“Desde 1991 na Política”
“De inovação a vilão”: urna eletrônica agora é colocada à prova
Após várias décadas se apropriando da “eficiência”, nesta eleição a urna eletrônica é colocada em dúvida
Política
Com objetivo de acabar com as supostas fraudes dos votos em papel, e agilizar na contagem, a urna eletrônica foi implantada no Brasil em 1996, desde então, as eleições foram realizadas de forma que a população fica sabendo dos resultados no mesmo dia, em poucas horas.
Diante desta tecnologia, apontada como eficiente e inviolável por cerca de 26 anos, agora, porque causa, circunstância ou razão, existem políticos levantando suspeitas sobre a veracidade do equipamento, se boa parte deles já foram eleitos várias vezes, por eleitores que utilizaram da urna eletrônica para expressar seu voto.
Em Mato Grosso mesmo, existe liderança que vive da política desde 1991, quando assumiu seu primeiro mandato, passando por várias eleições, sendo eleito consecutivamente, disputa pós disputa, com o eleitor utilizando da urna, e só agora, mais de 20 anos depois, que levanta suspeita, divulgado que até fiscais para acompanhar o desenvolvimento eleitoral serão contratados.
Poderia ser considerado salutar, se a decisão fosse tomada desde o princípio, no século passado, mas agora, diante da situação, só porque é um posicionamento do presidente da República? O ato mais apresentou características de conivência, por uma questão de oportunismo, do que a busca pela veracidade dos fatos.
Para determinados políticos, o cenário eleitoral parece que se assemelha ao cotidiano do camaleão ou polvo, as mudanças são de acordo com as necessidades de sua sobrevivência e manutenção no poder, com atos populistas, se esquecendo das ações que vão de encontro com as necessidades da população.
Esse tipo de político, só esquece que a evolução no sistema eleitoral com as urnas eletrônicas, foi acompanhada pelas ferramentas de comunicação, que insiste em lembrar e propagar, as ações de muita gente que ainda aposta na tal memória curta do brasileiro.
Se o povo esquece, as redes sociais lembram, não adianta agora, nesta altura do campeonato, falar que está do lado de lá, mas o comportamento sempre foi do lado de cá. Do que adianta agradar o líder, sem combinar nada com eleitor. (Algo de errado não está certo).
Política
Max Russi reúne multidão em lançamento e ganha projeção para 2030
O deputado estadual Max Russi (Podemos) deu a largada oficial à campanha pela reeleição à Assembleia Legislativa de Mato Grosso em um ato que reuniu mais de 5 mil pessoas na noite de quarta-feira (9), na Musiva, em Cuiabá. O evento reuniu apoiadores de diversas regiões do Estado e também importantes lideranças políticas.
Atual presidente da Assembleia Legislativa, Max teve ao seu lado no palanque o ex-governador Mauro Mendes (União) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que disputa uma das duas vagas de Mato Grosso ao Senado. A presença dos dois reforçou o peso político do evento e a articulação construída em torno da candidatura do parlamentar.
Durante o discurso, Janaina lembrou que Max chegou a ser cotado para disputar o Governo de Mato Grosso nas eleições deste ano. “Neste ano, o Max Russi seria o governador de Mato Grosso. Não deu para ser dessa vez”, afirmou.
A deputada, porém, já projetou o futuro político do aliado e declarou esperar que ele entre na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2030. “Eu sei que Deus vai me abençoar com o apoio de vocês, eu serei senadora e, em 2030, Max, eu vou estar aqui para te ver governador de Mato Grosso”, disse Janaina.
Além da projeção para a próxima eleição estadual, Janaina também sinalizou apoio à permanência de Max no comando da Assembleia. Ela afirmou que, caso o MDB consiga eleger quatro ou cinco deputados estaduais, a bancada deverá apoiar Russi para continuar na presidência da Casa. “Se nós elegermos quatro, cinco estaduais, todos vão votar no Max para presidente da Assembleia Legislativa”, declarou.
Max foi eleito presidente da ALMT para o biênio 2025-2027. Para continuar à frente do Legislativo, entretanto, precisará primeiro renovar o mandato nas urnas e, posteriormente, construir maioria entre os deputados eleitos para a próxima legislatura.
Com a Musiva lotada e a presença de aliados de diferentes regiões, o lançamento consolidou a largada eleitoral de Max Russi e também expôs um movimento político que vai além de 2026, com aliados já colocando o deputado entre os nomes que podem disputar o Governo de Mato Grosso em 2030.
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