"VÁRZEA GRANDE NO RADAR DE INVESTIDORES"

CEO Presidente da Centro Oeste Airports anuncia R$ 350 milhões em obras no Aeroporto Marechal Rondon

Marco Antônio Migliorini esteve com o prefeito Kalil Baracat para traçar estratégias de atuação conjunta, visando as obras de revitalização do Aeroporto Internacional Marechal Rondon em Várzea Grande

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Economia

Foto: Rodrigo dos Santos

O Aeroporto Internacional Marechal Rondon vai receber investimentos da ordem de R$ 350 milhões para ser revitalizado, recuperado e melhorado tanto na capacidade de atendimento de passageiros, sejam eles empresários ou turistas, como para aqueles que direta ou indiretamente trabalham para as diversas empresas que atuam dentro da estrutura que é a porta de entrada e saída para Mato Grosso.

O anúncio foi feito por Marco Antônio Migliorini, CEO – Diretor Presidente da COA – Centro-Oeste Airports, que ganhou a concessão dos Aeroportos, Internacional Marechal Rondon, além de Rondonópolis, Sinop e Alta Floresta.

“Várzea Grande e Mato Grosso estão no radar de grandes investidores por causa de suas posições geográficas estratégicas e a oferta de meios de transportes eficientes e por causa do agronegócio e isto nos estimula a investir em uma melhor prestação de serviços aeroportuários”, explicou Marco Antônio Migliorini.

O CEO da COA ponderou que as obras deverão aquecer a economia local e atrair novos investidores interessados no crescimento do Estado e de suas cidades.

As estimativas são de até 1,2 mil vagas de empregos gerados direta e indiretamente com as obras e melhorias do Aeroporto Internacional Marechal Rondon.

O prefeito Kalil Baracat, acompanhado dos secretários, de Governo, Dito Loro; do Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Turismo, Charles Caetano e do Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Ricardo Araújo Azevedo, além do secretário-adjunto de Turismo, Dermival Bitencourt, garantiu todo o apoio para a execução das obras que vão acontecer em todos os setores da unidade e também formalizou um pedido para que respeitada a lei e a questão econômica local, essas obras, possam promover a contratação de profissionais locais, bem como as aquisições acontecessem no comércio e na indústria de Várzea Grande.

“É claro que como se trata de um investimento privado, deve-se respeitar questões econômicas e também as exigências da legislação, mas só de movimentar a economia local em R$ 350 milhões, Várzea Grande já vai dar um pulo na geração de emprego e renda e vai ser referência no atendimento de turistas e de empresários”, frisou Kalil Baracat sinalizando que Várzea Grande está sendo preparada para um futuro promissor com obras importantes como o Parque Tecnológico, o Aeroporto Marechal Rondon, a Ferrovia Vicente Vuolo entre muitas outras.

Marco Antônio Migliorini, explicou que as obras do Aeroporto Internacional Marechal Rondon serão executadas em toda sua estrutura, inclusive permitindo que as aeronaves em operação no Brasil possam utilizar o terminal que ganhará uma quinta ponte de embarque e desembarque, além de estacionamento, espaço dedicado ao translado de passageiros e atendimento de demandas lavadas pela Prefeitura de Várzea Grande para atender as agências de turismo, as empresas de transporte rodoviário, taxis ou motoristas de aplicativos.

Além da melhora no atendimento aos passageiros e usuários do Aeroporto Marechal Rondon, também haverá investimentos para o transporte de cargas e uma reurbanização das vias de acesso para contemplar o BRT (Bus Rapid Transit) que é o modal de transporte público de massa escolhido pelo Governo do Estado e os hotéis e locadoras de veículos no entorno da unidade aeroportuária.

“Estamos trabalhando em conjunto com o governador Mauro Mendes e as bancadas federal e estadual de Mato Grosso para que os investimentos públicos e privados atendam as necessidades e demandas do agronegócio que se tornou um grande impulsionador da economia do Estado”, disse Kalil Baracat reafirmando ao Diretor-Presidente da COA, Marco Antônio Migliorini que a Prefeitura de Várzea Grande vai dar apoio e buscar novos parceiros para implementar investimentos que assegurem o crescimento e desenvolvimento da segunda maior cidade de Mato Grosso.

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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.



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