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Efeito coronavírus: Júlio Campos defende adiamento da eleição suplementar

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Mato Grosso

Da Redação

O ex-governador Júlio Campos, que também é candidato ao Senado Federal, defende o adiamento da eleição suplementar, marcada para o próximo dia 26 de abril de 2020, com objetivo de proteger a população, durante este período de pandemia do coronavírus.

Entre os candidatos considerados privilegiados, por terem seus nomes popularmente conhecidos, Júlio Campos até poderia defender a manutenção da data eleitoral definida, 26 de abril, já que o adiamento irá beneficiar diretamente aqueles candidatos que possuem condições e precisam de tempo para voar o estado todo, com objetivo de massificar o nome.

Para o candidato Júlio Campos, o adiamento da eleição suplementar é uma forma de preservar a população mato-grossense, já que para fazer uma campanha, é fundamental que sejam realizadas diversas reuniões, que naturalmente cria um aglomerado de pessoas, colocando assim, a saúde de várias pessoas em risco.

“O governo do estado já defende o adiamento, nos últimos dias, o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta esteve reunido com ministros do Supremo Tribunal Federal, para debater sobre o adiamento da eleição suplementar”, explicou Campos.

Desta forma, Júlio Campos disse: “temos que colocar os interesses da população à frente das questões políticas”.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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