Mato Grosso

Médica alerta que remédio para malária não combate o coronavírus

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Mato Grosso

Da Redação 

A informação de que medicamentos para malária estão sendo usados para tratamento de pessoas contaminadas pelo coronavírus provocou uma verdadeira corrida às farmácias e desabastecimento. Entretanto, especialistas alertam sobre os riscos que esse tipo de medicamento pode provocar sendo usado de forma indiscriminada, sem orientação. A médica da família Sônia Bernardo afirma que a maior preocupação é com uma arritmia cardíaca que os médicos podem não conseguir reverter. 

A Anvisa chegou a publicar uma nota sobre os medicamentos que contêm hidroxicloroquina e cloroquina para o tratamento da Covid-19. A agência esclarece que esses medicamentos são registrados para o tratamento da artrite, lúpus eritematoso, doenças fotossensíveis e malária. Destaca que, apesar de promissores, não existem estudos conclusivos que comprovam o uso desses medicamentos para o tratamento da Covid-19. Portanto, não há recomendação da Anvisa, no momento, para a sua utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação pelo novo coronavírus. “A automedicação pode representar um grave risco à sua saúde”, ressalta.

A médica Sônia Bernardo enfatiza que aparecendo sintomas da gripe, que são comuns aos do coronavírus, a primeira atitude que se deve ter é tomar dipirona ou parecetamol, caso a pessoa tenha febre e dores pelo corpo. Ela enfatiza que a hidratação intensa é extremamente importante. No caso de secreção nasal, usar um spray. E, além disso, a médica aconselha as “receitas da vovó”. “Caldo de galinha e chá”, enfatiza. Entre os chás indicados pela médica estão erva-doce, erva-cidreira, hortelã, poejo, entre outros.

Com a adoção destas medidas, a médica destaca que é necessário apresentar uma melhora nas primeiras 24 horas. Caso isso não ocorra, é importante procurar atendimento médico. Ela alerta que o problema não é apenas o coronavírus, uma vez que diversas outras doenças continuam existindo, como as rinites, sinusites, bronquiolites, pneumonias, H1N1 e a própria dengue. “Existem todas essas possiblidades e é possível que a pessoa precise ser medicada, inclusive com antibiótico. Então, a orientação é fazer o isolamento social, a hidratação profunda, medicação com dipirona ou parecetamol em caso de febre e mialgia. Não melhorou em 24 horas, vai para avaliação médica”, Ressalta.

 

Foto:Ilustrativa 

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Mato Grosso

Webinar do MPMT promove reflexão sobre os desafios de envelhecer

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Com o objetivo de ampliar o debate sobre os impactos da longevidade e as transformações provocadas pelo envelhecimento populacional, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) realizará, no dia 1º de outubro, o webinar “A (difícil) decisão de envelhecer”. O evento ocorrerá de forma virtual, pela plataforma Microsoft Teams, com transmissão ao vivo pelo canal oficial do MPMT no YouTube, das 8h às 10h (horário de Mato Grosso).A iniciativa é da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT. A programação abordará temas como cuidado de longa duração, bem-estar social, políticas públicas para a população idosa, preconceito relacionado à velhice e os impactos econômicos e sociais decorrentes da nova realidade demográfica.Além de discutir questões já presentes no cotidiano de milhões de brasileiros, o webinar pretende lançar luz sobre temas que ainda recebem pouca atenção no debate público, como a dependência na velhice, a necessidade de redes de cuidado e a efetivação dos direitos das pessoas idosas. A proposta é estimular reflexões e contribuir para a construção de respostas mais efetivas por parte do Estado, das instituições e da sociedade diante de um fenômeno sem precedentes na história da humanidade.A palestra será ministrada pelo professor e pesquisador Jorge Félix, autor da obra “A (difícil) decisão de envelhecer: reflexões sobre longevidade, cuidado e bem-estar social”. Com base em estudos e evidências científicas, o especialista apresentará análises sobre temas como idadismo, aposentadoria, mercado de trabalho, inovações tecnológicas, dependência e os efeitos sociais e econômicos do envelhecimento populacional.A abertura será conduzida pelo procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular da Procuradoria Especializada. O evento terá como debatedor o promotor de Justiça Daniel Balan Zappia. O webinar é destinado a membros(as), servidores(as), estagiários(as), residentes e colaboradores(as) do Ministério Público, além do público externo interessado na temática. Haverá emissão de certificado aos participantes que preencherem o formulário de presença disponibilizado durante o evento.Sobre o palestrante – Jorge Félix é doutor em Ciências Sociais e mestre em Economia Política pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professor de Gerontologia da Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador especializado em envelhecimento populacional, foi pioneiro no Brasil nos estudos sobre a Economia da Longevidade (Silver Economy) e fundador do Centro de Estudos da Economia da Longevidade. Jornalista há mais de quatro décadas, também atua como apresentador e comentarista da TV Globo.Lançado em 2026 pela Editora Unicamp, o livro “A (difícil) decisão de envelhecer” reúne reflexões sobre os desafios de uma sociedade cada vez mais longeva. Em uma abordagem interdisciplinar e acessível, a obra trata de temas que vão da genética ao idadismo, da negação da velhice ao cuidado de longa duração, promovendo reflexões sobre bem-estar social, cidadania e garantia de direitos da população idosa.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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