“Eleição ou realidade”
Gasolina comercializada na casa de R$ 5.40 e etanol abaixo de R$ 4.00
Coincidência ou não, os valores dos combustíveis estão sendo reduzidos com a aproximação de outubro.
Economia
Para boa parte da população, mais está parecendo uma ilusão de ótica, a redução no valor cobrado pelos combustíveis, após um longo período de constantes aumentos, um encima do outro, com a gasolina sendo comercializada entre R$ 8.00 e o etanol chegou a R$ 7.00 na região do Vale do Rio Cuiabá.
Durante as últimas duas semanas, os motoristas se depararam com a inversão do cotidiano no mercado, os preços começaram a reduzir, hoje já possível comprar gasolina na média de R$ 5.50 e o etanol a R$ 3.50 por litro.
A redução dos valores chegou na hora certa, os motoristas já estavam abandonando seus veículos nas garagens, os impactos eram vistos em vários setores, que subiram os preços de praticamente tudo, devido os constantes aumentos dos combustíveis.
Os valores eram considerados abusivo, consequentemente, os reflexos negativos acenderam o sinal de alerta em várias esferas, do mais simples com os consumidores que pagavam pelo combustível nas bombas, até nos mais complexos, dando a largada em uma verdadeira corrida empresarial, na produção de veículos equipados de motores elétricos, com preços mais acessíveis.
Se por um lado existe a questão da crise mundial, provocada pela pandemia do coronavírus, que supostamente provocou a crise mundial do petróleo, por outro, existem aqueles que defendem a independência da produção brasileira, afirmando que o país é autossuficiente, tendo todas as condições de atender o mercado consumidor interno, independente da cotação em moeda estrangeira, a não ser que os interesses sejam outros, menos o do povo brasileiro.
“Etanol é uma exceção no estado de Mato Grosso, que é um dos maiores produtores do combustível no mundo, assim, não justificava por nenhuma causa, circunstância ou razão, ser comercializado na região com tanto milho, cana e usinas, no valor de R$ 4.00 por litro”.

Foto:TRE-MT
O mercado consumidor agradece, a redução no preço dos combustíveis, que tendência o aquecimento na economia, muita gente já voltou a encher e tanque e andar muito mais do que estava andando, a esperança é que a sequência desta redução não seja apenas uma questão eleitoreira, e em outubro, após a eleição, o sonho volta a posição do pesadelo, de gasolina a R$ 8.00.
Economia
Ministro chama tarifa dos EUA de “indevida” e promete reação
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como “indevida” a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que a medida se baseia em argumentos que “não são reais”.

Segundo ele, o governo brasileiro buscará reverter a decisão por meio de negociações, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade.
A alíquota entra em vigor nesta sexta-feira (24) e, para parte das exportações brasileiras, será somada à tarifa de 25% que começou a valer nesta semana.
Brasil contesta
Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil possui uma política consolidada de combate ao trabalho escravo e rejeitou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos.
“O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona nem apoia essa prática e, mais do que isso, tem compromisso com os direitos humanos e com o trabalho digno”, declarou o ministro em entrevista coletiva esta noite.
Para o ministro, a nova tarifa foi construída sobre uma premissa equivocada.
“É uma tarifa indevida, baseada em fatos que não são reais”, acrescentou.
Setores afetados
Apesar de uma extensa lista de produtos isentos das novas tarifas, o ministro afirmou que diversos setores da indústria brasileira serão atingidos pela cobrança acumulada de 37,5%.
“Lamentavelmente, muitos setores estarão sujeitos à dupla tributação, à dupla taxação, como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos que não sejam farmacêuticos. Para esses, infelizmente, a tarifa passa a ser de 37,5%”, destacou.
Segundo o MDIC, produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas permanecem fora tanto da tarifa de 25% quanto da nova sobretaxa de 12,5%.
Ao todo, cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos ficaram isentos das duas medidas.
O MDIC informou que ainda não existe ainda uma lista completa dos produtos que sofrerão dupla tarifação. Segundo a pasta, o governo continuará nos próximos dias a fazer o levantamento de todos os itens afetados simultaneamente pelas sobretaxas de 25% e de 12,5%.
Negociação primeiro
O ministro afirmou que o governo brasileiro continuará priorizando o diálogo com Washington para tentar reverter as tarifas.
Ao mesmo tempo, ressaltou que o país não abrirá mão dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada neste ano para permitir resposta a medidas comerciais consideradas injustificadas.
“O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira e os interesses do Brasil”, disse.
Segundo ele, a adoção de eventuais medidas dependerá da evolução das negociações.
“O momento e a forma de fazê-lo é que o tempo vai determinar. É óbvio que o interesse primário é negociar. É óbvio que o objetivo é evitar e afastar essas tarifas, porque elas são extremamente injustas e muito danosas”, afirmou.
Próximos passos
De acordo com Márcio Elias Rosa, a prioridade do governo neste momento é apoiar os setores mais afetados pelas tarifas, ampliar a busca por novos mercados e preparar a estratégia jurídica e diplomática do Brasil.
O ministro informou que o governo pretende retomar as conversas com as autoridades americanas no próximo mês, após concluir o levantamento dos impactos da nova medida sobre as exportações brasileiras.
Enquanto isso, empresas atingidas poderão contar com recursos do programa Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro, investimentos, inovação e abertura de novos mercados.
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