“Tudo Morno”
Com raríssimas exceções seguem as campanhas sem emoção em MT
Onde estão os erros, determinação dos candidatos ou na estratégia da equipe do marketing.
Política
Por onde se passa muitas pessoas opinam pelo cenário político deste ano, com diversos teores, críticas e ideias, porém, algo em comum chama atenção, a palavra “morna”, das frases, “sem empolgação” ou “não transmite emoção”.
Após a equipe de reportagem do site omatogrosso.com, ouvir essas informações deste estrato da amostra representativa da sociedade, seja em Cuiabá e Várzea Grande, foi consultar alguns jornalistas, publicitários, marqueteiros, entre outros especialistas de política, referente a campanha eleitoral no estado de Mato Grosso.
Com raríssima exceção, a opinião popular foi ganhando embasamento técnico dos profissionais do mercado, quando apontaram questões envolventes desde a falta de criatividade, como por exemplo, os populares jingles, “mais parecendo que foram adquiridos em sites especializados”, passando pela estruturação dos discursos, até o desenvolvimento estratégico da campanha.
Pelo que tudo indica, aquela tal militância virou coisa do passado, ou até mesmo folclore. Aqueles cabos eleitorais que disputavam palmo a palmo, de uma região, bairro e casa, levando os nomes dos seus candidatos, não são mais como os de antigamente.
Segundo informações de fontes ligadas aos bastidores da corrida eleitoral e de acordo com o “Aracuã do Pantanal”, a preferência pela divulgação das ações nas redes sociais, em grande quantidade, sem se importar com o critério da qualidade, está tomando o espaço do corpo a corpo, para determinados candidatos, que hoje seguem a tendência de mostrar vídeos engraçados, aos moldes dos youtubers, buscando um público mais jovem, deixando em segundo ou terceiro plano, as tradicionais apresentações de projetos e propostas no antigo olho no olho.
É fato afirmar sobre o período de mudança, quando se refere em diretrizes de campanha eleitoral, o momento vai deixar claro sobre quais ações são bases e os complementos, prioridades e acessórios, porém, de momento, mais parece que tanto lado A, B e C estão ponderados, cautela seria a palavra de ordem, não se arriscam com medo de errar, mas vai que acerta.
De acordo com o “Aracuã do Pantanal”, a audácia do investimento em emoção, será decisivo neste momento denominado de marasmo, só resta às equipes identificarem onde, como fazer, o quando, já está atrasado.
Política
Zé Medeiros pede impeachment de Zanin por prorrogação do horário de votação
O deputado federal e senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), encaminhou nesta segunda-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. A iniciativa questiona a decisão do magistrado de estender até as 19h o horário de votação nas eleições do último domingo (25).
Na representação, Medeiros solicita que o Senado analise se o pedido reúne os requisitos para tramitar e apure os fundamentos jurídicos da decisão, além das circunstâncias em que a medida foi adotada e de seus efeitos sobre o processo eleitoral.
O parlamentar também questiona a abrangência nacional da determinação, uma vez que a reclamação apresentada ao STF estava relacionada a dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
A decisão de Zanin foi tomada após uma solicitação relacionada à falta de transporte público suficiente para o deslocamento de eleitores. A determinação inicial estendeu o horário de votação para todo o país. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a prorrogação deveria valer apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.
Entre os pontos levantados por Medeiros está o intervalo entre a chegada do caso ao Supremo, às 16h32min49s, e o encerramento regular da votação, previsto para as 17h. O deputado pede acesso à íntegra do processo e aos documentos que embasaram a decisão.
A representação também solicita registros de comunicação entre o STF, o TSE e os tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de esclarecer a sequência dos acontecimentos e como a determinação foi transmitida e executada.
Segundo Medeiros, a iniciativa busca garantir que os fatos sejam examinados pelo Senado. O parlamentar afirma que o pedido não representa uma conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade do ministro e defende que a análise seja feita com base em critérios técnicos e jurídicos.
O encaminhamento da representação não significa que o impeachment tenha sido aceito ou que haja condenação de Zanin. O prosseguimento depende da análise dos requisitos legais e dos procedimentos cabíveis no Senado Federal.
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