Falsas guias para pagamento de IPTU

Secretaria de Fazenda faz alerta sobre golpe relativo a IPTU

Fazenda informa que não envia comunicações ou guias de pagamento aos contribuintes via WhatsApp ou SMS

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Economia

Foto: Emanoele Daiane

Com o início do ano os pagamentos de tributos começam a ser realizados, porém os contribuintes precisam redobrar a atenção na hora fazer o planejamento para quitar as contas. Golpistas se aproveitam do período para enviar boletos falsos via e-mail, WhatsApp, SMS e criar sites enganosos. Essas são as formas mais tradicionais de aplicação de golpes, mas continuam fazendo vítimas.

Por essa razão levou a Secretaria Municipal de Fazenda emitiu um alerta sobre o golpes envolvendo o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

De acordo com o secretário-adjunto da Fazenda, Carmindo de Campos Neto, existe um vídeo que está sendo enviado por grupos de mensagem via celular, mostrando um boleto de IPTU como se fossem da prefeitura de Cuiabá. Ele destaca que no vídeo se consegue identificar no vídeo que o boleto é de Belo Horizonte, porém algumas pessoas estão achando que é aqui da cidade.

“Os criminosos utilizam identidade visual semelhante ao site oficial com o objetivo de confundir os contribuintes na tentativa de golpe. Porém, a guia de cobrança do IPTU da nossa cidade será lançada a partir de março”, afirma.

O secretário-adjunto reitera os cidadãos e contribuintes não devem dar crédito a mensagens divulgadas em grupos de aplicativos ou recebidas por e-mail.

“Nós disponibilizamos todas as informações nos canais oficiais da prefeitura, qualquer mensagem recebida não tem como emitente a secretaria de fazenda e provavelmente é uma tentativa de golpe virtual com a intenção de roubar dados dos usuários ou causar algum tipo de pânico ou tumulto”, explica.

Por Júlia Milhomem/SECOM CUIABÁ

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Contas do governo têm superávit de R$ 4,8 bilhões em setembro

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As contas do Governo Central, que reúnem Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registraram superávit primário de R$ 4,8 bilhões em setembro, após déficit de R$ 14,4 bilhões no mesmo mês de 2025, informou nesta quinta-feira (29) a Secretaria do Tesouro Nacional.

A receita líquida cresceu 13,6% (acréscimo de R$ 24,6 bilhões) acima da inflação na comparação com setembro do ano passado, enquanto as despesas aumentaram 2,4% – o que corresponde a uma alta de R$ 4,7 bilhões.

O resultado foi impulsionado principalmente pela alta das receitas com petróleo, Imposto de Renda e pela receita extraordinária decorrente da devolução à União de recursos referentes a precatórios de exercícios anteriores cancelados pelo Poder Judiciário.

Alta do petróleo ajuda nas receitas

As receitas provenientes da exploração de recursos naturais cresceram R$ 5,7 bilhões em termos reais, alta de 71,9%. Segundo o Tesouro, o avanço refletiu a valorização internacional do petróleo, o aumento da produção e a comercialização de petróleo e gás da União pela Pré-Sal Petróleo (PPSA).

A rubrica de demais receitas não administradas aumentou R$ 12,8 bilhões em termos reais, principalmente por causa da devolução de recursos de precatórios cancelados.

Já a arrecadação do Imposto de Renda cresceu R$ 7,3 bilhões acima da inflação, puxada sobretudo pelo Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. O imposto de exportação sobre óleo bruto também contribuiu para o resultado, com arrecadação de R$ 2,9 bilhões no mês.

Despesas

Pelo lado das despesas, os créditos extraordinários aumentaram R$ 9,9 bilhões. Segundo o Tesouro, a maior parte dos recursos foi destinada a medidas para reduzir os impactos econômicos da guerra no Oriente Médio.

Desse total, R$ 7,6 bilhões foram destinados a subvenções econômicas para a produção e a importação de diesel e derivados de petróleo.

O relatório mostra que a guerra no Oriente Médio esteve presente tanto do lado das receitas quanto das despesas públicas. Enquanto a alta do petróleo favoreceu a arrecadação com exploração de recursos naturais, os gastos extraordinários foram direcionados a ações para mitigar os impactos econômicos do conflito.

Os gastos com benefícios previdenciários cresceram R$ 2,1 bilhões acima da inflação, refletindo o aumento do número de beneficiários do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e a política de valorização real do salário mínimo. Parte dessa pressão foi compensada pela queda de R$ 8,4 bilhões, em termos reais, das despesas discricionárias.

Acumulado do ano

Apesar do resultado positivo em setembro, as contas permanecem deficitárias no acumulado do ano. De janeiro a setembro, o Governo Central registrou déficit primário de R$ 90,2 bilhões, ante déficit de R$ 100,3 bilhões no mesmo período de 2025.



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