“Sem conexão”

Inviabilidade aumenta crise no MDB em MT

Choques de interesses geram incompatibilidade entre as lideranças tradicionais e contemporâneas nesta eleição.

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Política

Foto: Assessoria/Divulgação

Está sendo visto como praticamente um embate exclusivo, envolvendo o tradicional grupo do deputado federal, Carlos Bezerra (MDB), contra a deputada estadual, Janaina Riva (MDB) e seus apoiadores, quando o assunto é disputa pelo Senado da República.

Se por um lado tem a questão de familiaridade, envolvendo a deputada com o sogro, senador Wellington Fagundes (PL), candidato à reeleição para o Senado da República, por outro tem o compromisso de Carlos Bezerra em apoiar a candidatura do também, deputado federal, Neri Geller na disputa pela única vaga disponível para Mato Grosso, nesta eleição.

Como a disputa para governo do estado, está praticamente consolidada entorno da reeleição do governador, Mauro Mendes, o grande embate é sobre a única vaga para o Senado da República, com vários candidatos, porém o protagonismo ficou por conta de dois nomes, que de acordo com fontes ligadas aos bastidores e de acordo com o “Aracuã do Pantanal”, são representados por grupos bem distintos, um liderado pelo ex-governador, ex-ministro, ex-senador, Blairo Maggi e o outro pelo senador, Jayme Veríssimo de Campos.

Dados de bastidores apontam que essa disputa do Senado é um verdadeiro divisor de águas, referente ao grupo político mais influente e poderoso no estado, que só será decretado com apresentação do vencedor, no caso de Neri Geller com Blairo Maggi, por outro lado, Wellington Fagundes, apoiado por Jayme Campos.

“Neri X Wellington”, o protagonismo de um embate que vai fazer história na política do estado, já que a consagração de um, será praticamente o veredito final de outro na vida pública.

Wellington duas de décadas exercendo cargos públicos, já mostrou a que veio, seja como deputado federal ou senador, o povo tem mais dúvida sobre suas capacidades e do que ele é capaz.

Neri Geller, tem apenas quatro anos, no seu primeiro mandato de deputado federal, apenas 10% de vida pública do seu concorrente.

Se por um lado Neri está sendo bem recebido em sua nova “casa”, com inúmeras declarações de apoios, por outro, Wellington enfrenta críticas, contradições e cobranças das atitudes, daqueles que devido ao grupo, teriam tudo para o apoiar.

Pelo que tudo indica, o excesso de confiança na influência externa, está prejudicando as conquistas internas e desenhando o resultado dessas eleições.

 

 

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Zé Medeiros pede impeachment de Zanin por prorrogação do horário de votação

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O deputado federal e senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), encaminhou nesta segunda-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. A iniciativa questiona a decisão do magistrado de estender até as 19h o horário de votação nas eleições do último domingo (25).

Na representação, Medeiros solicita que o Senado analise se o pedido reúne os requisitos para tramitar e apure os fundamentos jurídicos da decisão, além das circunstâncias em que a medida foi adotada e de seus efeitos sobre o processo eleitoral.

O parlamentar também questiona a abrangência nacional da determinação, uma vez que a reclamação apresentada ao STF estava relacionada a dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.

A decisão de Zanin foi tomada após uma solicitação relacionada à falta de transporte público suficiente para o deslocamento de eleitores. A determinação inicial estendeu o horário de votação para todo o país. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a prorrogação deveria valer apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.

Entre os pontos levantados por Medeiros está o intervalo entre a chegada do caso ao Supremo, às 16h32min49s, e o encerramento regular da votação, previsto para as 17h. O deputado pede acesso à íntegra do processo e aos documentos que embasaram a decisão.

A representação também solicita registros de comunicação entre o STF, o TSE e os tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de esclarecer a sequência dos acontecimentos e como a determinação foi transmitida e executada.

Segundo Medeiros, a iniciativa busca garantir que os fatos sejam examinados pelo Senado. O parlamentar afirma que o pedido não representa uma conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade do ministro e defende que a análise seja feita com base em critérios técnicos e jurídicos.

O encaminhamento da representação não significa que o impeachment tenha sido aceito ou que haja condenação de Zanin. O prosseguimento depende da análise dos requisitos legais e dos procedimentos cabíveis no Senado Federal.



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