"Compromisso"

Prefeitura de VG quita 16ª folha salarial dentro do mês trabalhado e empossa concursados

Município supera o desafio do equilíbrio financeiro em meio às incertezas econômica, mantém limite confortável com gastos de pessoal – mesmo garantindo direitos – e quita mais uma folha dentro do mês trabalhado, injetando quase R$ 35 milhões na economia local

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Economia

Foto: Secom-VG

A Prefeitura de Várzea Grande quitou ontem, dia 31, a 16ª folha salarial da gestão do prefeito Kalil Baracat (MDB) e empossa neste dia 1º de junho, os últimos de quase 3 mil aprovados no concurso público realizado em 2018, lembrando que áreas essenciais como Saúde, Educação e Social, empossaram alguns classificados, ou seja, além dos aprovados.

Mais uma vez, o pagamento ocorre dentro do mês trabalhado, pontualidade que garante o giro econômico de cerca de R$ 35 milhões antes mesmo da virada do mês.

O prefeito, que esteve reunido com sua equipe econômica, reafirmou o calendário salarial, que é elaborado todo início do ano e é rigorosamente cumprido. “Sabemos que esses recursos são bastante aguardados pelos servidores e pelas empresas e indústrias locais. Antes da virada do mês sabem que podem contar com essa capitalização dentro da cidade. Nossos servidores podem planejar seu orçamento doméstico sem qualquer receio de ‘furos’, já que o salário cai em conta sempre no último dia útil do mês. O salário em dia é uma forma de mitigar os efeitos da inflação em dois dígitos que corrói o poder de consumo”.

Kalil lembrou ainda que recentemente autorizou a convocação dos últimos aprovados no concurso público realizado em 2018 e já prepara a realização de novos concursos, como o da Guarda Municipal.

“Estamos dentro da lei e da ordem respeitando os limites de gastos com o funcionalismo público analisando e levantando impactos quanto a realização de novos concursos como da Guarda Municipal, até porque recentemente concedemos reajustes para todo o funcionalismo público municipal que variou entre 7% até 13,8% se considerarmos além do RGA, a elevação de todos os níveis da carreira do funcionalismo público municipal”, disse Kalil Baracat.

Na última sexta-feira, a prefeitura, por meio da secretaria de Gestão Fazendária, apresentou o balanço financeiro do Município neste primeiro quadrimestre de 2022. Os dados evidenciaram a eficiência dessa gestão na condução do orçamento público, excelência essa que garante investimentos, salários em dia e garantia de direitos aos servidores.

Ao tomar ciência de detalhes do Balanço Fiscal – a primeira parcial do ano – o prefeito destacou os avanços em área essenciais, “tudo isso porque, mês a mês estamos superando o desafio de manter o equilíbrio financeiro em momentos de incertezas e mais que pagar as contas em dia, geramos um superávit de mais de R$ 52 milhões. Os números comprovam o vigor da saúde financeira de Várzea Grande”, comemorou o prefeito Kalil.

O prefeito lembrou que não apenas os salários dos servidores são pagos dentro do prazo, como também outros compromissos de fornecedores, prestadores de serviços, empreiteiros entre outros.

Diante dos dados ainda, o prefeito ressaltou que embora haja adversidades no cenário macroeconômico, existe, dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF, uma posição bastante confortável de Várzea Grande. “Mesmo ampliando os gastos com a folha ao cumprir diretos dos servidores como pagamento do RGA e do nivelamento funcional, como prevê o Plano de Carreiras, Cargos e Salários de Várzea Grande, o nosso gasto com pessoal, incluindo a Administração Direta, quanto ao Departamento de Água e Esgoto (DAE) e o Instituto de Previdência (PREVIVAG), representa 42,71% da receita. O limite prudencial é de 51,30% e o teto de gastos, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), em 54%. Existe todo um esforço da gestão para garantir compromissos de campanha e manter o ritmo de investimentos”, pontuou o prefeito.

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Economia

Número de superendividados no Brasil cresceu 75% em cinco anos, diz BC

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O número de brasileiros em situação de endividamento de risco chegou a 20,3 milhões em junho de 2026, alta de 75% em cinco anos, informou nesta terça-feira (27) o Relatório de Estabiliadde Financeira do Banco Central (BC).

O contingente representa 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional. Diante do avanço do problema, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmou que a instituição pretende anunciar novas medidas para conter ofertas agressivas de crédito ainda este ano.

Principais números:

  • 20,3 milhões: brasileiros em situação de endividamento de risco;
  • 75%: crescimento do contingente entre junho de 2021 e junho de 2026;
  • 17%: participação dos devedores de risco no sistema financeiro;
  • 42%: comprometimento da renda com dívidas entre pessoas que ganham até dois salários mínimos;
  • 15%: parcela da renda dessa faixa comprometida com dívidas no cartão de crédito;
  • 18,6%: comprometimento total da renda entre quem ganha mais de dez salários mínimos.

BC prepara novas medidas

Segundo Galípolo, as próximas iniciativas devem priorizar consumidores que já utilizam o crédito rotativo do cartão ou apresentam atrasos significativos no pagamento das dívidas.

“Pretendemos adicionar medidas ainda este ano”, afirmou o presidente do BC. Ele destacou a preocupação com pessoas que já enfrentam juros elevados e dificuldades financeiras.

Galípolo também apontou o crescimento de modalidades de crédito sem garantia, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal não consignado, mesmo em um cenário de juros elevados.

“A preocupação que existe é nessas modalidades, em que estamos assistindo crescimento de maneira pouco sensível a preço”, disse.

Quem está em risco

Para classificar um consumidor como endividado de risco, o BC considera quatro critérios. É necessário atender a pelo menos dois deles:

  • Atraso superior a 90 dias no pagamento de parcelas de crédito;
  • Comprometimento de mais de 50% da renda mensal com dívidas;
  • Uso simultâneo de cheque especial, crédito pessoal sem consignação e crédito rotativo;
  • Renda restante, após o pagamento das dívidas, abaixo da linha de pobreza.

A classificação não significa que todos os 20,3 milhões de brasileiros estejam inadimplentes, mas indica maior vulnerabilidade financeira.

O relatório do BC mostra ainda que o comprometimento da renda com dívidas no cartão aumentou em todas as faixas salariais. Entre os que recebem até dois salários mínimos, grupo que reúne 61,2 milhões de pessoas, o comprometimento total chegou a 42% da renda em junho de 2026.

Regras para empréstimos

Na última sexta-feira (23), o Banco Central anunciou medidas para restringir ofertas inadequadas de crédito e ampliar a transparência na contratação de empréstimos.

Entre as mudanças, as instituições financeiras deverão oferecer mecanismos para bloquear publicidade e propostas ativas de crédito. Para consumidores considerados vulneráveis ou em risco de endividamento excessivo, as ofertas dependerão de autorização prévia, específica e inequívoca.

Nesses casos, as propostas deverão se limitar a alternativas que melhorem as condições financeiras do cliente, como renegociação e portabilidade, sem concessão de novos recursos.

As regras de bloqueio de ofertas entram em vigor em 31 de março de 2027. Outras medidas, previstas para julho do mesmo ano, incluem painéis digitais com informações sobre dívidas e limites para ofertas de empréstimos durante transações iniciadas pelo Pix.

As iniciativas buscam reduzir a contratação de crédito inadequado e evitar o agravamento do endividamento das famílias brasileiras.



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