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Impasse do Banco do Brasil e Caixa pode prejudicar concessão da BR-163

Prazo para acordo com credores encerra em 10 de dezembro, em razão da necessidade de execução orçamentária

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Política

Foto: Jéssica Bergamo/Arquivo Pessoal.

O processo de transferência do controle acionário da BR-163, da Concessionária Rota do Oeste para o Governo de Mato Grosso, ainda depende da negociação de dívidas com o banco para ser concretizado. O impasse, que tem sido motivo de preocupação para o Estado, repercutiu no jornal Valor Econômico, na edição dos dias 12 a 14 de novembro.

Na reportagem, o veículo nacional destaca que o Estado tem até o dia 10 de dezembro para concretizar as negociações, que pretendem a redução de 60% das dívidas totais contraídas pela concessionária, calculadas, hoje, em R$ 920 milhões. 

A intenção do Estado é quitar 40% da dívida, à vista, a fim de assumir a concessão da rodovia, por meio da MT Par. O objetivo é retomar de forma mais célere as obras de melhorias na rodovia federal, que têm provocado acidentes e prejuízos econômicos em Mato Grosso. 

“Porém, temos visto uma inflexibilidade por parte das instituições financeiras. Os bancos já vêm se servindo há anos de uma dívida com juros altos e não estão sensíveis à solução”, observou o secretário-chefe da Casa Civil, Rogério Gallo.

De acordo com o secretário, a data para a confirmação do acordo, até 10 de dezembro, se dá diante do prazo de execução orçamentária para o aporte de R$ 1,2 bilhão na MT Par.

Leia a íntegra da matéria abaixo:

Venda de concessão da Odebrecht sofre impasse com bancos

Governo do MT declara que as instituições financeiras estão inflexíveis na renegociação da dívida de R$ 920 milhões

A venda da concessão rodoviária da Rota do Oeste, da ex- Odebrecht, para o governo do Mato Grosso enfrenta entraves que poderão barrar a operação. A principal dúvida é em relação aos bancos, que têm sido resistentes em aceitar a renegociação das dívidas, afirma o secretário estadual da Casa Civil, Rogério Gallo. O impasse preocupa, diz ele, porque caso o acordo não seja concretizado até 10 de dezembro, a solução pode se tornar inviável.

Venda de concessão da Odebrecht sofre impasse com bancos

Governo do MT declara que as instituições financeiras estão inflexíveis na renegociação da dívida de R$ 920 milhões

A venda da concessão rodoviária da Rota do Oeste, da ex- Odebrecht, para o governo do Mato Grosso enfrenta entraves que poderão barrar a operação. A principal dúvida é em relação aos bancos, que têm sido resistentes em aceitar a renegociação das dívidas, afirma o secretário estadual da Casa Civil, Rogério Gallo. O impasse preocupa, diz ele, porque caso o acordo não seja concretizado até 10 de dezembro, a solução pode se tornar inviável.

O Estado, que pretende comprar a concessão da Odebrecht via a estatal MTPar, propôs aos bancos um corte de 60% da dívida total, que hoje está em cerca de R$ 920 milhões. O pagamento dos 40% seria realizado à vista, de forma antecipada. “Porém, temos visto uma inflexibilidade por parte das instituições financeiras. Os bancos já vêm se servindo há anos de uma dívida com juros altos e não estão sensíveis à solução”, afirma Gallo.

Ele diz que as instituições aceitam o pagamento dos 40% pela MTPar, mas sem abrir mão da garantia dos demais 60% pela OTP (Odebrecht Transport, controladora da concessão), o que torna o acordo inviável para a empresa. 

Na visão do secretário, todos os atores envolvidos já estão cedendo, menos os bancos: o governo irá injetar recursos na concessão; a Odebrecht abrirá mão de R$ 1,2 bilhão de capital aportado na concessionária; o poder público está disposto a perdoar multas caso as obras sejam cumpridas. “Apenas os bancos não querem ceder nada”, diz ele.

O acordo preliminar para a venda foi autorizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e firmado no início de outubro. A ideia é que a Odebrecht venda a concessão, por R$ 1, à MTPar.

