Mato Grosso

Mendes cobra recursos do Fundo Amazônia para minimizar danos do Covid-19

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Mato Grosso

Da Redação

O governador Mauro Mendes cobrou do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, a liberação de recursos pendentes do Fundo Amazônia para Mato Grosso e para os demais estados que compõem a Amazônia Legal, como forma de combater a crise provocada pelo coronavírus.

Mendes participou de uma reunião com Mourão, por meio de videoconferência, na manhã desta quinta-feira (02.04), junto dos secretários Mauro Carvalho (Casa Civil) e Mauren Lazzaretti (Meio Ambiente).

Também participaram os governadores Waldez Góes (AP), Gladson Cameli (AC), Wilson Lima (AM), Flávio Dino (MA), Helder Barbalho (PA), Marcos Rocha (RO), Antonio Denarium (RR) e Mauro Carlesse (TO).

“Nesse momento, presidente, nós precisamos fazer rodar o dinheiro que nós temos. No Fundo Amazônia, temos projetos liberados há tempos e os recursos desses projetos não são liberados. É extremamente importante que o dinheiro circule nesse momento”, afirmou.

De acordo com o governador, a aplicação dos recursos do Fundo Amazônia no combate ao desmatamento ilegal e queimadas, além de reduzir os danos ambientais, também vai movimentar a economia de Mato Grosso, já que os valores deverão ser aplicados em compra de equipamentos, tecnologia, aquisições, contratações, combustível, dentre outros.

Para Mendes, esse incremento de recursos é primordial para reduzir os impactos econômicos do coronavírus e, consequentemente, minimizar os danos à qualidade de vida da população.

Só em um projeto do Corpo de Bombeiros que aguarda a reativação do fundo para ser executado, está previsto um recurso de R$ 35 milhões, que envolve a compra de viaturas, helicóptero, diversos equipamentos de combate aos incêndios e equipamentos, além de cursos de qualificação.

“Um dos pilares básicos para movimentar a economia é fazer o dinheiro circular. Qualquer dinheiro que está retido, em qualquer pretexto, em qualquer fundo, precisa circular nesse momento. Porque isso vai minimizar um pouco os impactos econômicos da paralisação, desse momento que estamos vivendo. Rogo ao senhor [Mourão] que interceda junto ao BNDES, que faça a gestão necessária usando a sua capacidade de liderança, para que esses projetos já aprovados no Fundo Amazônia tenham os recursos liberados. Isso vai trazer ganhos significativos para os estados”, pontuou.

A secretária Mauren Lazzaretti também explicou que, nesse momento, é preciso compatibilizar as ações de combate ao desmatamento ilegal e queimadas com as ações de combate à pandemia.

“Houve um consenso entre os governadores da Amazônia a respeito da necessidade urgente de que o Fundo Amazônia seja restabelecido e as ações dos projetos que estavam previstos possam acontecer. É um desafio. O pedido é que além de o Fundo Amazônia ser liberado, que seja feito o mais rápido possível para dar aporte aos estados de forma a fazer o enfrentamento destas ações ilícitas”, ressaltou ela.

O vice-presidente da República afirmou que irá analisar esta e todas as demais demandas apresentadas pelos governadores.

“Temos desafios de dimensões amazônicas. Temos que suavizar a curva da doença, para caber no SU, a curva da economia, do PIB, e também a curva social, para evitar desemprego. Nosso objetivo comum é o bem-estar da população”, declarou o vice-presidente.

Foto: Lucas Rodrigues/Secom-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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