“Amarelou”

“Wellington Fagundes se acovardou é fujão” disse Kassio Coelho no debate da TV

O senador e candidato à reeleição denunciado por recebimento de propina foi o único que faltou

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Política

Foto: Luiz Leite

A ausência do senador e candidato à reeleição, Wellington Fagundes (PL) ao tradicional debate eleitoral, realizado pelo Grupo Gazeta de Comunicação, gerou diversas cogitações, indagações e suspeitas, já que ele é alvo de investigação por suposto envolvimento em recebimento de propina.

“O senador alegou questões de saúde para justificar a falta no debate, apresentado um atestado médico”.

Para alguns especialistas, a ausência do senador no debate é simplesmente uma questão estratégica, já que de momento parece despontando nas pesquisas, e que a sua exposição mediante aos adversários com tantos questionamentos, revelando ou não determinados pontos negativos, tendência a promover um desgaste, que pode desencadear na rejeição eleitoral, beneficiando assim diretamente seu principal adversário, Neri Geller (PP).

Mais uma denúncia.

 “Neri disse que o senador tem que explicar o envolvimento de 14 empresas com indícios de ligação familiar, que recebem recursos da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso”.

“Ele deveria estar aqui, como forma de respeito à população, para prestar esclarecimento de muitas situações, mostrar de fato o que foi feito neste mandato de oito (08) anos como senador, quais são seus projetos e propostas, e principalmente responder se pegou ou não propina”, ressaltou Neri Geller.

O também candidato ao Senado da República, Kassio Coelho (Patriota) foi além da cobrança pela falta do senador no debate, que para ele é um momento democrático, uma oportunidade para população avaliar ao vivo o comportamento de cada um, já que o tempo de TV não é igual para todos.

“Wellington se acovardou, é fujão, ele deveria participar para mostrar a realidade de quem é quem nesta disputa, já ficou 32 anos em Brasília, está querendo ficar mais oito, não deu uma oportunidade para os suplentes, quem ajudou ganhar não ajuda governar”, disse Kassio Coelho.

Um dos suplentes do senador, é o candidato ao Senado, Dr. Jorge Yoshiaki Yanai (DC), teceu duras críticas ao senador, porque durante este mandato que vai se inteirar oito anos, até o momento não houve a oportunidade dele assumir nem um dia.

Já Antônio Galvan não poupou nas críticas, alegando que o senador sempre fez parte do bloco da esquerda, representando os interesses dos políticos do PT, e hoje se diz de direita, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Fujão sempre foi apoiador do PT, até o momento apoia alguns integrantes do PT no interior do estado, para quem se vende apoiar Bolsonaro, sempre contribuiu para deixar o Brasil do jeito que estava, o melancia”, disse Antônio Galvan (PTB).

Pelo que tudo indica, a ausência do senador, que pode ser uma estratégia de campanha, visando ponto positivo, surtiu negatividade muito acima do esperado, já que praticamente todos os adversários mostraram de certa forma, descontentamento com o mandato e especificamente, a pessoa de Wellington Fagundes, “algo de errado não está certo”.

 

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Senado terá centro cultural em Brasília

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O Senado terá um espaço cultural em Brasília. Com 80 mil m², às margens do Lago Paranoá, o Senado Cultural será inaugurado no dia 9 de dezembro, com a exposição Senado em Movimento: 200 Anos de História. O endereço, que abrigou o antigo Clube dos Servidores Públicos, passa por obras de revitalização.

— Será um espaço aberto a toda comunidade. Além de exposições e galerias, pretendemos incluir playground, coworking, paisagismo e local para palestras. Este é um projeto grandioso e diferenciado de tudo que já existe em Brasília — disse a diretora-geral do Senado, Ilana Trombka.

Senado Cultural

O Senado Cultural vai oferecer exposições, restaurantes, auditório e espaços de convivência. Após a exposição inaugural, a galeria principal receberá exposição de longa duração com itens do acervo museológico do Senado. O centro cultural deve contar ainda com outros quatro espaços de exposição.

Uma das galerias deve ser dedicada a obras representativas de todos os estados. Uma segunda terá como enfoque a produção artística local, com exposições, oficinas e outras atividades educativas.

O projeto prevê ainda um espaço externo para abrigar a exposição de longa duração sobre o 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Congresso Nacional foi invadido e teve suas instalações vandalizadas. Também haverá uma galeria dedicada à experiência imersiva do visitante.

O paisagismo será assinado pelo Escritório Burle Marx. 

— É um projeto ambicioso, mas é um projeto que mostra a vocação de servir a comunidade de uma outra maneira. O Senado Federal sempre serve a comunidade e a sociedade por meio da sua atividade-fim. Agora, vai servir a comunidade e a sociedade também por meio de um centro cultural — afirmou Ilana.

História e identidade

O antigo Clube da Associação dos Servidores do Ministério da Educação e da Cultura foi inaugurado em 1976 e já foi referência em lazer e cultura de Brasília. 

— Estamos preservando as fachadas, as varandas, o sistema construtivo, as esquadrias originais e os revestimentos em mármore. Também estamos mantendo o sistema viário interno e o castelo d’água, que tem uma forma bem marcante — explicou a arquiteta Vanessa Bhering, uma das responsáveis pelo acompanhamento das obras da Coordenação de Projetos e Obras de Infraestrutura.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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