"PREPARA VAREJO"

Sinop e Várzea Grande recebem palestras gratuitas com foco no aumento das vendas

Somente a Black Friday deverá movimentar R$ 700 milhões na economia local, segundo o IPF-MT. Além disso, a data coincidirá com a Copa do Mundo e os preparativos para o Natal

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Economia

Foto: Várzea Grande Shoppings / Divulgação.
Estão abertas as inscrições gratuitas para as palestras presenciais dos especialistas em impulsionamento de vendas e aumento de faturamento Aly Baddauhy, Dino Gueno e João Laurentino, que serão realizadas, a partir das 19h, nesta quarta (16), em Sinop, na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), e na quinta-feira (17), em Várzea Grande, no Hits Pantanal Hotel.
A programação integra o circuito de palestras do ‘Prepara Varejo’ – maior programa gratuito de capacitação para o comércio varejista mato-grossense realizado pelo Sistema Fecomércio-MT, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT). Os interessados podem se inscrever pelo site www.mt.senac.br. Em ambas as ocasiões, será servido um coffee break receptivo aos participantes logo no início dos eventos.
Para os trabalhadores e comerciantes é fundamental se manter atualizado e engajado às vésperas daqueles que são as melhores datas de vendas do ano, destaca o superintendente da Fecomércio-MT e diretor do Instituto de Pesquisas e Análise da Federação (IPF-MT), Igor Cunha.
“O fluxo de consumidores está voltando aos níveis pré-pandemia. Projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do nosso IPF-MT indicam que a Black Friday de 2022 deverá movimentar R$ 4,2 bilhões e registrar a maior movimentação financeira desde que a data foi incorporada ao calendário do varejo nacional, em 2010. Só na economia mato-grossense a expectativa é de que sejam injetados R$ 700 milhões”, aponta.
Segundo ele, além disso, neste ano, tem a realização da Copa do Mundo e, em breve, iniciam os preparativos para a principal data comemorativa e de vendas do varejo brasileiro – o Natal. “Manter-se capacitado e atualizado, em especial, com esses profissionais que são referências em gestão e desenvolvimento de negócios é essencial para aumentar as vendas, atrair e fidelizar clientes”, completa Igor Cunha.
O diretor de Educação Profissional do Senac-MT, Edson Dahmer, lembra que o ‘Prepara Varejo’ alia o circuito de palestras em cidades-polo do estado com a oferta de 15 mil vagas, em 143 títulos de cursos, espalhados por 124 municípios.
“O programa é para quem já está no mercado e quer se diferenciar ou aqueles que estão de olho nas vagas temporárias. São cursos de aperfeiçoamento que variam de 15 a 40 horas, ofertados por meio do Programa Senac de Gratuidade (PSG), para atender as necessidades do comércio de bens, serviços e turismo”, finaliza o dirigente.
O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.



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