"Ser Família Emergencial"

Beneficiários devem retirar o cartão na Secretaria de Assistência Social de VG

Dos 8.185 cartões foram entregues até o momento, 7.577, e estamos ainda com saldo de 608 cartões para concluirmos esse trabalho.

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Foto: Secom-VG

A prefeitura de Várzea Grande alerta os beneficiários do programa Ser Família Emergencial que até o momento não retiraram o novo cartão que dá acesso ao benefício, à procurar, o mais rápido possível, a sede da Secretaria Municipal de Assistência Social, antes que os mesmos sejam devolvidos à Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania.

Conforme o prefeito Kalil Baracat, o Município recebeu o repasse de 8.185 cartões do programa Ser Família Emergencial, no dia 9 de maio, e no dia 13 deu início a entrega dos cartões às famílias, cujas iniciais do nome começavam pela letra A, na própria sede do órgão. “Já nos dias 16, 17 e 18 de maio realizamos um grande mutirão no Cepac para atender as demais letras do alfabeto, e mesmo assim não atingimos a entrega de todos os cartões. Dos 8.185 cartões foram entregues até o momento, 7.577, e estamos ainda com saldo de 608 cartões para concluirmos esse trabalho”.

A secretária de Assistência Social, Ana Cristina Vieira, avisa que as equipes da Secretaria de Assistência continuam fazendo a entrega dos cartões na sede da Secretaria, por isso os beneficiários devem atentar aos prazos para a retirada do cartão que dá direito a esse benefício. “Ainda não fomos convocados pela Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania para devolvermos os cartões restantes, porém a partir do momento que formos acionados, estaremos fazendo a devolução dos mesmos, daí a necessidade de o beneficiário fazer a retirada do cartão”.

A coordenadora do Programa de Proteção Básica de Várzea Grande, Bernadete Miranda alertou para a necessidade de o beneficiário apresentar os seus documentos pessoais, para o recebimento do cartão. “Esses documentos são exigidos por isso é preciso que ele certifique toda a documentação antes de se dirigir ao local de entrega dos cartões, que neste período está sendo realizado na sede da secretaria de Assistência Social, das 8h às 17 horas, de segunda a sexta-feira”, completou.

O Ser Família Emergencial é um auxílio para famílias de baixa renda que passam dificuldades por conta da pandemia da covid-19. A ação do Governo do Estado beneficia mais de 100 mil famílias em todos os municípios com a transferência de renda. O auxílio financeiro foi implementado pelo governador Mauro Mendes, após pedido da primeira-dama Virginia Mendes, e conta com o apoio da primeira-dama de Várzea Grande, a promotora de Justiça, Kika Dorilêo Baracat.

O programa foi criado para ter duração de três meses, mas foi prorrogado para cinco meses (de maio a setembro de 2021). As famílias recebiam R$ 150 por mês. A partir de outubro de 2021, o Ser Família Emergencial se tornou lei (602/2021), permitindo a ampliação do programa para até dezembro de 2022. As famílias passam a receber auxílio de R$ 200 a cada dois meses.

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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá bloquear gastos não obrigatórios para cumprir os limites de despesas do arcabouço fiscal.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.



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