"Expansão"

​Sistema Fecomércio-MT fortalece presença na região do Araguaia

​​Instituição contará com um espaço do Senac-MT na região central de Água Boa; inscrições para cursos gratuitos estão abertas

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Economia

Foto: Assessoria de Imprensa/Senac-MT
A partir da próxima terça-feira (20), o Sistema Fecomércio-MT contará com um espaço na região central de Água Boa (745 km de Cuiabá) para oferta de cursos e ações profissionalizantes do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial em Mato Grosso (Senac-MT).

De acordo com o presidente do Sistema Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, o espaço de 185 m², cedido pela Prefeitura Municipal, possibilitará a ampliação dos serviços do Senac-MT no atendimento das demandas por capacitação e qualificação tanto dos trabalhadores do comércio quanto da população em geral.
“Uma das metas da nossa gestão é justamente a expansão do atendimento do Senac e do Sesc, que são os dois braços sociais do Sistema Comércio. A região do Araguaia merece a realização de investimentos, por isso todo o espaço foi revitalizado, com salas de aulas e laboratórios, possibilitando a oferta de novos cursos, cujas inscrições já estão abertas. A ação fortalece os setores do comércio, serviços e turismo na região”, enfatiza ele.
Atualmente, o Senac-MT atende o município de Água Boa por meio do Centro de Educação Profissional de Barra do Garças. Os cursos ofertados são das áreas de formação para o comércio, administração, recursos humanos, informática e saúde. Ao todo, 171 alunos estão matriculados nos cursos em andamento.
220 vagas gratuitas
O diretor regional Senac-MT, Carlos Rissato, informa que estão abertas, em Água Boa, as inscrições para sete cursos de formação inicial, continuada e técnica que possibilitarão a inserção produtiva e exitosa de trabalhadores no mundo do conhecimento e do trabalho, em atendimento às demandas locais.
“São 220 vagas subsidiadas pelo Senac-MT e oferecidas gratuitamente aos estudantes nos cursos de ‘Aprendizagem Profissional de Qualificação em Serviços Administrativos’, ‘Assistente de Marketing e Vendas’, ‘Assistente Administrativo’, ‘Design de Sobrancelhas e Depilação Egípcia’, ‘Assistência de Enfermagem com Paciente Ostomizado, ‘Massagista’ e ‘Qualidade no Atendimento’”, elenca o dirigente.
Esses cursos terão carga horária de 30 até 1.000 horas. Os interessados devem ir até a unidade, localizada na avenida Planalto, número 321, salas 25 e 26, no Centro de Água Boa.
O Sistema S do Comércio, composto pela Fecomércio, Sesc, Senac e IPF em Mato Grosso, é presidido por José Wenceslau de Souza Júnior. A entidade é filiada à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que está sob o comando de José Roberto Tadros.
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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.



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