“Churrasco para todo mundo”

Mais de dois mil bois congelados estariam por vencer em frigorífico de VG

Desde a chegada dos fiscais da China na região, que as cogitações tomaram conta do mercado da carne

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Economia

Foto: FLPA/John Eveson/Shutterstock

É alterar as atividades de todo setor, das fazendas, caminhoneiros, passando pelos frigoríficos, açougues, restaurantes, churrascarias, espetinho da esquina, até no cotidiano da dona de casa, que nos últimos tempos, teve que improvisar, fazer um verdadeiro malabarismo para colocar refeição na mesa, devido à alta no valor da carne bovina.

Nos últimos dias, desde os anúncios de suspeita de raiva animal, supostamente encontrado em gado da região, que os fiscais da China despencaram para Mato Grosso, colhendo amostras, fazendo diversas análises e embargando a exportação de vários lotes para o mercado chinês.

Foto: Alina Souza

Segundo informações de especialistas do setor, hoje, em apenas um dos frigoríficos que operam na “Cidade Industrial”, existe mais de duas mil cabeças de gado já abatido, congelados, pronto para exportação, porém, seriam lotes sob suspeitas, que estão com a contagem regressiva chegando ao limite, ou seja, teoricamente se não for transportado, terá que ser desossada para comercializar no mercado interno.

Foto: Iepec

Seguindo a “Lei da oferta e procura”, caso toda essa carne seja comercializada na região, a tendência é “churrasco de segunda a segunda-feira”, os açougues vão comprar e vender mais, as churrascarias terão mais clientes com as promoções, o almoço fora de casa vai ficar mais em conta, sem falar dos fazendeiros, que estão contabilizando prejuízos com o gado pronto para abate, mas ainda estão consumindo nas propriedades, e os caminhoneiros, “doidos” para recuperar o prejuízo por dias parados, sem fazer os transportes.

Foto: Paulo Francis

Assim, segue parte da cadeia produtiva do gado de corte na região, que gera milhares de empregos, movimenta milhões de reais, e uma baixa no valor do produto, modifica todo cotidiano da população.

Neste período de tantos aumentos, uma notícia sobre expectativa de redução no valor da carne bovina, será vista como alívio para o bolso do empresário, do trabalhador, que não está tendo condições de fecha a conta no final do mês.

“Algo de errado não está certo”, se apenas uma suspeita, resultando no embargo de alguns lotes de carne bovina, fomentando a comercialização do produto no mercado consumidor interno, pode alterar tanto o cotidiano da população com preço mais baixo, porque não tem políticas públicas neste seguimento, que venha verdadeiramente beneficiar a população? Pelo que tudo indica, o povo passivo beneficia a ganância de alguns.

 

 

 

 

 

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Governo buscará cumprir meta fiscal com diálogo, diz Durigan

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, assegurou, nesta terça-feira (27), em Brasília, que o governo federal vai discutir com agentes do mercado financeiro e do setor privado em geral medidas de ajuste que favoreçam o cumprimento da meta fiscal.

“Nosso compromisso é com a responsabilidade fiscal, com a estabilidade fiscal e isso vai ser buscado com diálogo”, disse o ministro a jornalistas ao chegar, nesta manhã, ao Ministério da Fazenda.

O ministro revelou que, na segunda-feira (26), entrou em contato com representantes do setor financeiro para tentar acalmar o mercado, um dia após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ser reeleito para mais quatro anos à frente do governo federal.

Sem fornecer mais detalhes, Durigan comentou que a equipe de governo já vem discutindo medidas de ajuste fiscal, incluindo a possibilidade de uma ampliação da fatia do Orçamento da União passível de ser contingenciada – medida que depende da aprovação do Congresso Nacional. 

“Já temos várias medidas sendo estudadas e algumas prontas”, revelou Durigan, explicando que as propostas em análise vão ser anunciadas em breve, com a autorização do presidente Lula, que, antes, quer definir os novos integrantes de sua equipe econômica.

“Estamos passando por um período de transição”, destacou o ministro, referindo-se ao período entre o anúncio do resultado do segundo turno das eleições presidenciais e o dia 5 de janeiro, quando Lula e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, serão reempossados.

“[Até lá] o presidente vai se sentar tanto com a equipe atual, quanto com a que ainda vai designar para o novo mandato, e definir os próximos passos concretos. Sabendo que já temos medidas prontas, como a busca pelo centro da meta, que vão ser tratadas com o Congresso Nacional em breve.”



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