"Potência"

Consumo para o Natal injetará R$ 600 milhões na economia mato-grossense

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, ressaltou a importância da data para os comerciantes de todo país.

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Economia

Foto: Várzea Grande Shoppings / Divulgação.

A pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio-MT (IPF-MT) e divulgada na sexta-feira (9), mostra que os mato-grossenses devem gastar, em média, R$ 367,83 para o Natal, principal data comemorativa do comércio. Com isso, a injeção na economia poderá chegar a R$ 600 milhões em todo estado, impulsionando os mais diversos segmentos do comércio e serviços.

A pesquisa ouviu 209 pessoas entre os dias 20 de novembro e 7 de dezembro, em 32 municípios de Mato Grosso, sendo a maior participação dos entrevistados da capital (11%), seguido de Várzea Grande e Rondonópolis (7%), Sorriso, Sinop e Barra do Garças (6%).

O levantamento indicou que a maioria dos entrevistados (57%) pretende realizar compras para a data. A opção de roupas e acessórios será o mais procurado pelos mato-grossenses (51%), seguido de brinquedos (23%), além de cosméticos e perfumes (13%). Eletrônicos, decoração e alimentação para casa obtiveram 3% cada. Já os entrevistados que afirmaram que irão viajar para fora do estado correspondem a 1%.

O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, ressaltou a importância da data para os comerciantes de todo país. “Sendo a data mais importantes do ano para o setor do comércio, há um forte crescimento no número de empregos e uma grande movimentação de renda nas cidades, o que de maneira geral, fortalece a economia de Mato Grosso e de todo o país”.

Lojas físicas serão beneficiadas

As lojas nos centros das cidades serão as mais buscadas, principalmente na véspera, com 53%. Outros 20% pretendem comprar via e-commerce, seguido das lojas em shoppings, com 19% dos que preferem estes estabelecimentos. As formas de pagamento mais citadas foram o cartão de crédito (46%), dinheiro (21%), cartão de débito (18%), Pix (13%). Os carnês foram os menos citados pelos entrevistados (3%).

Wenceslau Júnior lembrou, ainda, de uma melhora nos valores, em virtude da boa condição da economia, atrelada ao período de fim de ano. “Em 2022, após a recuperação do ano anterior frente à pandemia, os gastos das famílias podem ser ainda maiores, considerando o 13º salário e as expectativas positivas dos consumidores e empresários durante todo o ano.”

Apesar das boas condições, a pesquisa revelou que dentre os que não irão consumir na data, a maior parte deles (57%) afirmaram não terem condições financeiras no atual momento, 19% declararam que não comemoram o Natal, 17% alegam outros motivos e apenas 7% declararam não ter disponibilidade de tempo.

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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.



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