“Salve-se quem puder”
2ª semestre promete implosão entre os legislativos e executivos em MT
É uma missão quase impossível ter harmonia entre as Câmaras Municipais e as Prefeituras em ano de eleição.
Política
Que os compromissos do passado interfiram no presente é inevitável, já que muitos vereadores foram eleitos de forma independente do candidato a prefeito (a) na época, tem aqueles da oposição, como também os que não concordam com os caminhos escolhidos pelo chefe do executivo municipal.
Tem muita gente afirmando que política é igual nuvem em período de chuva em Mato Grosso, refere-se as constantes mudanças de algumas peças na corrida eleitoral, que insistem na estratégia da conformidade, conveniência, trabalhando em benefício apenas do próprio umbigo, aqueles apontados como individualistas, egoístas e oportunistas.
Há também, aqueles que por serem detentor do mandato de prefeito (a), o chefe do poder executivo municipal, acham que são os senhores feudais, aqueles que tudo podem, o ditador, que manda, os “professores de Jesus Cristo”, que em hipótese alguma pode ser contrariado.
Independete da cidade, seja da região norte ou sul de Mato Grosso, a semelhança com alguns fatos não é mera coincidência, pelo contrário, os calorosos embates têm dia, local e hora para começar, no retorno das atividades do poder legislativo municipal, já que nem todo vereador vai seguir as diretrizes da Prefeitura, mostrando que é um momento decisivo, seja para o desenvolvimento regional, aos resultados da eleições de 2022, e principalmente, para a criação ou fortalecimento dos grupos que vão disputar as eleições de 2024.
Segundo informações de fontes ligadas aos bastidores da política, e de acordo com o “Aracuã do Pantanal”, os embates nos municípios já são esperados, porque vários candidatos disputam os votos, que diretamente ou indiretamente, são ligados naqueles que vivenciam o dia a dia nas comunidades, como vereadores e secretários municipais, pessoas essas, que geralmente pretendem dar progressão na vida pública ou ingressar em algum cargo eletivo, desta forma, a busca pelo espaço de cada um requer rompimento de uma lado, agrupamento de outro, ações que nem sempre vão de acordo com os planos dos chefes municipais, pelo contrário, na maioria dos casos, seguem em rota de colisão.
Desta forma, é correto afirmar, que logo após as confirmações das convenções partidárias, que tem a previsão de ser até o próximo dia 05.08.22, os holofotes devem mudar para os municípios, já que aqueles candidatos que tiver maior e melhor formação de grupo, teoricamente terá as maiores chances de saírem vitoriosos em outubro.
Vale ressaltar, que essa disputa eleitoral se encerra em outubro, e para os municípios, ainda terão mais dois anos de mandatos, política é política, amizade e negócios, geralmente seguem à parte.
Política
Zé Medeiros pede impeachment de Zanin por prorrogação do horário de votação
O deputado federal e senador eleito por Mato Grosso, Zé Medeiros (PL), encaminhou nesta segunda-feira (26) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um pedido de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. A iniciativa questiona a decisão do magistrado de estender até as 19h o horário de votação nas eleições do último domingo (25).
Na representação, Medeiros solicita que o Senado analise se o pedido reúne os requisitos para tramitar e apure os fundamentos jurídicos da decisão, além das circunstâncias em que a medida foi adotada e de seus efeitos sobre o processo eleitoral.
O parlamentar também questiona a abrangência nacional da determinação, uma vez que a reclamação apresentada ao STF estava relacionada a dificuldades no transporte de eleitores em municípios da Bahia, incluindo Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas.
A decisão de Zanin foi tomada após uma solicitação relacionada à falta de transporte público suficiente para o deslocamento de eleitores. A determinação inicial estendeu o horário de votação para todo o país. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esclareceu que a prorrogação deveria valer apenas para as seções eleitorais que ainda não haviam encerrado a votação, sem reabrir urnas já fechadas.
Entre os pontos levantados por Medeiros está o intervalo entre a chegada do caso ao Supremo, às 16h32min49s, e o encerramento regular da votação, previsto para as 17h. O deputado pede acesso à íntegra do processo e aos documentos que embasaram a decisão.
A representação também solicita registros de comunicação entre o STF, o TSE e os tribunais regionais eleitorais, com o objetivo de esclarecer a sequência dos acontecimentos e como a determinação foi transmitida e executada.
Segundo Medeiros, a iniciativa busca garantir que os fatos sejam examinados pelo Senado. O parlamentar afirma que o pedido não representa uma conclusão antecipada sobre eventual responsabilidade do ministro e defende que a análise seja feita com base em critérios técnicos e jurídicos.
O encaminhamento da representação não significa que o impeachment tenha sido aceito ou que haja condenação de Zanin. O prosseguimento depende da análise dos requisitos legais e dos procedimentos cabíveis no Senado Federal.
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