"Cães de Guerra"

Dois guardas municipais se formam em curso de cães de guerra, da Marinha do Brasil, e se tornam referência em Mato Grosso

“Pra mim foi uma experiência muito boa! A partir do momento em que o Município valoriza e capacita o servidor, isso soma muito para a instituição, que tem que crescer muito mais”, afirma o GM Laurindo.

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Foto: Secom-VG

O último dia 30 de setembro foi de festa para a Guarda Municipal de Várzea Grande (GMVG). Isso porque os GMs Evanildo Laurindo da Silva e Allan Kardec Alves de Almeida (ambos na corporação há 20 anos) retornaram do Rio de Janeiro, após três meses, formados no Curso Especial de Adestramento de Cães de Guerra, oferecido pela Marinha do Brasil. Diante da conquista, ambos os guardas e seus respectivos cães, Thor (10 meses) e Zé Filho (1 ano), foram calorosamente recepcionados pelos colegas de farda, incluindo o subcomandante Alexander Ortiz, no aeroporto Marechal Rondon.

Com duração de 360 horas, o curso tem como objetivo preparar oficiais e praças da Marinha e das demais Forças Armadas e Auxiliares para o adestramento de cães de guerra e para o planejamento e emprego da cinotecnia em proveito das operações militares. Ao longo da formação, foram ministradas disciplinas de Cinofilia, Enfermagem Veterinária, Adestramento, Operações com Cães e Técnicas de Detecção.

Os guardas municipais já eram experientes antes de passar pelo treinamento na Base de Fuzileiros Navais Ilha das Flores. Laurindo já atuou como instrutor no Batalhão de Operações Especiais (BOPE-MT) e no Grupo de Intervenções Rápidas (GIR), da Polícia Militar de Mato Grosso (PMMT) e no Sistema Penitenciário do Estado. Allan Kardec trabalha com cinotecnia desde 1998. Apesar disso, ambos destacam a importância do aperfeiçoamento, visando engrandecer o trabalho desenvolvido na GMVG.

“Pra mim foi uma experiência muito boa! A partir do momento em que o Município valoriza e capacita o servidor, isso soma muito para a instituição, que tem que crescer muito mais”, afirma o GM Laurindo.

“Essa ida nossa para o complexo naval da Marinha do Brasil veio a fortalecer os nossos conhecimentos. Voltamos com metodologias e técnicas diferentes e também assuntamos as atividades sociais que eles desenvolvem lá”, destaca o GM Allan Kardec.

Ambos afirmam que trabalham com os cães como forma de terapia, mas, têm como objetivo maior implantar um canil funcional na Guarda Municipal de Várzea Grande para uso tanto em ações de segurança, quanto em ações sociais. “Poderia ser feito um trabalho dentro das escolas, no sentido de prevenir e de orientar as crianças. E o cão seria um dispositivo pra gente levar essa informação, nas questões da violência doméstica, de maus tratos aos animais, da prevenção ao uso de drogas. Tudo o que é feito de forma dinamizada, a pessoa que recebe aquela informação tende a levar esse conhecimento por muito mais tempo e ser também um multiplicador dessas ações”, defende o GM Allan Kardec.

De acordo com o subcomandante da GMVG, Alexander Ortiz, o projeto de implantar um canil na instituição será levado adiante. “Eles já tinham vários cursos de cinofilia e, agora, com mais esse conhecimento que trouxeram desse curso, que tem um grande conceito no Brasil, eles somam mais ainda. Vamos levar ao conhecimento do nosso secretário e do prefeito para que, no futuro, nós consigamos instalar um canil funcional e ativo para levar mais segurança para a população de Várzea Grande”, disse.

O subcomandante aproveitou ainda para parabenizar os guardas municipais pela conquista do título. “É um grande orgulho pra nós e um reconhecimento muito grande, uma parceria que surgiu com a Marinha, o que estreita os laços e só contribui para o aprimoramento dos guardas municipais”, avaliou.

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Emenda de Lúdio é aprovada e vai garantir R$ 1,5 bilhão para casas populares em MT

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Nesta quarta-feira (28), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, em primeira votação, uma emenda articulada pelo deputado estadual Lúdio Cabral (PT) com lideranças partidárias para vincular o investimento de R$ 1,5 bilhão em habitação de interesse social a um empréstimo nesse mesmo valor a ser contraído pelo Governo do Estado. A emenda alterou o projeto de lei nº 795/2026, de autoria do Poder Executivo.

“No discurso, o governador disse que esses recursos seriam para habitação, mas não é, o empréstimo é para obras de infraestrutura. Eu fiz uma emenda que, felizmente, foi acatada: já que a linha de financiamento é para infraestrutura e para saneamento e não é para habitação, a emenda deixa muito claro que o Estado aplicará em ações e programas de habitação de interesse social, portanto moradia para a população mais vulnerável, recursos do Fethab (Fundo Estadual de Transporte e Habitação) em montante equivalente ao valor da operação de crédito”, disse Lúdio.

O projeto foi enviado em junho pelo governador. O texto prevê uma operação de crédito de R$ 1,5 bilhão com a Caixa Econômica Federal por meio da linha Financiamento à Infraestrutura e Saneamento (Finisa). Lúdio pontuou que o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 prevê esses recursos na Nova Rota do Oeste, uma empresa controlada pelo Governo de Mato Grosso e que opera a concessão da BR-163 de Itiquira até Sinop.

A emenda diz que “o Estado aplicará, em ações e programas de habitação de interesse social, recursos do Fundo Estadual de Transporte e Habitação – Fethab em montante equivalente ao valor da operação de crédito autorizada por esta Lei, na mesma programação financeira da operação de crédito”.

Empréstimo caro – Lúdio criticou as condições do empréstimo com a Caixa previstos no PL nº 795/2026, com carência de apenas 12 meses, prazo para pagamento em 10 anos e, em especial, a taxa de juros do CDI mais 0,9%, o que daria juros de 13,75% ao ano, o que corresponde à taxa básica de juros, a Selic.

“A taxa de juros da Selic para investimentos públicos costuma ser usada por municípios e Estados que estejam em dificuldade financeira. Não há sentido para Mato Grosso buscar esse tipo de empréstimo com essa taxa, que hoje está em 13,75%. Normalmente, a taxa é de no máximo 6%, com uma carência longa e aqui é uma carência curta, de apenas 12 meses, e o prazo para pagar é de 10 anos, quando geralmente os prazos são de até 30 anos para pagar”, explicou Lúdio.

O deputado ponderou que votou favorável ao projeto após a inclusão de sua emenda, já que está garantida a aplicação de R$ 1,5 bilhão para casas populares.

“Vou votar favorável, porque o discurso é de que é para habitação, a emenda que nós aprovamos aqui será para habitação de interesse social para a população mais vulnerável, que não recebeu uma moradia sequer do Estado nesses últimos oito anos. Vamos fiscalizar isso e eu espero que até a segunda e última votação a gente mantenha a emenda que nós aprovamos e eu espero que, na LOA, a gente assegure esse recurso para habitação de interesse social, porque lá na Nova Rota do Oeste não é para isso”, finalizou.

Fonte: ALMT – MT



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