma antiga demanda da população da região do São Simão, Ouro Verde, Colinas Verdejantes entre outros, com pavimentação, asfalto novo. Novas vias que vão interligar São Simão/Ouro Verde/Paiaguás”.

Ainda no rol dos investimentos, Kalil confirmou a implantação de 40 novos leitos de UTI na Rede Pública de Saúde, ou seja, via SUS, e ainda a entrega de nove novos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI’s).

Todo o trabalho desenvolvido em Várzea Grande foi reconhecido pelo deputado estadual Juca do Guaraná, que deixou a presidência da Câmara de Vereadores de Cuiabá, para assumir o novo cargo no último dia 1º.

“É um prefeito arrojado {Kalil}. Estamos juntos e em parceria para, a partir de agora, somar forças para trazer projetos e emendas para Várzea Grande. Tive mais de 4 mil votos aqui na cidade, e é a hora de retribuir com essa cidade que acolhe a todos”.

O presidente da Câmara de Vereadores de Várzea Grande, Pedro Paulo Tolares – Pedrinho –, destacou que todos os secretários que assumem cargo no Executivo são ex-vereadores pela cidade.

“Isso facilita em muito a relação, pois todos entendem como é difícil estar no Legislativo, sendo a porta de reivindicações de toda sociedade. Acredito que a parceria e dinâmica serão reforçadas”.

Ao entregar a pasta de Governo, Dito Loro lembrou que a gestão do prefeito Kalil enfrentou um momento muito difícil, que foi a chegada e o recrudescimento da pandemia.

“Os dois primeiros anos exigiram muito de cada um de nós. Foi de aprendizado e de resiliência. Mas, graças ao empenho e esforço de cada um, e com a liberdade que temos para trabalhar aqui, atravessamos esse período com saldo inédito de investimentos e seguimos o mesmo ritmo em 2023. Temos uma gestão extremamente bem avaliada e aprovada pela população. Doravante, poderei estreitar mais a relação com o segmento empresarial, e junto com o secretário Charles Caetano Rosa, fazer de Várzea Grande uma catalisadora de grandes investimentos. Enfim, atrair e fixar empreendimentos em nossa cidade”.

Ex-vereador Ismael Alves
Foto: Secom-VG

Ismael aposta na experiência e no currículo para colaborar com a articulação política que o Executivo demanda. “Estou pronto para contribuir com os projetos políticos do prefeito Kalil, para que sua gestão possa avançar cada vez mais. Sou grato a Várzea Grande por tudo que já vivi aqui, seja na vida privada ou como agente público”.

Osvaldo Botelho de Campos, filho do ex-prefeito Nereu Botelho de Campos (01/01/1993-31/12/1996), disse que o legado deixado pelo ex-secretário Anderson, que tem como principal avanço a modernização sobre os processos ligados à gestão de pessoal – vida funcional do servidor –, seguirá em evolução, pois faz parte do plano de governo do prefeito Kalil. “É uma honra assumir a Pasta e dar continuidade a esse processo de modernização”.

STAFF – Em março do ano passado, o prefeito Kalil deu posse ao secretário Charles Caetano Rosa que assumiu a recém-criada secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo. E em agosto de 2021, deu posse à jornalista Ana Cristina Vieira e Silva, na Secretaria de Assistência Social de Várzea Grande.

Fonte: SECOM VG

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Na CDH, especialistas propõem medidas para prevenir automutilação e suicídio

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Os desafios das políticas públicas para a prevenção da automutilação e do suicídio foram o tema da audiência desta quinta-feira (10) na Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado. A reunião teve como eixo central o Setembro Amarelo, campanha voltada para essa questão. Especialistas e representantes do governo federal, da sociedade civil e de ONGs discutiram os cuidados necessários com crianças e adolescentes em casa e no ambiente escolar; os impactos do ambiente de trabalho na saúde mental; e os canais disponíveis para pedir ajuda em situações de emergência.

A audiência pública foi requerida pela senadora e presidente da comissão, Damares Alves (Republicanos-DF). Segundo ela, objetivo era ampliar o debate público, reduzir o estigma em torno da questão e estimular a busca por ajuda diante de situações de sofrimento psíquico.

A campanha Setembro Amarelo tornou-se oficial com a sanção da Lei 15.199, em setembro de 2025. A norma também estabeleceu 17 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção da Automutilação, e 10 de setembro como o Dia Nacional de Prevenção do Suicídio.

Números

Na abertura da audiência, a senadora apresentou dados sobre a dimensão do problema no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Para cada morte, estima-se que ocorram mais de 20 tentativas. Entre pessoas de 15 a 29 anos, o suicídio já é a terceira principal causa de morte.

