Rondonópolis e Barra do Garças

Secel está com inscrições abertas para capacitação de empreendedores

Evento já passou por seis municípios de Mato Grosso; um dos objetivos é realizar diagnóstico do empreendedorismo negro

Publicado em

Mato Grosso

FOTO: Meneguini

O projeto MT Criativo na Estrada e Báyò, que trabalha o desenvolvimento do empreendedorismo negro, está com inscrições abertas para as etapas de Rondonópolis e Barra do Garças. A inscrição é gratuita e pode ser feita pelo Sympla. O evento é uma realização da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) por meio da Superintendência de Desenvolvimento da Economia Criativa.

A programação conta com ações descentralizadas, encontros, palestras, oficinas e mentorias. No período da manhã é realizada uma pesquisa diagnóstica sobre afroempreendedorismo com os artistas e empreendedores criativos. Já no período vespertino o público participa de palestras sobre Economia Criativa, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), Profissionalização da Cultura: MEI, Tributos e Previdência, e finaliza com Elaboração e Gestão de Projetos Culturais.

Um dos objetivos do evento é realizar um diagnóstico do empreendedorismo negro feito pelo projeto Báyò, que tem o objetivo de reconhecer os empreendedores negros e seus negócios criativos e/ou socioculturais mediante a realização de pesquisa diagnóstica, formação e ação de mercado. É realizado pela Secel com o apoio do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos.

O projeto MT Criativo na Estrada e Báyò já passou por Chapada dos Guimarães, Cáceres, Vila Bela da Santíssima Trindade, Poconé, Nossa Senhora do Livramento e Santo Antônio de Leverger. Ainda será realizado em Cuiabá e Várzea Grande.

De acordo com a superintendente de Desenvolvimento da Economia Criativa da Secel, Keiko Okamura, a recepção tem sido muito boa nos municípios. “Temos recebido um público muito expressivo e participativo. Além disso, os municípios por onde passamos têm manifestado interesse em manter uma parceria para a realização de mais eventos de capacitação como este. Estamos felizes com os resultados”, conta.

Inscrição

Em Rondonópolis será realizado no dia 31 de janeiro, das 8h às 18h, no Centro Cultural José Sobrinho, localizado na Rua Barão do Rio Branco, nº 2650, bairro Jardim Santa Luzia. A inscrição pode ser feita aqui.

Já em Barra do Garças o evento ocorre no dia 02 de fevereiro, das 8h às 18h, no Centro de Cultura e Artes Valdon Varjão, na Avenida Antônio Paulo da Costa Bilego, bairro Jardim Mariano. Os interessados podem se inscrever aqui.

Informações

Telefones: (65) 3613 0240 / 9 8462 9667
E-mail: mtcriativo@secel.mt.gov.br
Instagram: @mt_criativo
Facebook: @matogrossocriativo
Site: www.mtcriativo.mt.gov.br

FONTE: SECOM MT

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Mato Grosso

Justiça condena policial penal e mais cinco envolvidos em corrupção e tráfico em presídio de MT

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Fundo branco com uma balança da justiça dourada ao centro. À direita, em azul escuro, lê-se '1ª INSTÂNCIA DECISÃO DO DIA'. Embaixo, o logo 'TJMT' e três linhas azuis paralelas.A 3ª Vara da Comarca de Pontes e Lacerda condenou seis pessoas, sendo um policial penal e cinco detentos, por participação em um esquema criminoso de entrada de drogas, aparelhos celulares e outros materiais ilícitos no Centro de Detenção Provisória (CDP) do município. A sentença foi proferida pela juíza Djéssica Giseli Küntzer.

Os réus foram condenados pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, corrupção passiva e coação no curso do processo, conforme a participação de cada um no esquema.

Investigação após apreensão de colchão

As investigações tiveram início em maio de 2024, quando servidores da unidade prisional identificaram 422 gramas de maconha escondidos dentro de um colchão que seria entregue a um detento. A droga foi descoberta durante a inspeção realizada com o aparelho de body scanner (raio-X), instalado recentemente no presídio.

De acordo com o processo, o colchão foi comprado por uma familiar de um dos presos e enviado ao CDP por meio de um motorista de aplicativo.

Participação de policial penal

Durante a instrução processual, ficou comprovado que o policial penal utilizava o cargo para facilitar a entrada de drogas e aparelhos celulares na unidade prisional. Segundo a sentença, ele recebia entre R$ 5 mil e R$ 10 mil para permitir a entrega dos materiais ilícitos.

A investigação também demonstrou que o servidor comercializava a senha da rede Wi-Fi da unidade aos detentos pelo valor de R$ 1 mil.

Diante da gravidade da conduta, a magistrada determinou, além da condenação criminal, a perda do cargo público do policial penal.

Testemunha ameaçada

A sentença também reconheceu a prática do crime de coação no curso do processo. Conforme os autos, após a descoberta do esquema, os envolvidos ameaçaram de morte um detento que colaborava com as investigações.

Além das ameaças, o grupo tentou convencer a testemunha a alterar o depoimento e acusar falsamente outros policiais penais de participação nos crimes.

Penas

As penas foram fixadas de acordo com a atuação de cada réu na organização criminosa:

-F. Z. (Policial Penal): condenado a 23 anos, 4 meses e 20 dias de reclusão, além de 1 ano e 6 meses de detenção em regime inicial fechado;

-R. M. F. J.: identificado como o idealizador e articulador da logística, recebeu pena de 21 anos, 1 mês e 10 dias de reclusão;

-I. S. C. e M. M. S.: ambos foram condenados a 18 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão

-R. R. S. S.: condenado a 13 anos, 5 meses e 20 dias de reclusão;

-K. C. M. S.: responsável pela compra externa do colchão, foi condenada a 9 anos e 4 meses de reclusão.

Todos os réus deverão iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.

Na decisão, a magistrada destacou a gravidade dos crimes praticados e os prejuízos causados à segurança do sistema prisional, especialmente pela participação de um agente público. Para Djéssica Giseli, “o acusado transformou a função pública que exercia em instrumento de obtenção de vantagens particulares, utilizando-se da posição de agente estatal responsável pela custódia e fiscalização dos privados de liberdade para permitir a entrada de objetos ilícitos”.

Número do processo: 1001860-26.2025.8.11.0013

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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