O Estado, por usa vez, fará uma injeção de R$ 1,2 bilhão na estatal. Os recursos serão usados para fazer os investimentos na BR-163, como a duplicação da via. Segundo o acordo autorizado pelo TCU, as obras, hoje atrasadas, deverão ser entregues em até oito anos. O contrato também deverá ter mudanças, como a extensão do prazo, de 2043 para 2048, e haverá o perdão das multas, caso todas as obrigações sejam cumpridas.

Trata-se de um acordo inovador, que tem sido apontado no setor de infraestrutura como um caso paradigmático, que poderá abrir um novo caminho para solucionar outras concessões problemáticas do passado.

A Rota do Oeste é uma das concessões fracassadas da chamada terceira rodada do governo de Dilma Rousseff. Dos 453,6 quilômetros de duplicação previstos, apenas 26% foram executados. Diante da ameaça de caducidade e da dificuldade para vender o ativo, a empresa aderiu, no fim do ano passado, à devolução amigável do contrato, com objetivo de fazer sua relicitação.

No entanto, a solução desagradou o Estado do Mato Grosso, já que a relicitação levaria anos, o que postergaria ainda mais os investimentos na BR-163 – que é um importante corredor do agronegócio. Como resposta, há cerca de um ano, o governo estadual começou a negociar esta outra saída com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

À época, a aprovação do TCU ao arranjo era vista como a principal barreira a ser vencida. Porém, o órgão de controle observou que se tratava de interesse público viabilizar as obras na rodovia e aceitou a solução.

Para que a venda se concretize, há três processos a serem vencidos. O primeiro é a aprovação dos acionistas minoritários da concessionária. O segundo é o aval definitivo da ANTT. O terceiro é a renegociação com os bancos. Segundo fontes que acompanham o processo, os dois primeiros passos caminham bem e deverão ser concluídos até o fim deste mês. Apenas a discussão com os bancos tem sinalizado problemas.

As conversas envolvem sete bancos ao todo. Destes, três têm mostrado resistência: a Caixa, o Banco do Brasil e o Itaú BBA.

Procurado, o Itaú afirmou que “é favorável à uma transação envolvendo amortização de 40% da dívida”, porém, destaca que uma vez concretizada essa transação, o “saldo remanescente da dívida deve ser objeto de tratativas entre credores e empresa garantidora do Grupo Odebrecht, fora do escopo da transação vislumbrada de venda da CRO [Rota do Oeste] para MTPAR”. O banco diz ainda que os “credores como um todo seguem avaliando/discutindo termos da transação e ainda não possuem posição definida”.

A Caixa, que nos últimos dias sinalizou ao governo que deverá construir uma proposta para resolver a questão, afirmou ao Valor em nota que, por conta do sigilo da operação, “o banco é legalmente impedido de comentá-la e fornecer qualquer informação”. O Banco do Brasil disse que não iria comentar.

Para o secretário, há uma preocupação adicional devido ao prazo para a conclusão das conversas, já que a venda teria que se confirmar até 10 de dezembro. Esse é o prazo da execução orçamentária para que o Estado faça o aporte de R$ 1,2 bilhão na MTPar. Sem isso, o governo também não consegue iniciar a contratação das obras, para que estas tenham início em abril de 2023, ao fim do período de chuvas.

O cumprimento do cronograma de obras é uma exigência dos órgãos de controle para que todas as demais condições, como extensão de prazo e perdão de multas, sejam concedidas. Portanto, coloca-se em risco toda a solução proposta, diz Gallo.

Para a Novonor (novo nome da Odebrecht), caso o acordo não se viabilize, o caminho da relicitação segue em aberto. O termo aditivo para a devolução amigável do contrato foi firmado em 5 de outubro, com vigência de 60 dias, mas poderá ser renovado caso a solução da venda não avance, explica uma fonte.

Procurada, a Rota do Oeste afirmou que “a companhia torce para que haja o melhor desfecho visando a retomada dos investimentos o quanto antes”.

