“Racha”
Lideranças Bolsonaristas seguem na contramão rumo as eleições em MT
Wellington, Barbudo, Victorio entre outros desafinam e não seguem o mesmo tom
Política
No mundo da política não dá para fingir que serve dois líderes, pelo contrário, aquele que não tomar partido, e pertencer a um grupo, segue o caminho do “caititu fora do bando e vira comida de onça”, assim é um partido rachado pelas suas lideranças, com cada um pendendo para lados opostos, como vem mostrando o senador Wellington Fagundes (PL) e o deputado federal, Nelson Barbudo (PL).
De acordo com os acontecimentos dos últimos dias, as informações publicadas nas redes sociais do ex-deputado federal, Victorio Galli (PTB), mostram o verdadeiro racha entre as lideranças dos partidos, que apoiam os pré-candidatos, seja o governador do estado, Mauro Mendes e o presidente, Jair Bolsonaro.

Foto: Agência Senado
“A incompatibilidade entre as lideranças podem atrapalhar a viabilidade política de Bolsonaro em Mato Grosso”.
Neste caso, o presidente teria chamado a sua base no estado, para que tomassem postura de apoiadores, ou que no mínimo, não atrapalhassem o desenvolvimento das ações do governo do estado. Pronto, o mal-estar foi criado, entre a ala que já está apoiando os projetos de reeleição, contra os duvidosos e revoltados.
Como as ações e declarações, na sua maioria foram divulgadas nas redes sociais, um verdadeiro constrangimento foi criando entre várias lideranças, que de momento estão se evitando, mostrando o racha no grupo.

Foto: Mayke Toscano Secom MT
Não é de hoje que o nome do senador, Wellington Fagundes vem causando alvoroço no cenário da disputa eleitoral, pelo contrário, até quando estava totalmente enfraquecido, com a população cogitando uma possível disputa para deputado federal, buscando neste caminho uma forma de permanecer na vida pública, ele agitava os bastidores. Agora, depois da filiação e apoio do presidente, Jair Bolsonaro, várias opções já foram apontadas, inclusive disputar o Governo do Estado.
Neste período que antecede a eleição, as discussões entre as principais lideranças dos partidos de apoio, revelando um racha, mostra que muitas coisas estão por acontecer, seja a formação de um bloco independente, ou até mesmo, a migração para apoiar os adversários.
“Pelo andar da carruagem”, os atos com características de imposição do senador, seja de forma direta ou indireta, via meios estadual e federal, está mais afugentando do que agregando, com a suposta provocação de um racha nesta altura do campeonato, o caminho solitário será o mais indicado para tanta imposição.
Política
Max Russi reúne multidão em lançamento e ganha projeção para 2030
O deputado estadual Max Russi (Podemos) deu a largada oficial à campanha pela reeleição à Assembleia Legislativa de Mato Grosso em um ato que reuniu mais de 5 mil pessoas na noite de quarta-feira (9), na Musiva, em Cuiabá. O evento reuniu apoiadores de diversas regiões do Estado e também importantes lideranças políticas.
Atual presidente da Assembleia Legislativa, Max teve ao seu lado no palanque o ex-governador Mauro Mendes (União) e a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que disputa uma das duas vagas de Mato Grosso ao Senado. A presença dos dois reforçou o peso político do evento e a articulação construída em torno da candidatura do parlamentar.
Durante o discurso, Janaina lembrou que Max chegou a ser cotado para disputar o Governo de Mato Grosso nas eleições deste ano. “Neste ano, o Max Russi seria o governador de Mato Grosso. Não deu para ser dessa vez”, afirmou.
A deputada, porém, já projetou o futuro político do aliado e declarou esperar que ele entre na disputa pelo Palácio Paiaguás em 2030. “Eu sei que Deus vai me abençoar com o apoio de vocês, eu serei senadora e, em 2030, Max, eu vou estar aqui para te ver governador de Mato Grosso”, disse Janaina.
Além da projeção para a próxima eleição estadual, Janaina também sinalizou apoio à permanência de Max no comando da Assembleia. Ela afirmou que, caso o MDB consiga eleger quatro ou cinco deputados estaduais, a bancada deverá apoiar Russi para continuar na presidência da Casa. “Se nós elegermos quatro, cinco estaduais, todos vão votar no Max para presidente da Assembleia Legislativa”, declarou.
Max foi eleito presidente da ALMT para o biênio 2025-2027. Para continuar à frente do Legislativo, entretanto, precisará primeiro renovar o mandato nas urnas e, posteriormente, construir maioria entre os deputados eleitos para a próxima legislatura.
Com a Musiva lotada e a presença de aliados de diferentes regiões, o lançamento consolidou a largada eleitoral de Max Russi e também expôs um movimento político que vai além de 2026, com aliados já colocando o deputado entre os nomes que podem disputar o Governo de Mato Grosso em 2030.
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