“Lideranças discretas ou secretas”
“Chuva” ofusca campanhas do segundo turno em Mato Grosso
Sem condições ou ainda em comemoração, muitos seguem em onda alheia
Política
Com poucas exceções, pelo que tudo indica os “focos de incêndios” do primeiro turno das eleições em Mato Grosso, que em alguns momentos saíram até do controle, deixando as propostas de lado e partindo para acusações, a popular baixaria, foram perdendo intensidade e proporção, depois das revelações de quem ganhou ou perdeu.
No segundo turno, quando a disputa é exclusivamente envolvendo, Luiz Inácio Lula da Silva fazendo de tudo para voltar ao poder, e o atual presidente, Jair Bolsonaro buscando a reeleição, os embates em terras de Rondon ficaram até o momento pontuados através das redes sociais, amparados em salas comerciais de luxos, gabinetes e escritórios, suor ainda não é visto devido à baixa temperatura mantida pelo ar-condicionado.
Muitos que no primeiro turno defendiam o lado A e B, independente de quem ganhou ou não, se estão agindo, ativaram o modo discreto, secreto, lavaram as mãos, na última das hipóteses, deixaram a briga de tubarão pra lá, e só vão aparecer declarando apoio depois que anunciar o vencedor.
“É correto afirmar que chegou o período chuvoso na região, mas até que se saiba, nenhuma liderança política é feita de sal e açúcar, que não possa enfrentar uma chuva em atividade, por seus ideais político”.
As ações praticamente invisíveis, estão chamando atenção de muita gente, já que no passado estava gritando nos quatro cantos do estado que era Lula, e outro quase brigando por Bolsonaro, agora, pelo que tudo indica, não querem se indispor com quem for ganhar, utilizando da política de sobrevivência.
Ao contrário do primeiro turno, hoje, boa parte das pesquisas anunciadas apontam para um empate técnico, entre os dois candidatos, porém, vale ressaltar que a conquista daqueles que não votaram ou optaram por branco e nulo, será o voto decisivo nesta eleição. Para quem era apoiador, e de momento se escondeu, não adianta, mesmo vencendo, o povo está de olho, é melhor sair do modo passivo ou omisso, e passar para ativo, porque o eleitorado está de olho. Quatro anos passa no piscar dos olhos.
De acordo com informações de fontes ligadas aos bastidores e segundo o “Aracuã do Pantanal”, de momento a chuva apaziguou os ânimos, mas logo o “combustível” chega, e na reta final o calor voltará a tomar conta da realidade eleitoral em Mato Grosso.
Política
Zé Medeiros pede impeachment de Zanin por prorrogação do horário de votação
O deputado federal e senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), encaminhou nesta segunda-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. A iniciativa questiona a decisão do magistrado de estender até as 19h o horário de votação nas eleições do último domingo (25).
Na representação, Medeiros solicita que o Senado analise se o pedido reúne os requisitos para tramitar e apure os fundamentos jurídicos da decisão, além das circunstâncias em que a medida foi adotada e de seus efeitos sobre o processo eleitoral.
O parlamentar também questiona a abrangência nacional da determinação, uma vez que a reclamação apresentada ao STF estava relacionada a dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
A decisão de Zanin foi tomada após uma solicitação relacionada à falta de transporte público suficiente para o deslocamento de eleitores. A determinação inicial estendeu o horário de votação para todo o país. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a prorrogação deveria valer apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.
Entre os pontos levantados por Medeiros está o intervalo entre a chegada do caso ao Supremo, às 16h32min49s, e o encerramento regular da votação, previsto para as 17h. O deputado pede acesso à íntegra do processo e aos documentos que embasaram a decisão.
A representação também solicita registros de comunicação entre o STF, o TSE e os tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de esclarecer a sequência dos acontecimentos e como a determinação foi transmitida e executada.
Segundo Medeiros, a iniciativa busca garantir que os fatos sejam examinados pelo Senado. O parlamentar afirma que o pedido não representa uma conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade do ministro e defende que a análise seja feita com base em critérios técnicos e jurídicos.
O encaminhamento da representação não significa que o impeachment tenha sido aceito ou que haja condenação de Zanin. O prosseguimento depende da análise dos requisitos legais e dos procedimentos cabíveis no Senado Federal.
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