"Emprego e Renda"
Primeiro curso oferecido a moradores da comunidade rural Umuarama incentiva pequenos agricultores
A presidente da Associação destaca ainda a importância de ter a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) como parceira da comunidade.
Economia
Seguindo o intuito de levar mais oportunidades para quem escolheu viver no campo, mais um curso – desta vez de panificação artesanal – oferecido por meio de parceria da Prefeitura de Várzea Grande com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (SENAR-MT) e com o Sindicato Rural de Nossa Senhora do Livramento – foi encerrado nesta semana, com 13 moradores das comunidades rurais Umuarama e São José (a cerca de 25 km do perímetro urbano de Várzea Grande).
De acordo com o instrutor, José Aleixo, os alunos aprenderam a fazer pães, bolos, salgados fritos e assados, massas de pizza e de macarrão, sequilhos. “Todas as participantes estavam muito animadas e prestativas. Aproveitamos muita coisa daqui, como mandioca e frango para fazer massa e recheio”, afirma. Para a realização do curso, o Senar-MT disponibilizou toda a estrutura, como gás, ingredientes das receitas, material didático e uniforme.
Geisiane de Arruda Campos Almeida, presidente da Associação de Produtores Rurais do Umuarama e São José, conta que fundou a entidade há três meses com o intuito de fortalecer a atividade rural e incentivar as pessoas a se manterem no campo. Para ela, fazer um curso pela primeira vez na comunidade é uma forma de alcançar o objetivo.
“Este é o primeiro curso que nós conseguimos trazer para o Umuarama. Vai ser bom para agregar valor porque, futuramente, estamos pensando em abrir uma feira. Para nós é bom porque é uma renda que vamos obter. O curso é um incentivo maior pra gente porque às vezes a gente tem a vontade, mas não tem a oportunidade. E a Prefeitura dá essa oportunidade pra gente”, afirma.
A presidente da Associação destaca ainda a importância de ter a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEMMADRS) como parceira da comunidade. “Eles estão trazendo esse suporte. O veterinário vem aqui fazer visita, coisa que nunca teve. Eles são bem empenhados em ajudar, ligam todo dia para saber se estamos precisando de alguma coisa porque se precisar eles vão nos apoiar e ajudar a gente. Eles são bem atenciosos”, elogia, adiantando que, em breve, outros cursos do Senar serão levados para os moradores da região, como de apicultura, inseminação artificial, corte e costura e plantas medicinais.
Conforme o secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural Sustentável, Célio Santos, é com uma atuação próxima das famílias do campo e com parcerias que a Pasta já conseguiu realizar mais de 50 capacitações neste ano. “Seguindo a orientação do prefeito Kalil Baracat, estamos desenvolvendo cursos nas comunidades, mesmo aquelas mais distantes, para que as pessoas possam agregar valor nos seus produtos, o que tem trazido muitos resultados positivos. O objetivo é possibilitar que essas pessoas possam sobreviver dentro de suas propriedades, evitando o êxodo rural no nosso município”, explica o secretário.
Para Ivanete Pereira da Cruz Oliveira, que trabalha com produção e venda de salgados há 6 meses, desde que se mudou para a zona rural, o curso de panificação artesanal foi uma oportunidade para aprimorar sua técnica. “Vendo aqui e na cidade também pães, tortas, salgados, pizzas… Tento fazer o melhor. Eu já fiz vários cursos e gostei desse, onde aprendi a fazer, por exemplo, o pão de torresmo. A cada curso que faço eu aprendo uma coisa diferente, eu tenho um aproveitamento”, afirma.
Já para a aposentada Adelaide de Oliveira Bastos, 70, que sempre trabalhou na roça e pela primeira vez realizou um curso, a atividade foi uma forma que encontrou de se manter ativa. “O curso foi maravilhoso! Principalmente para mim que estou de idade e não posso ficar parada. Se a gente ficar parada, o cérebro começa a parar. Eu gostei do curso e, se eu conseguir arrumar o carro, posso vender os salgados num ponto que eu tenho lá em Várzea Grande”, comenta.
Economia
Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês
As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.
“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.
Gasolina e etanol
Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.
Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.
As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.
Subsídio ao diesel
Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.
O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.
Custo total
Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.
Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.
Recursos
O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.
“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.
A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.
O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.
Alta do petróleo
Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.
“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.
O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.
Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.
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