"Salgado"

Cesta básica em Cuiabá apresenta terceiro aumento consecutivo, aponta IPF-MT

Já o tomate apresentou a maior variação de preço na semana, de 5,91%, em razão da menor maturação do fruto, reduzindo a oferta do produto e impactando em sua comercialização.

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Economia

Foto: Assessoria/Fecomercio-MT

A quarta semana de novembro apresentou mais um aumento no indicador da cesta básica em Cuiabá – a terceira semana consecutiva. O valor, apontado pelo Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), é o maior da série histórica desde março, alcançando R$ 760,20. Mesmo com oscilações, um ritmo maior de crescimento foi observado desde a primeira semana de outubro, com variações nas últimas oito semanas chegando a 5,96%, um aumento nominal de R$ 42,77.

“A cesta básica vem apresentando uma escalada de preços nas últimas semanas, devido a uma séria de fatores internos produtivos, além de externos. No entanto, a expectativa é que a variação se estabilize, já que alguns itens demonstram tendência de queda, como a batata”, explicou o diretor de Pesquisa do IPF-MT e superintendente da Fecomércio, Igor Cunha.

O item citado registrou na última semana redução de -5,74% em seu valor, o que pode estar relacionado à estabilidade da oferta dos produtos nos atacados, reduzindo seu valor nos mercados locais. Acompanhou a tendência de queda o arroz, com recuo de -2,59%, podendo estar relacionada a maior oferta do produto nos mercados, considerando a recente colheita do grão.

No entanto, o açúcar aumentou de preço – na mesma proporção do arroz -, em virtude da escolha das refinarias em converter o item em etanol, favorecendo a produção do combustível, além de o mercado internacional estar mais competitivo do que o mercado local.

Já o tomate apresentou a maior variação de preço na semana, de 5,91%, em razão da menor maturação do fruto, reduzindo a oferta do produto e impactando em sua comercialização.

“Outros itens importantes para o consumo, como a manteiga e a farinha de trigo, que servem de insumo para diversos outros alimentos, também apresentaram queda na semanal, o que contribui para diminuir o peso do crescimento da cesta básica, colaborando para um cenário mais favorável para as famílias”, concluiu Igor Cunha.

O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.

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Faturamento da indústria cai 2% em julho, segundo CNI

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Pressionado pelos juros altos e pela desaceleração da economia, o faturamento da indústria de transformação recuou 2% em julho, na comparação com junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, o indicador registra queda de 0,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar da retração no faturamento, os demais indicadores apresentaram pouca variação no mês, sinalizando estabilidade no desempenho do setor.

“O destaque nesse mês fica por conta do faturamento: houve queda de 2% na comparação com junho. O quadro geral não muda muito em relação ao mês anterior, até porque a maior parte dos indicadores teve uma variação muito pequena”, afirmou em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI.

Os principais números são:

•    Faturamento: -2% em julho; -0,5% no acumulado do ano;
•    Emprego: +0,2% em julho; -0,6% no ano;
•    Massa salarial: +0,2% em julho; +0,6% no ano;
•    Rendimento médio: estabilidade em julho; +1,2% no ano.

Produção estável

O percentual de horas trabalhadas na produção aumentou 0,2% em julho, ante junho. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) passou de 77,3% para 77,4%, alta de 0,1 ponto percentual.

No acumulado de janeiro a julho, porém, os indicadores apresentam resultados negativos:

•    Horas trabalhadas: queda de 1% ante os sete primeiros meses de 2025;
•    Utilização da capacidade: recuo de 0,8 ponto percentual;
•    Faturamento: baixa de 0,5% no período.

Para a CNI, o resultado reforça o quadro de desaquecimento da atividade industrial observado ao longo do ano.

Juros afetam demanda

Segundo Marcelo Azevedo, a combinação entre juros elevados e maior endividamento das famílias tem contribuído para reduzir a demanda por produtos industriais.

“A elevação da taxa de juros e o endividamento das famílias vêm diminuindo a demanda por bens industriais de uma forma geral.”

De acordo com o gerente da CNI, esse movimento se reflete na redução das horas trabalhadas, do faturamento e da utilização da capacidade instalada, com impactos também sobre o emprego.

Azevedo destacou ainda que a comparação anual ocorre com um período em que a indústria apresentava demanda mais aquecida.
 



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