"Oportunidade"
Curso de Panificação da 2ª Edição do Qualifica Mulher ensina receitas econômicas e com preços acessíveis
As aulas são ministradas nas unidades socioassistenciais da Prefeitura de Cuiabá
Economia
As alunas do Curso de Panificação da unidade do Centro de Convivência de Idosos (CCI) Aidêe Pereira, no bairro Novo Horizonte, que está sendo ofertado nesta 2ª Edição do Programa Qualifica Mulher, demonstram que levam jeito para trabalharem na área da alimentação. A ação é promovida pela Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Os cursos terão carga horária de 40 horas e encerramento previsto para o dia 30 de setembro.
Em menos de uma semana de curso, deliciosas receitas, produtos com preços acessíveis já foram testadas e aprovadas. Com apenas água, farinha de trigo, óleo e sal foi produzido o pão de sal, conhecido como pão caseiro. “Busco apresentar para os meus alunos produtos baratos para que no final eles possam alcançar um lucro maior e com isso aumentar a renda familiar. Essa é uma massa básica para que no futuro elas possam incrementar”, disse a professora e instrutora do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial- Senac, Débora Santana.
A professora conta que nessa turma, 90% não tinha noção de como preparar um pão. Outros, até chegaram a tentar, mas desistiram por falta de força de vontade. “Sempre coloco a minha experiência de vida quando estou ensinando as receitas e técnicas básicas para um resultado positivo”, acrescentou.
Cilene Rosa Rodrigues, 58 anos, é uma das alunas que está fazendo o curso. Para ela, está sendo uma oportunidade de mudar de vida. Ampliar os horizontes e ter um salário melhor ao final do mês. “Fiquei encantada com tudo que já aprendi e ainda vou aprender. Sabia fazer do jeito que minha mãe ensinou. A medida era tudo no olho. Agora sei que tem que ser tudo pesado e medido. Ainda mais que vou fazer pra vender. Estou satisfeita”, agradeceu Cilene.
Nilza da Silva, 64 anos, já é veterana. Participou da 1ª Edição do Qualifica Mulher, no curso de panificação. Como ficou muito tempo parado, em razão da pandemia, logo que ficou sabendo foi garantir a inscrição. “Cheguei aqui com a ideia de aprender algo novo e aprendi. Sempre soube que tinha que colocar primeiro o trigo e depois a água. Com essa professora, aprendi que é o inverso. Testei em casa e deu certo. Creio que até o final vou aprender mais ainda”, comentou Nilza.
Os cursos estão sendo ministrados nas unidades socioassistenciais do município, como os Centros de Referência de Assistência Social (Cras), Centros de Convivência de Idosos (CCI), Centro de Referência Especializado em Assistência Social- Creas e Centro de Referência Especializado voltado à população em situação de rua (Centro Pop).
O convênio faz parte do Programa Qualifica Cuiabá que já certificou mais de 6,5 mil pessoas para o mercado de trabalho desde 2018. A assinatura do termo de parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial- Senac foi realizada no final do mês de julho, na oferta de 1,2 mil vagas. Só em 2022, o Qualifica chegará a 4 mil vagas.
“O Qualifica é importante para a política social de Cuiabá, pois oportuniza a qualificação profissional e consequentemente o ingresso ao mercado de trabalho. Mesmo que de forma independente ou autônoma, elas estarão aptas ao trabalho e assim trazer mais renda para as suas famílias. Claro que são extremamente importantes os benefícios e o suporte social àquelas famílias em extrema vulnerabilidade social, entretanto dar condições para a saída dessa dependência é uma das missões da gestão Emanuel Pinheiro”, finalizou a secretária.
Economia
Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês
As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.
“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.
Gasolina e etanol
Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.
Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.
As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.
Subsídio ao diesel
Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.
O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.
Custo total
Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.
Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.
Recursos
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.
“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.
A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.
O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.
Alta do petróleo
Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.
“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.
O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.
Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.
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