REUNIÃO DE GOVERNADORES

Mauro Mendes pede prioridade para pavimentar BRs 242 e 158 e duplicar 163 em MT

Mauro Mendes também pediu que Governo Federal entregue ao Estado a gerência do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães

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Política

Foto por: Ricardo Stuckert/PR

Em reunião com o presidente Luis Inácio Lula da Silva, o governador Mauro Mendes defendeu prioridade nas obras das rodovias federais 158, 242 e 163, fundamentais para o escoamento da produção em Mato Grosso, além da entrega ao Estado para a administração do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.

A reunião ocorreu na manhã desta sexta-feira (27.01) e contou com a presença de todos os governadores e governadoras do país.

“O que nós mais precisamos é de vontade do Governo Federal em destravar essas importantes obras para o desenvolvimento do nosso estado. Esse diálogo é louvável e precisamos continuar isso para construir uma agenda em prol de Mato Grosso e do país”, afirmou o governador.

Em documento entregue ao presidente, Mauro citou as obras nessas rodovias como as três prioridades de Mato Grosso frente ao Governo Federal.

Na BR-158, o governador reivindicou que seja finalizada a pavimentação rodovia no trajeto que vai do povoado de Alô Brasil, em Bom Jesus do Araguaia /MT, até o entroncamento com a MT-322, no Norte-Araguaia-Xingu.

Em relação à BR-242, o pedido é para asfaltar o trecho que liga o distrito de Santiago do Norte a Querência. Já na BR-163, foi cobrada a duplicação no trajeto entre Sinop e a divisa com o Estado do Pará.

Além disso, Mauro Mendes pediu ao presidente que o Parque Nacional de Chapada tenha a administração entregue ao Estado, uma vez que a atual concessão prevê investimento de R$ 18 milhões em 30 anos, enquanto o Governo de Mato Grosso possui capacidade de investir R$ 200 milhões nos próximos quatro anos.

“Da minha parte quero que os governadores saibam que a porta do gabinete estara aberta e o telefone estará pronto para atender qualquer demanda. E que nenhum governador tenha qualquer cisma de telefonar para cobrar aquilo que entende que deva cobrar”, pontuou o presidente Lula.

Demandas em comum

Na condição de presidente do Consórcio Brasil Central, que reúne sete estados, Mauro Mendes também apresentou as prioridades de cada estado consorciado e as três maiores demandas em comum de todos eles.

São elas: a abertura do Fundo de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) para outros bancos, pois hoje é exclusiva do Banco do Brasil, que cobra taxas;a regularizaçao fundiária de 80% das areas federais dos Estados do Centro Oeste; e a viabilização de ferrovia cujo traçado vai ligar Brasília (DF) a Goiânia (GO).

Após a reunião, o governador Mauro Mendes participou de almoço com o presidente Lula, no Palácio da Alvorada, e em seguida, precisou deixar o encontro para conceder entrevista ao vivo à CNN.

Fonte: SECOM MT

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Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias

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Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).

A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.

Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Vetos

Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.

O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.

Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.

Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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