Planejamento Estratégico
Cuiabá faz monitoramento e realinhamento de metas estabelecidas
O ciclo é realizado em parceria com o TCE, por meio do programa de Gerenciamento do Planejamento Estratégico
Economia
As secretarias da Prefeitura de Cuiabá participaram, na segunda-feira (30) e terça-feira (31), do ciclo de monitoramento e realinhamento do programa de Gerenciamento do Planejamento Estratégico (GPE) 2022/2023. A iniciativa é executada em parceria com o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e tem como objetivo definir e assegurar o cumprimento de metas que favorecem o fortalecimento das políticas públicas desenvolvidas pela gestão Emanuel Pinheiro.
As reuniões foram conduzidas pelo consultor e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Paulo Desidério. Com base no relatório das metas de 2022, foram debatidas as realizações dos lançamentos para encerramento no GPE 2022; o status da duplicação das metas de 2023; a apresentação de novas propostas de projeções de resultados para 2023; e ainda a reavaliação de metas de longo prazo do programa.
O professor relatou que as reuniões são continuidade do trabalho que o TCE realiza com os Municípios, por meio do GPE, visando incentivar na administração pública a cultura do planejamento estratégico. Ainda segundo ele, o ano de 2023 apresenta um aspecto importante de evolução das ferramentas de planejamento e consolidação da metodologia de acompanhamento de resultados.
“Essas reuniões têm o objetivo de refletir sobre os resultados alcançados em 2022, avaliar os pontos positivos, as metas atingidas, efetuar um diagnóstico das metas não conforme, para que em 2023 sejam revertidos esses resultados. Assim, faremos a consolidação desse ciclo que foi iniciado em 2021 e que já está chegando em seu nível de maturidade, mesmo com o período pandêmico que enfrentamos”, comentou.
Desidério destacou ainda que Cuiabá tem sido referência para outros municípios de Mato Grosso. “Todos os relatórios que elaborei, sempre ressaltei o engajamento e a motivação das equipes da Prefeitura de Cuiabá. Então, a avaliação é bem positiva. Existem muitos municípios que ainda não chegaram ao nível de maturidade de acompanhamento de planejamento estratégico de Cuiabá”, completou o professor.
De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Eder Galiciani, após o encerramento do ciclo de avaliação e acompanhamento, a Prefeitura apresentará os resultados à população, em uma reunião com conselhos participativos e a sociedade em geral. Ele aponta ainda que também já há um trabalho voltado para as perspectivas, realinhamento, e duplicação das metas para o exercício de 2023.
“Com base na análise de cada um dos indicadores, das ações planejadas por cada secretaria, o professor propôs melhorias metodológicas. Vamos encaminhar essas recomendações debatidas para cada setor, para cada planejamento setorial, a fim de que possam fazer a avaliação e aplicação. A nossa intenção é fazer com que tudo isso possa melhorar cada vez mais a nossa gestão”, explicou.
O secretário valorizou ainda a parceria com o TCE que, conforme sua avaliação, não só acompanha, mas também dá o suporte necessário aos Municípios. “O planejamento estratégico na gestão pública passa por uma nova e moderna fase, em que conceitos do setor privado de eficiência, eficácia, estão sendo aplicados. Então, o próprio Tribunal vem ao longo dos anos adaptando metodologias e evoluindo cada uma delas”, pontuou.
Fonte: SECOM CUIABÁ
Economia
Subsídios à gasolina e ao diesel são ampliados após alta do petróleo
Após a recente disparada no preço internacional do petróleo, o governo federal ampliou nesta quarta-feira (9) as medidas para conter a alta dos combustíveis no Brasil. As novas ações reduzem em R$ 0,63 por litro os tributos sobre a gasolina e autorizam uma subvenção inicial de R$ 1 por litro de diesel.

As medidas foram anunciadas por meio de um decreto e de uma medida provisória assinados nesta quarta. A estratégia substitui e amplia a política de subsídios adotada anteriormente para tentar reduzir o impacto da disparada das cotações internacionais sobre os preços domésticos.
Principais medidas:
- Gasolina: redução de R$ 0,63 por litro em PIS/Pasep e Cofins;
- Etanol hidratado: alíquotas de PIS/Pasep e Cofins zeradas;
- Diesel: subvenção inicial de R$ 1 por litro, com valor ajustável;
- Prazo da redução para gasolina e etanol: de 10 de setembro a 5 de outubro;
- Diesel: mecanismo poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme o mercado.
Nova subvenção ao diesel
A medida provisória assinada pelo governo autoriza a União a conceder subvenção econômica a produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário enquanto persistir a instabilidade na oferta de combustíveis relacionada aos conflitos geopolíticos.
