Mato Grosso
Estado começa construção de 200 leitos no Hospital Metropolitano
Mato Grosso
Da redação
O Governo do Estado começou, nesta segunda-feira (23), as obras para construir 200 leitos no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande. A unidade será a referência estadual para atendimento dos casos graves de Coronavírus.
“Ao todo, a unidade ficará com 260 leitos, já que atualmente o local conta com outros 60 leitos”.
As cirurgias bariátricas, de ortopedia e demais procedimentos de alta complexidade que o Metropolitano realiza serão deslocadas para outras unidades, conforme a determinação do governador Mauro Mendes.
“O nosso desafio é fazer, no menor espaço de tempo possível, uma obra de mais de 200 leitos que serão construídos aqui. Esse hospital, dentro de poucas semanas, vai estar com capacidade para atender 260 pessoas que estiverem em situação grave”, afirmou o governador.
Mendes ressaltou que a unidade é ampliada para atender os casos graves e alertou que, para os casos mais amenos, a população deverá continuar a buscar as UPAs e policlínicas, de modo a não congestionar o sistema.
“Aqui serão somente os casos graves. Se Deus quiser, não ocorrerá. Mas se acontecer, o Governo do Estado estará aqui trabalhando para criar, em tempo recorde, mais 200 leitos para tratar pessoas que eventualmente possam ter casos graves relacionados ao Coronavírus”, explicou.
A previsão é que a obra seja finalizada em no máximo duas semanas. Durante todo o final de semana, o governo esteve reunido com engenheiros e a construtora para que fosse feito o projeto e alternativas mais rápidas, no caso de materiais, para a execução da obra.
Além dessa obra, o Governo já suspendeu todas as cirurgias eletivas nos hospitais regionais para ampliar a capacidade de atendimento dos casos de coronavirus.
Foto: Governo do Estado.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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