PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO
Secretaria Municipal de Cultura Esporte e Lazer impulsiona atividades
Eventos como Refestela, Matula, festival de Siriri e Pamonha irão continuar
Esporte
Mediante o controle da pandemia de Covid-19, a Prefeitura de Cuiabá por meio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, coloca em prática as ações do Planejamento Estratégico para promover e fortalecer o esporte e lazer na capital.
De acordo com o secretário da pasta, Aluízio Leite, o primeiro ato após sua nomeação foi atinenete ao planejamento orçamentário. Na sequência, a equipe começou a desenvolver as ações programadas.
“É importante que tenhamos um planejamento na Secretaria para que tenhamos continuidade dos projetos importantes, seja para o fomento ao esporte seja para a formação e descoberta de novos atletas. E também para o lazer, entretenimento e a interação entre as comunidades”, explica.
O técnico esportivo Rosbergue Rabello, que inregra a equipe da Pasta, destaca que para 2023, acões como o Campeonato Pixote, a Corrida Bom Jesus de Cuiabá, campeonatos amadores, além da capacitação para todos os técnicos da área esportiva, integram a lista de atividades da pasta. Ele ainda reforça que o Plano Municipal de Cultura e Esporte será um norte para que futuros gestores tenham diretrizes para serem desenvolvidas durante o ano todo.
“O trabalho para este ano será intenso, reativando as escolinhas esportivas que devem dar início às aulas agora em fevereiro, por meio do projeto “Lapidando Craques”, além de um investimento em material esportivo”, pontua.
Ele destaca ainda que, no ano passado, Cuiabá recebeu importantes ações como a semana voltada para a pessoa com deficiência que contou com oficinas e esportes paraolímpicos.
“Durante 5 dias de evento atendemos uma média de 200 crianças por dia. Este ano queremos fazer um campeonato, este ano queremos levar para escolas esta vivencia e organizar um campeonato paraolímpico”, reforça Aluízio.
Para este ano o secretário afirma que eventos como Refestela, Matula, Festival de Siriri e Pamonha serão reforçados fomentando a economia e o setor cultural da capital. “Queremos proporcionar para todos momentos de lazer e valorizando nossa cultura e gastronomia”, finaliza.
(Por Júlia Milhomem)
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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