O desconto será aplicado diretamente ao preço de venda do combustível. Os agentes que aderirem ao programa deverão registrar o abatimento na nota fiscal.
O valor inicial da subvenção será de R$ 1 por litro, mas poderá ser modificado pelo Ministério da Fazenda, de acordo com as condições do mercado e a disponibilidade de recursos.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ficará responsável pela habilitação dos participantes, pelo acompanhamento dos preços e pelo pagamento da subvenção.
A medida considera ainda a dependência brasileira de importações. Segundo o governo, mais de 25% do diesel consumido no país é importado, o que aumenta a exposição do mercado doméstico às oscilações internacionais.
Corte na gasolina
Para a gasolina, o governo optou por reduzir a carga tributária. De 10 de setembro a 5 de outubro, as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS), do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a importação e a comercialização do combustível e de suas correntes, com exceção da gasolina de aviação, serão reduzidas.
A diminuição dos tributos será de R$ 0,63 por litro. Com a mudança, a carga tributária total sobre a gasolina passa a R$ 0,16 por litro.
A nova medida substitui e amplia os efeitos da subvenção de R$ 0,44 por litro prevista anteriormente para a gasolina, cuja vigência termina nesta quarta-feira.
Para o etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível, o governo decidiu zerar as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins. A redução equivale a R$ 0,19 por litro.
Pressão internacional
As novas medidas foram adotadas em meio à permanência da volatilidade no mercado internacional de petróleo.
O governo afirma que o petróleo Brent voltou à faixa de US$ 100 por barril, em nível superior ao observado antes do agravamento dos conflitos no Oriente Médio. A alta das cotações aumenta os custos de produção, refino e importação de combustíveis.
Outro fator de preocupação é o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo. Antes da escalada dos conflitos, cerca de 20% do petróleo mundial passava pela região.
Segundo o governo, o objetivo das medidas é amortecer temporariamente os efeitos desse cenário sobre os preços domésticos.
Crédito de R$ 6,6 bilhões
Para financiar a política de subvenção, o governo federal também abriu um crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões, por meio da Medida Provisória (MP) 1.389, publicada nesta quarta no Diário Oficial da União.
A maior parte do dinheiro será destinada ao diesel:
- R$ 5,607 bilhões para a subvenção à produção e à importação de diesel de uso rodoviário;
- R$ 998 milhões para a subvenção à produção e à importação de combustíveis derivados de petróleo.
Os recursos serão executados pelo Ministério de Minas e Energia, e a ANP ficará responsável pela operacionalização dos pagamentos.
Os créditos extraordinários permitem a utilização imediata dos recursos para cobrir gastos emergenciais e imprevisíveis. Pelas regras, ficam fora do limite de despesas do arcabouço fiscal e da apuração da meta de resultado primário.
Política de subsídios
As medidas anunciadas nesta quarta-feira dão continuidade à política de contenção dos preços dos combustíveis adotada pelo governo desde maio. No fim da tarde, os ministérios da Fazenda, do Planejamento e de Minas e Energia concederão entrevista para explicar os novos subsídios e detalhar o impacto sobre os cofres federais.
Naquele momento, a escalada do petróleo provocada pelo conflito no Oriente Médio levou o Executivo a criar mecanismos de subvenção para reduzir o impacto sobre os consumidores brasileiros.
Segundo levantamento do site GlobalPetrolPrices.com, de fevereiro a setembro de 2026, a gasolina acumulou alta de 3,3% no Brasil, contra avanço médio de 20,8% no mundo. No diesel, a alta brasileira foi de 7,3%, ante 30% na média global.
As novas medidas têm caráter temporário e poderão ser ajustadas conforme a evolução dos preços internacionais, das condições de oferta e da disponibilidade orçamentária e financeira.
-
Agricultura4 dias atrásAlgodão reúne o setor para discutir preços, produtividade e novos mercados
-
Política6 dias atrásAnulada criação da Floresta Nacional de Cristópolis, na Bahia
-
Política5 dias atrásQuando votar é uma escolha: o direito de comparecer ou não às urnas
-
Política5 dias atrásSancionado programa de incentivo à indústria nacional de fertilizantes
-
Política6 dias atrásAprovadas exceções a regras fiscais para incentivos tributários e despesas de 2026
-
Agricultura6 dias atrásImpasse sobre lenha ameaça R$ 10 bilhões em novos plantios de eucalipto
-
Saúde4 dias atrásMesmo após reforma, UPA Leblon fica encharcada durante chuva em Cuiabá; veja vídeo
-
Política5 dias atrásDavi comemora autorização para busca de petróleo na costa do Amapá