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Eleições 2026: quem fica, quem sai e quem concorre ao Senado

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Nas eleições de 4 de outubro, 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa. São duas vagas por estado e pelo Distrito Federal. Entre os atuais ocupantes dessas cadeiras, 32 tentam a reeleição, 9 participam das eleições concorrendo a outros cargos ou como suplentes e 13 não são candidatos. As outras 27 cadeiras não estão em disputa neste ano.

A renovação ocorre dessa forma porque o mandato de senador dura oito anos. A cada quatro anos, as eleições alternam a escolha de um terço e de dois terços dos integrantes da Casa. Em 2022, foi escolhido um senador por unidade da Federação.

Neste ano, cada eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado. Os dois mais votados em cada estado e no Distrito Federal serão eleitos, sem segundo turno.

Quem disputa as cadeiras em 2026

Entre os 54 senadores com mandato até janeiro de 2027, 41 participam das eleições deste ano. Desse total, 32 tentam a reeleição para o Senado. Outros nove concorrem a cargos diferentes ou integram, como suplentes, chapas de candidatos ao Senado. 

Tentam a reeleição para o Senado, em ordem alfabética: 20260910_senadores_ficam_saem_candidatos_01.jpg

  • Alessandro Vieira (MDB-SE);
  • Angelo Coronel (Republicanos-BA);
  • Carlos Fávaro (PSD-MT);
  • Carlos Portinho (PL-RJ);
  • Carlos Viana (PSD-MG);
  • Chico Rodrigues (PSB-RR);
  • Cid Gomes (PSB-CE);
  • Ciro Nogueira (PP-PI);
  • Eduardo Braga (MDB-AM);
  • Eduardo Gomes (PL-TO);
  • Eliziane Gama (PSD-MA);
  • Esperidião Amin (PP-SC);
  • Fabiano Contarato (PT-ES);
  • Humberto Costa (PT-PE);
  • Jaques Wagner (PT-BA);
  • Leila Barros (PDT-DF);
  • Lucas Barreto (PSD-AP);
  • Marcelo Castro (MDB-PI);
  • Marcio Bittar (PL-AC);
  • Marcos do Val (Avante-ES);
  • Plínio Valério (PSDB-AM);
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP);
  • Renan Calheiros (MDB-AL);
  • Rogério Carvalho (PT-SE);
  • Sérgio Petecão (PSD-AC);
  • Soraya Thronicke (PSB-MS);
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN);
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO);
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB);
  • Weverton (PDT-MA);
  • Zenaide Maia (PSD-RN); e
  • Zequinha Marinho (Podemos-PA). 

Disputam outros cargos ou participam das chapas como suplentes: 

  • Daniella Ribeiro (PP-PB) — candidata a primeira suplente de Nabor Wanderley na disputa pelo Senado; 
  • Dra. Eudocia (PSDB-AL) — candidata a primeira suplente de Marina JHC na disputa pelo Senado; 
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — candidato a presidente da República; 
  • Izalci Lucas (PL-DF) — candidato a deputado federal; 
  • Jader Barbalho (MDB-PA) — candidato a primeiro suplente de Helder Barbalho na disputa pelo Senado; 
  • Mara Gabrilli (PSD-SP) — candidata a deputada estadual; 
  • Marcos Rogério (PL-RO) — candidato a governador de Rondônia; 
  • Nelsinho Trad (PSD-MS) — candidato a primeiro suplente de Reinaldo Azambuja na disputa pelo Senado; 
  • Roberta Acioly (Republicanos-RR) — candidata a deputada federal. 

Não disputam as eleições 

Outros 13 senadores com mandato até janeiro de 2027 não concorrem a nenhum cargo nas eleições deste ano e, independentemente do resultado das urnas, não permanecem no Senado a partir de 2027. 

WhatsApp Image 2026-09-10 at 09.40.39.jpegEntre eles está Rodrigo Pacheco. O senador foi indicado para ocupar uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), aberta com a saída de Bruno Dantas. A indicação já foi aprovada pelo Senado e pela Câmara dos Deputados e segue para promulgação pelo Congresso Nacional. 

