POLÍTICA

Botelho sublinha importância do trabalho parlamentar em relação ao equilíbrio fiscal

Na avaliação de Botelho, é preciso direcionar olhar de contínua atenção aos que se encontram à parte da estabilidade alcançada por municípios mais fortes e dentro do contexto de atendimento regular por parte do governo.

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Foto: Maurício Barbant/ALMT

O presidente da ALMT, Eduardo Botelho (União Brasil), sublinhou hoje (3) a importância do empenho parlamentar para a recuperação do equilíbrio fiscal do Estado. Na sua opinião, o envolvimento dos deputados nesse processo foi decisivo sob todos os aspectos, levando-se em conta que o equilíbrio fiscal representa gargalo central do processo de desenvolvimento dos estados.

– Assim, no reinício de mais um período anual, podemos comemorar mais esse feito. Dessa forma, MT está apto a investir plenamente em áreas de peso social. Refiro-me à Educação Saúde, serviços que a sociedade tanto necessita e são fundamentais no dia a dia. O equilíbrio fiscal viabiliza uma série de benefícios ao Estado. Cientes disso, nós nos desdobramos para reequilibrá-lo e tornar o Estado apto a investimentos graduais.

O trabalho dos deputados consistiu numa aliança Pró-MT, quando foram aprovados projetos voltados à redução de gastos públicos e, em paralelo, à ampliação da arrecadação. Mas não foi empreitada fácil, pontua Botelho:

– Nós, parlamentares, sofremos hostilidade gratuita ao adotar essas medidas de contenção dos gastos públicos, entre outras iniciativas. Foi alterado o módulo de arrecadação de ICMS, com revisão da Lei dos Incentivos e – mais importante – Lei de Responsabilidade Fiscal. Nem tudo foi entendido da forma justam que deveria ser, prevalecendo interpretações errôneas acerca de muitas mobilizações do interesse popular e do Estado.

Otimista, o presidente Botelho disse que, vencido os principais percalços {de ordem previsível e de complexidade econômica], MT se libertou para alcançar pleno desenvolvimento. Ele reconheceu que, há anos, a situação era realmente insustentável no Estado, mas houve expressiva recomposição animadora.

– É um trabalho que vem dando certo. Mas ainda temos uma legião de desempregados, prevalecendo falhas gritantes em setores básicos de serviços à população, principalmente na Educação. Há carência de fomento aos agricultores familiares, lutadores solitários pouco reconhecidos.

Na avaliação de Botelho, é preciso direcionar olhar de contínua atenção aos que se encontram à parte da estabilidade alcançada por municípios mais fortes e dentro do contexto de atendimento regular por parte do governo.

– O ideal é que todos tenham seus direitos assegurados, desde emprego, moradia digna, educação, saúde, etc. Enfim, dividir a fatia do bolo em partes justas. Inseri-los socialmente é um dos deveres da ALMT e dos governos. Urge também a retomada dessa realidade justiceira aos nossos semelhantes. Podem contar com os deputados e a instituição ALMT.

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Sancionada lei que autoriza o BNDES a criar subsidiárias

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Foi sancionada pela Presidência da República a Lei 15.501, de 2026, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a constituir novas subsidiárias para ampliar sua capacidade de atuação. Pela norma, o BNDES — que já conta com subsidiárias, como o BNDESPar, que atua no mercado de capitais, e a Finame, de financiamento à indústria — poderá criar outras para complementar sua atuação, desde que obedeça às determinações da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101, de 2000).

A norma foi sancionada com veto à criação do Fundo de Crédito à Exportação (FCE), que, para o Poder Executivo, já tem seus objetivos alcançados por outras políticas públicas. Dos 13 dispositivos do texto enviado à sanção pelo Congresso, dez se referiam ao novo fundo para exportadores e foram vetados.

Publicada nesta quinta-feira (10) no Diário Oficial da União (DOU), a lei tem origem no PL 5.961/2025, do então senador Fernando Farias (MDB-AL). O projeto foi aprovado com relatório favorável do senador Esperidião Amin (PP-SC), antes de seguir para a Câmara dos Deputados.

Vetos

Os dispositivos vetados criariam o FCE para direcionar aos exportadores recursos para capital de giro, aquisição de máquinas e projetos de investimento. O fundo, com regras de funcionamento e gestão, seria usado para financiar operações de pré e pós-embarque e apoiar a modernização de empresas exportadoras. Segundo a Presidência da República, em que pese a boa intenção da proposta, o texto contraria o interesse público por criar um fundo de natureza contábil e financeira sem demonstrar que seus objetivos não poderiam ser alcançados por instrumentos de apoio à exportação já existentes.

O governo apontou ainda que a criação do fundo este ano contraria a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026, que não permite a criação, no exercício financeiro, de fundos para financiar políticas públicas. Também considerou inconstitucional a criação de um comitê gestor para administrar o fundo por iniciativa parlamentar. A mensagem de veto ressalta que cabe ao Poder Executivo propor mudanças na organização e no funcionamento da administração pública federal.

Outro dispositivo vetado previa alterações nas regras de compartilhamento de riscos entre fundos garantidores. De acordo com a mensagem de veto, as mesmas mudanças já haviam sido incluídas na Lei 15.473, de 2026. Para o governo, a repetição poderia gerar redundância normativa e insegurança quanto à redação vigente.

Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso Nacional em data ainda a ser definida. 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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