"Oportunidade"
Projeto do Cuiabá Arsenal quer mudar vidas de jovens e crianças da capital
O coordenador do projeto, Victor Cohen, ressalta que os alunos ganham todo o material necessário para a prática esportiva.
Esporte
Teve início, recentemente, o projeto “Bola Oval Mudando Vidas” do Cuiabá Arsenal, escolinha de futebol americano que atenderá 200 jovens e crianças em dois bairros da capital, Quilombo e São João Del Rey. A ação é resultado do apoio de patrocinadores do time, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte (LIE), que busca incentivar o desenvolvimento humano e social através do esporte.
Para o presidente do Cuiabá Arsenal, Denevaldo Júnior, o Cuiabá Arsenal, em muitas oportunidades, conseguiu mudar a vida de jovens carentes. “Sabemos que o esporte abre caminhos e forma pessoas melhores, retirando muitos na marginalização, ociosidade, depressão entre outras situações de vulnerabilidade”, afirma.
No Polo Sesc Dr. Meirelles, as aulas funcionam as segundas-feiras e quintas-feiras, às 8h para crianças de 6 até 9 anos e a partir das 9h para maiores até 12 anos. Já no polo Quilombo, as atividades acontecem nas terças-feiras e quintas-feiras, com o início às 8h, destinada a jovens de 12 a 14 anos e às 9h para maiores até 17 anos de idade.
O coordenador do projeto, Victor Cohen, ressalta que os alunos ganham todo o material necessário para a prática esportiva. “Todos os inscritos ganham, gratuitamente, uniformes, luvas e chuteiras, além de todo material necessário para a execução das atividades físicas, tudo para melhor inseri-los no mundo do futebol americano”.
Cohen salienta, ainda, que os professores, além de educadores físicos por formação, também fazem parte do roster (elenco) do time da capital. “Nada mais justo do que proporcionar aos jovens e crianças da capital a oportunidade de aprender com os atletas do time”.
As inscrições e as aulas para os interessados são realizadas nos polos Sesc Dr. Meirelles (Balneário) e no campo do Quilombo, na avenida Senador Filinto Muller. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (66) 99672-1639.
A realização do projeto acontece com o apoio de empresas parceiras do time, como o Grupo Bom Futuro, Grupo Emal e Plastibras, que patrocinam por meio do projeto de lei de incentivo federal. Neste contexto, ainda conta com o apoio da Academia BodyTech Goiabeiras, Armura Representações, Cervejaria Louvada, Gráfica Ligraf, Kickball, Gastroclínica, Fato Educacional e Movido Açaí.
Serviço
Onde: Polo Sesc Sr. Meirelles (Balneário)
Data: segunda-feira e quinta-feira / 8h e 9h
Público atendido: Crianças de 6 anos a 12 anos de idade
Onde: Polo campo do Quilombo, na avenida Senador Filinto Muller.
Data: terça-feira e quinta-feira / 8h e 9h
Público atendido: Jovens de 12 anos a 19 anos de idade
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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