Damares ressaltou que, no Brasil, o Ministério da Saúde contabilizou 15.507 mortes por suicídio em 2021, das quais 77,8% entre homens. Naquele ano, o suicídio foi a terceira principal causa de morte entre adolescentes de 15 a 19 anos e a quarta entre jovens de 20 a 29 anos. O mesmo levantamento identificou 114.159 notificações de violência autoprovocada, das quais 70% envolveram pessoas do sexo feminino.

— Esses dados revelam distintos grupos que apresentam diferentes padrões de vulnerabilidade. Por isso, as políticas de prevenção não podem ser uniformes — ponderou a parlamentar.

A senadora afirmou que a saúde mental de crianças e adolescentes merece atenção especial. Segundo a OMS, em publicação atualizada em 2025, um em cada sete adolescentes entre 10 e 19 anos vive com algum transtorno mental. Depressão, ansiedade e transtornos comportamentais estão entre as principais causas de adoecimento e incapacidade nessa etapa da vida.

Bullying

Para Erasto Fortes, coordenador-geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos do Ministério da Educação, a questão deve ser enfrentada numa abordagem intersetorial, e não só no campo da saúde. Como crianças e adolescentes passam parte significativa das suas vidas na escola, explicou, falar em prevenção no campo educacional exige a construção de ambientes educativos “seguros, acolhedores, inclusivos e democráticos”.

— O bullying, a discriminação, o racismo, a violência de gênero, a intolerância, a exclusão social, a humilhação e outras formas de violação não podem ser naturalizadas como episódios menores na vida escolar — argumentou.

Lívia dos Santos Ferreira, auditora fiscal do trabalho e representante do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), descreveu fatores de risco de suicídio direta ou indiretamente relacionados ao ambiente de trabalho, como estressores financeiros, dificuldades econômicas e instabilidade financeira dos trabalhadores. Ela também relacionou situações que impactam especificamente as mulheres.

— Falta de clareza e de equidade das oportunidades de promoção do trabalho, diferenças de salários pagos entre homens e mulheres, sobrecarga de jornada de trabalho que se soma ao trabalho de cuidado da casa e dos filhos, são situações que a gente percebe no dia a dia como inspetora do trabalho — afirmou.

A especialista também abordou o problema do suicídio no serviço público. Segundo ela, mais de meio milhão de trabalhadores foram afastados apenas do serviço público federal em 2025, em decorrência de ansiedade, depressão e burnout.

Cláudia Márcia de Carvalho Soares, presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho (ABMT), ressaltou que a manutenção de um ambiente de trabalho íntegro e seguro é obrigação do empregador prevista na CLT e na Constituição Federal, e destacou que a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) tornou essa obrigação mais objetiva ao definir deveres e responsabilidades específicos de empregadores e empregados.

— Um terço da nossa vida é no ambiente de trabalho. Então ele não pode ser causa de adoecimento e não pode ser causa de agravar um adoecimento — observou.

CVV

Alan Teixeira Lima, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV), falou do trabalho da instituição, pioneira na prevenção do suicídio no Brasil e presente no país há 64 anos. Ele afirmou que, embora o CVV seja mais conhecido pelo atendimento telefônico, também mantém grupos de apoio a sobreviventes do suicídio. Hoje, explicou, o CVV conta com 2.300 voluntários no Brasil, que no último ano prestaram apoio emocional mais de 2 milhões de vezes.

— Uma pessoa pode ligar quantas vezes quiser para o CVV. A gente funciona 24 horas, garante o atendimento sigiloso, e o anonimato da pessoa que nos procura, sem julgamento, sem crítica, favorecendo o diálogo — disse Lima.

O CVV (188) atende gratuitamente pessoas passando por sofrimento psíquico, 24 horas, por telefone (188), chat ou e-mail.

Risco das bets

Gabriella de Andrade Boska, coordenadora de gestão da Rede de Atenção Psicossocial do Ministério da Saúde, relatou a preocupação da pasta com o impacto das apostas esportivas online, as chamadas bets, no número de suicídios registrados no país nos últimos anos. 

— Há estudos, inclusive da OMS, que mostram taxas de 15 vezes mais de chances de pessoas endividadas por questões de apostas cometerem suicídio por esse endividamento — afirmou.

A representante do ministério também alertou para um índice maior de casos de suicídio entre a população negra. 

Antônio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), alertou que a prevenção do suicídio ainda é vista como tabu e que não se pode tentar resolver uma emergência médica como uma tentativa de suicídio pelas redes sociais.

 — O preconceito estrutural é tão grande que até hoje nós não temos sequer um antidepressivo, como o carbonato de lítio, na Farmácia Popular. Isso é grave — concluiu.

Também participaram da audiência Silvia Waiãpi, ex-deputada federal; Benedito da Vozinha, bacharel em Direito; e Lídia Caroline de Carvalho, mãe atípica e assessora no Senado Federal.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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