“Mais em Conta”

Etanol volta a ser o mais atrativo dos combustíveis em MT

Mesmo o estado sendo um dos maiores produtores de etanol do país, o produto é considerado cara pelos consumidores.

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Economia

Desde o final da semana passada, que o combustível etanol voltou a ser comercializado abaixo dos R$ 4.00, em alguns postos de combustíveis de Cuiabá e Várzea Grande.

A redução no valor cobrado por litro, mesmo em poucos dias já movimentou o mercado, porque a gasolina está sendo vendida entre R$ 6.86 a R$ 7.50 e o óleo diesel, entre R$ 7.00 e R$ 8.00.

“Mesmo sendo um dos maiores produtores do combustível no Brasil, seja derivado de cana de açúcar ou de milho, os consumidores de Mato Grosso, ainda pagam pelo valor semelhante de outras regiões, o que para muitas pessoas é uma questão da falta de políticas públicas, voltada em atender a demanda a população local”.

Com valor mais barato, sendo que alguns postos estão vendendo o etanol a R$ 3,85 por litro, as filas são constantes, aqueles consumidores que antes estavam abastecendo o mínimo, ou apenas o necessário, hoje já começa a encher o tanque de combustível, mostrando para o cenário econômico, que mesmo mais em conta, além de não perder, resulta em acréscimo na arrecadação.

De acordo com o microempresário, José Maria, o combustível mais barato não significa apenas alívio no bolso do consumidor, ele fomenta a economia de várias regiões, já que as pessoas terão condições de andar mais, conhecer outros locais, entre outras situações.

“O combustível mais barato movimenta uma cadeia toda da economia, de óleo do motor, a mão de obras dos mecânicos, os vendedores de peças, pneus, o lava jato. Com o combustível mais caro, as pessoas estavam buscando outras alternativas de locomoção, travando um mercado todo, mas agora, a geração de emprego e renda volta a aquecer neste seguimento automotivo”, disse José Maria.

Pelo que tudo indica, a tendência do mercado encontrou o caminho que vai de encontro com as demandas da população, o povo só espera que não seja apenas uma triste coincidência com o período eleitoral.

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Economia

BC diz que estabilidade financeira não está em risco

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O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (27) que “não vê risco relevante” para a estabilidade financeira do país, apesar da piora dos indicadores de crédito das famílias.

Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira referente ao primeiro semestre de 2026, o sistema financeiro continua com níveis confortáveis de capitalização e liquidez, além de capacidade de resistir a cenários adversos.

O documento mostra que os ativos problemáticos das famílias, indicador que reúne operações com atraso ou sinais de dificuldade de pagamento, aumentaram e atingiram o maior nível desde 2012 na maioria das modalidades de crédito.

De acordo com o BC, a inadimplência foi o principal fator responsável por esse movimento.

A autoridade monetária também informou que o comprometimento da renda das famílias com o pagamento de dívidas alcançou o maior nível dos últimos 21 anos.

As estimativas do banco apontam que a pressão sobre a capacidade de pagamento dos consumidores deve continuar ao longo do segundo semestre.

Resiliência

Apesar desse cenário, o BC avalia que o Sistema Financeiro Nacional permanece resiliente. As provisões constituídas pelas instituições financeiras seguem compatíveis com as perdas esperadas, enquanto os testes de estresse de capital e de liquidez indicam que os bancos mantêm capacidade de enfrentar cenários econômicos adversos.

O relatório aponta ainda desaceleração do crédito para famílias e empresas, em linha com os juros elevados e a atividade econômica mais moderada. Segundo o BC, as instituições financeiras também vêm demonstrando maior cautela na concessão de empréstimos.

Confiança

Pesquisa feita pela autoridade monetária mostra que 73% das instituições financeiras consultadas estão muito ou totalmente confiantes na resiliência do sistema.

As principais preocupações apontadas foram o risco fiscal e a possibilidade de aumento da inadimplência em um ambiente de juros elevados por um período prolongado.

Na avaliação do Banco Central, o aumento do endividamento de famílias e empresas exige cautela adicional na oferta de crédito. O órgão informou que estuda medidas voltadas aos segmentos de maior risco para reduzir situações de superendividamento e fortalecer a sustentabilidade do crédito no país.



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