Já Fernando Dueire, Giordano e Ivete da Silveira chegaram ao Senado como suplentes, mas assumiram definitivamente as respectivas vagas durante o mandato. Sargento Reginauro exerce atualmente o mandato como suplente de Eduardo Girão (Novo-CE). Os outros nove são titulares.

Em São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul, os dois atuais ocupantes das cadeiras em disputa não concorrem à reeleição e, portanto, serão substituídos em 2027. No Paraná, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães não concorrem. No Rio Grande do Sul, Luis Carlos Heinze e Paulo Paim também não disputam as eleições. Em São Paulo, Giordano não é candidato e Mara Gabrilli concorre a deputada estadual. 

Cadeiras que não estão em disputa 

Um terço das cadeiras do Senado não está em disputa nas eleições deste ano. São as 27 preenchidas na eleição de 2022, cujos mandatos vão até janeiro de 2031. Isso não significa, porém, que todos esses senadores estejam fora da disputa eleitoral. 

Entre os 27, nove concorrem a governos estaduais em 2026:

  • Alan Rick (Republicanos), no Acre;
  • Cleitinho (Republicanos), em Minas Gerais;
  • Efraim Filho (PL), na Paraíba;
  • Omar Aziz (PSD), no Amazonas;
  • Professora Dorinha Seabra (União), no Tocantins;
  • Renan Filho (MDB), em Alagoas;
  • Sergio Moro (PL), no Paraná;
  • Wellington Fagundes (PL), em Mato Grosso; e
  • Wilder Morais (PL), em Goiás. 

Como os mandatos desses senadores vão até 2031, uma eventual derrota na disputa pelos governos estaduais não encerra sua atuação no Senado. A eleição de 2026 define as outras duas cadeiras de cada unidade da Federação.

Os 27 senadores com mandato até 2031, por unidade da Federação, são: 

  • Acre — Alan Rick (Republicanos), candidato a governador;
  • Alagoas — Renan Filho (MDB), candidato a governador; 
  • Amapá — Davi Alcolumbre (União); 
  • Amazonas — Omar Aziz (PSD), candidato a governador; 
  • Bahia — Otto Alencar (PSD);
  • Ceará — Camilo Santana (PT); 
  • Distrito Federal — Damares Alves (Republicanos);
  • Espírito Santo — Magno Malta (PL);
  • Goiás — Wilder Morais (PL), candidato a governador;
  • Maranhão — Lourdinha Pereira (PSB); 
  • Mato Grosso — Wellington Fagundes (PL), candidato a governador; 
  • Mato Grosso do Sul — Tereza Cristina (PP); 
  • Minas Gerais — Cleitinho (Republicanos), candidato a governador; 
  • Pará — Beto Faro (PT); 
  • Paraíba — Efraim Filho (PL), candidato a governador; 
  • Paraná — Sergio Moro (PL), candidato a governador; 
  • Pernambuco — Teresa Leitão (PT); 
  • Piauí — Jussara Lima (PSD); 
  • Rio de Janeiro — Romário (PL); 
  • Rio Grande do Norte — Rogerio Marinho (PL);
  • Rio Grande do Sul — Hamilton Mourão (Republicanos); 
  • Rondônia — Jaime Bagattoli (PL);
  • Roraima — Dr. Hiran (PP);
  • Santa Catarina — Jorge Seif (PL); 
  • São Paulo — Astronauta Marcos Pontes (PL); 
  • Sergipe — Laércio Oliveira (PP); e 
  • Tocantins — Professora Dorinha Seabra (União), candidata a governadora. 

Assim, antes mesmo da apuração, já é possível saber que haverá mudanças na composição do Senado em 2027. Pelo menos 22 dos atuais ocupantes das 54 cadeiras em disputa não permanecerão como titulares — os 13 que não são candidatos e os nove que disputam outros cargos ou participam como suplentes.

O número de mudanças poderá ser maior, a depender do desempenho nas urnas dos 32 senadores que buscam a reeleição. 

Além disso, a eleição para governador poderá alterar temporariamente a ocupação de algumas das 27 cadeiras que não estão em disputa, caso senadores sejam eleitos para o Executivo estadual.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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