CORRIDA DE REIS
Semob e Limpurb reforçam ações para 38ª Corrida de Reis
Na sexta-feira (13), a partir de 20, haverá o fechamento da Avenida Dr. Paraná (acesso a ponte Sérgio Motta). Já a partir das 22h será realizado o fechamento da Av. do CPA (em frente a sede da FIEMT), sentido Bairro/Centro.
Esporte
A Prefeitura de Cuiabá, por meio de ações da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), mais uma vez, contribui com a prestação dos serviços públicos para a realização da 38ª edição da Corrida de Reis, que será realizada no próximo domingo dia (15).
Desde o início desta semana, equipes de trabalho da Limpurb estão atuando ao longo de todo o percurso por onde os atletas passarão no domingo. No total, são mais de 150 trabalhadores envolvidos na execução dos serviços de roçagem, capinação, varrição, poda de árvores e pintura de meio-fio. Os trabalhos estão sendo realizados nas avenidas Beira Rio, Ten. Cel. Duarte (Prainha) e Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA).
Além da ação pré-evento, a Limpurb também já preparou uma operação visando o atendimento da demanda posterior à prova. Ao fim da corrida, uma equipe estará à disposição para garantir a limpeza. Esta etapa conta ainda com a parceria de cooperativas de reciclagem, que auxiliarão na destinação correta de todo material coletado.
Já a Secretaria de Mobilidade Urbana atuará em todas as demandas relacionadas a interdições no trânsito. Desde às 5h desta quinta-feira (12), a Secretaria de Mobilidade já iniciou a interdição de trecho da Avenida do CPA, altura da Praça das Bandeiras, sentido Bairro/Centro.
Na sexta-feira (13), a partir de 20, haverá o fechamento da Avenida Dr. Paraná (acesso a ponte Sérgio Motta). Já a partir das 22h será realizado o fechamento da Av. do CPA (em frente a sede da FIEMT), sentido Bairro/Centro.
Já no sábado (14), a partir das 5h, será realizada a interdição da Av. do CPA em frente ao Shopping Pantanal, sentido Centro/Bairro.
“Todos os anos a Semob é parceira da TV Centro América para garantir uma melhor fluidez no trânsito, assim como a segurança dos participantes da prova da maior corrida de rua do nosso Estado. Nossos agentes serão distribuídos em vários pontos estratégicos até que o último participante conclua a prova. A gestão Emanuel Pinheiro investe para a promoção de práticas desportivas e garante um trânsito seguro”, destacou o secretário de Mobilidade Urbana, Juares Samaniego.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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