"Reajuste"

Após três anos, tarifa do transporte terá adequação a partir de 9 de maio

Em outubro de 2021, o Conselho Municipal de Trânsito e a Arsec apontaram a necessidade de reajuste da tarifa devido ao aumento no preço do diesel.

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Foto: Davi Valle/Secom-CBA

O prefeito Emanuel Pinheiro assinou o decreto Nº 9.050/22 que será publicado na Gazeta Municipal desta quinta-feira (14), que dispõe sobre o reajuste da tarifa do transporte público coletivo no município de Cuiabá.  Com o reajuste, o valor da tarifa passará para R$ 4,95 a partir do dia 9 de maio. Durante os cinco anos de gestão, foram realizados apenas dois reajustes de tarifas, uma em 2018 e a outra 2019.

Em outubro de 2021, o Conselho Municipal de Trânsito (CMT) e a Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Cuiabá (Arsec) apontaram a necessidade de reajuste da tarifa devido ao aumento no preço do diesel.  No entanto, o prefeito conseguiu segurar o valor em R$ 4,10 ao negociar com o setor e cobrar melhorias e renovação da frota. Com isso, foram entregues 150 novos ônibus, 70% da frota com ar-condicionado, e nove vans para o Projeto Buscar.

“Sou o único prefeito da história que menos concedeu aumento de tarifas no transporte coletivo, foram apenas dois e é algo que precisa ser feito. Mas, Cuiabá estava pagando uma tarifa muito cara para a prestação de serviço que lhe era oferecida. Apesar de reconhecer os aumentos terríveis no preço do combustível, eu disse que não falaria de aumento de tarifa enquanto não fosse renovada a frota e não fossem entregues ônibus com ar-condicionado”, explicou o prefeito.

“Agora, com a entrega de 150 novos ônibus climatizados, câmeras de segurança e espaço para pessoa com deficiência, tenho que ter responsabilidade com o equilíbrio econômico, cumprindo o compromisso com a população de avançar na melhoria da qualidade da prestação de serviço ao usuário do transporte coletivo e, em virtude do aumento do diesel e dos insumos de uma forma geral, faremos esse reajuste. Eu fiquei segurando, mas em dezembro já estava autorizado o aumento para R$ 4,95”, acrescentou.

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Ministro chama tarifa dos EUA de “indevida” e promete reação

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, classificou como “indevida” a nova tarifa de 12,5% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e afirmou que a medida se baseia em argumentos que “não são reais”.

Segundo ele, o governo brasileiro buscará reverter a decisão por meio de negociações, mas não descarta adotar medidas de reciprocidade.

A nova sobretaxa foi anunciada nesta quinta-feira (23) pelo governo estadunidense sob a justificativa de que o Brasil não adota mecanismos suficientes para impedir a importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

A alíquota entra em vigor nesta sexta-feira (24) e, para parte das exportações brasileiras, será somada à tarifa de 25% que começou a valer nesta semana.

Brasil contesta

Márcio Elias Rosa afirmou que o Brasil possui uma política consolidada de combate ao trabalho escravo e rejeitou as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos.

“O Brasil tem compromissos históricos com o combate ao trabalho forçado, com a prevenção, o controle, a fiscalização e o acolhimento das vítimas. O Brasil é signatário de todos os instrumentos da Organização Internacional do Trabalho. Não abona nem apoia essa prática e, mais do que isso, tem compromisso com os direitos humanos e com o trabalho digno”, declarou o ministro em entrevista coletiva esta noite.

Para o ministro, a nova tarifa foi construída sobre uma premissa equivocada.

“É uma tarifa indevida, baseada em fatos que não são reais”, acrescentou.

Setores afetados

Apesar de uma extensa lista de produtos isentos das novas tarifas, o ministro afirmou que diversos setores da indústria brasileira serão atingidos pela cobrança acumulada de 37,5%.

“Lamentavelmente, muitos setores estarão sujeitos à dupla tributação, à dupla taxação, como é o caso, por exemplo, de calçados, máquinas, equipamentos, peças, componentes, confecções e produtos químicos que não sejam farmacêuticos. Para esses, infelizmente, a tarifa passa a ser de 37,5%”, destacou.

Segundo o MDIC, produtos como carne bovina, café, suco de laranja e frutas permanecem fora tanto da tarifa de 25% quanto da nova sobretaxa de 12,5%.

Ao todo, cerca de 2 mil produtos exportados pelo Brasil aos Estados Unidos ficaram isentos das duas medidas.

O MDIC informou que ainda não existe ainda uma lista completa dos produtos que sofrerão dupla tarifação. Segundo a pasta, o governo continuará nos próximos dias a fazer o levantamento de todos os itens afetados simultaneamente pelas sobretaxas de 25% e de 12,5%.

Negociação primeiro

O ministro afirmou que o governo brasileiro continuará priorizando o diálogo com Washington para tentar reverter as tarifas.

Ao mesmo tempo, ressaltou que o país não abrirá mão dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, sancionada neste ano para permitir resposta a medidas comerciais consideradas injustificadas.

“O Brasil não pode renunciar à possibilidade de usar o instrumento da reciprocidade. Seria abrir mão de um direito que protege a economia brasileira e os interesses do Brasil”, disse.

Segundo ele, a adoção de eventuais medidas dependerá da evolução das negociações.

“O momento e a forma de fazê-lo é que o tempo vai determinar. É óbvio que o interesse primário é negociar. É óbvio que o objetivo é evitar e afastar essas tarifas, porque elas são extremamente injustas e muito danosas”, afirmou.

Próximos passos

De acordo com Márcio Elias Rosa, a prioridade do governo neste momento é apoiar os setores mais afetados pelas tarifas, ampliar a busca por novos mercados e preparar a estratégia jurídica e diplomática do Brasil.

O ministro informou que o governo pretende retomar as conversas com as autoridades americanas no próximo mês, após concluir o levantamento dos impactos da nova medida sobre as exportações brasileiras.

Enquanto isso, empresas atingidas poderão contar com recursos do programa Brasil Soberano, que disponibilizou R$ 18,5 bilhões em crédito para capital de giro, investimentos, inovação e abertura de novos mercados.



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