“Tudo Morno”

Com raríssimas exceções seguem as campanhas sem emoção em MT

Onde estão os erros, determinação dos candidatos ou na estratégia da equipe do marketing.

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Política

Foto: Diego Herculano

Por onde se passa muitas pessoas opinam pelo cenário político deste ano, com diversos teores, críticas e ideias, porém, algo em comum chama atenção, a palavra “morna”, das frases, “sem empolgação” ou “não transmite emoção”.

Após a equipe de reportagem do site omatogrosso.com, ouvir essas informações deste estrato da amostra representativa da sociedade, seja em Cuiabá e Várzea Grande, foi consultar alguns jornalistas, publicitários, marqueteiros, entre outros especialistas de política, referente a campanha eleitoral no estado de Mato Grosso.

Com raríssima exceção, a opinião popular foi ganhando embasamento técnico dos profissionais do mercado, quando apontaram questões envolventes desde a falta de criatividade, como por exemplo, os populares jingles, “mais parecendo que foram adquiridos em sites especializados”, passando pela estruturação dos discursos, até o desenvolvimento estratégico da campanha.

Pelo que tudo indica, aquela tal militância virou coisa do passado, ou até mesmo folclore. Aqueles cabos eleitorais que disputavam palmo a palmo, de uma região, bairro e casa, levando os nomes dos seus candidatos, não são mais como os de antigamente.

Segundo informações de fontes ligadas aos bastidores da corrida eleitoral e de acordo com o “Aracuã do Pantanal”, a preferência pela divulgação das ações nas redes sociais, em grande quantidade, sem se importar com o critério da qualidade, está tomando o espaço do corpo a corpo, para determinados candidatos, que hoje seguem a tendência de mostrar vídeos engraçados, aos moldes dos youtubers, buscando um público mais jovem, deixando em segundo ou terceiro plano, as tradicionais apresentações de projetos e propostas no antigo olho no olho.

É fato afirmar sobre o período de mudança, quando se refere em diretrizes de campanha eleitoral, o momento vai deixar claro sobre quais ações são bases e os complementos, prioridades e acessórios, porém, de momento, mais parece que tanto lado A, B e C estão ponderados, cautela seria a palavra de ordem, não se arriscam com medo de errar, mas vai que acerta.

De acordo com o “Aracuã do Pantanal”, a audácia do investimento em emoção, será decisivo neste momento denominado de marasmo, só resta às equipes identificarem onde, como fazer, o quando, já está atrasado.

 

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Política

Zé Medeiros pede impeachment de Zanin por prorrogação do horário de votação

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O deputado federal e senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), encaminhou nesta segunda-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. A iniciativa questiona a decisão do magistrado de estender até as 19h o horário de votação nas eleições do último domingo (25).

Na representação, Medeiros solicita que o Senado analise se o pedido reúne os requisitos para tramitar e apure os fundamentos jurídicos da decisão, além das circunstâncias em que a medida foi adotada e de seus efeitos sobre o processo eleitoral.

O parlamentar também questiona a abrangência nacional da determinação, uma vez que a reclamação apresentada ao STF estava relacionada a dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

A decisão de Zanin foi tomada após uma solicitação relacionada à falta de transporte público suficiente para o deslocamento de eleitores. A determinação inicial estendeu o horário de votação para todo o país. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a prorrogação deveria valer apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.

Entre os pontos levantados por Medeiros está o intervalo entre a chegada do caso ao Supremo, às 16h32min49s, e o encerramento regular da votação, previsto para as 17h. O deputado pede acesso à íntegra do processo e aos documentos que embasaram a decisão.

A representação também solicita registros de comunicação entre o STF, o TSE e os tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de esclarecer a sequência dos acontecimentos e como a determinação foi transmitida e executada.

Segundo Medeiros, a iniciativa busca garantir que os fatos sejam examinados pelo Senado. O parlamentar afirma que o pedido não representa uma conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade do ministro e defende que a análise seja feita com base em critérios técnicos e jurídicos.

O encaminhamento da representação não significa que o impeachment tenha sido aceito ou que haja condenação de Zanin. O prosseguimento depende da análise dos requisitos legais e dos procedimentos cabíveis no Senado Federal.



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