"É LEI"

Política Municipal de Prevenção e Combate a Incêndios em Cuiabá

Quem provocar incêndios, urbanos ou rurais, além da obrigação de fazer cessar e reparar o dano, fica sujeito a multa.

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Política

Foi sancionada a lei que cria a Política Municipal de Prevenção e Combate a Incêndios em Cuiabá, de autoria da vereadora Edna Sampaio (PT). A política propõe ações de educação ambiental e  estabelece multas para quem provocar queimadas. 

Segundo Edna Sampaio, essa legislação fortalece o papel federativo do município na proteção ao meio ambiente.

“Nosso projeto institui a política municipal de combate a incêndios, um tema muito importante, que afeta a vida e a saúde da população de Cuiabá. À época da estiagem, temos uma cidade mergulhada em fumaça. É uma questão de saúde pública, e a forma como estamos destruindo nosso habitat natural, inclusive, é responsável por estas chuvas intensas que temos vivido agora, que tem a ver com o desmatamento, o aquecimento global, a destruição que o ser humano tem produzido sobre o planeta. Este projeto põe o município como protagonista na tarefa, prevista constitucionalmente, de proteger o ambiente”, disse ela.

Multa

De acordo com a proposta, quem provocar incêndios, urbanos ou rurais, além da obrigação de fazer cessar e reparar o dano, fica sujeito a multa de 100 Unidades de Padrão Fiscal de Mato Grosso (UPF-MT) por hectare atingido (cada UPF equivale a R$ 210,96, em valores de fevereiro de 2022).

Também será aplicada multa de 20 UPF em caso de queima de lixo praticada por particulares em seu próprio terreno, na zona urbana. Isso vale para material resultante de limpeza de terrenos ou vias públicas (podas, extração de árvores etc.), lixo doméstico, material orgânico ou inorgânico.

 A multa será de 50 UPF se o crime for praticado por particulares em vias públicas de 70 UPF, se praticada por indústrias ou comércios em terreno próprio e de 90 UPF, se a queima ocorrer em via pública. O valor dobra em caso de reincidência.

Educação ambiental

O PL prevê também programas de educação ambiental voltados a profissionais encarregados da prevenção e combate a incêndios em empresas, condomínios e obras comunidade escolar associações de moradores etc.

Indica ações para a sensibilização dos proprietários e responsáveis por terrenos não edificados e determina a criação de cronograma anual de limpeza e manutenção de áreas públicas.

O PL incentiva a integração entre a administração pública e instituições privadas. O objetivo é dar condições para que cidadãos, empresas e poderes públicos possam agir em prol do ambiente durante o ano todo, principalmente no período de seca, nos meses de julho, agosto, setembro, outubro e novembro.

 

Foto: Edney Rosa – Secom

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Fábio Garcia nega descumprir ordem do STF após encontro com Mauro

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O deputado federal Fábio Garcia (União) negou ter violado a medida cautelar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após dividir o mesmo palanque com o ex-governador Mauro Mendes (União) durante um evento político em Sinop. Os dois são investigados na Operação Heritage e estão proibidos de manter contato por decisão do ministro Flávio Dino.

O encontro ocorreu na sexta-feira (4), durante o lançamento da candidatura à reeleição do deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União). Fábio e Mauro estiveram no mesmo espaço e chegaram a se cumprimentar publicamente. Durante sua fala, Fábio também citou o ex-governador ao cumprimentar as autoridades presentes.

Questionado na terça-feira (8) sobre a situação, Fábio afirmou que está tranquilo e sustentou que a decisão judicial não determina uma distância física entre os investigados.

“A decisão diz que a gente não pode ter contato, não diz que a gente tem que ter uma distância de tantos metros um do outro”, afirmou.

O deputado também negou ter sido procurado pela Polícia Federal para prestar esclarecimentos sobre o episódio. “Bom, não fui chamado para nada. Sobre isso, nós estamos absolutamente tranquilos”, declarou.

Apesar da interpretação apresentada por Fábio, a Polícia Federal está analisando as imagens do evento para verificar se houve eventual descumprimento da cautelar. A decisão de Flávio Dino determina a proibição de contato entre os investigados, ressalvadas apenas as comunicações estritamente familiares.

O episódio ganhou repercussão justamente porque os dois aparecem juntos e há registros de cumprimento e de uma possível interação durante o evento. Eventual descumprimento dependerá da análise das imagens e da interpretação do alcance da ordem judicial pelo STF.

A situação também chama atenção porque o próprio Fábio havia apresentado uma interpretação diferente da medida em agosto. Na ocasião, ao desistir da candidatura a vice-governador na chapa de Otaviano Pivetta, o deputado afirmou que ele e Mauro não poderiam se comunicar e, por isso, “não podemos estar no mesmo local”. Agora, porém, Garcia sustenta que a decisão impede apenas o contato entre os dois.

Investigação sobre R$ 308 milhões

A restrição foi imposta no âmbito da Operação Heritage, que investiga suspeitas relacionadas a um acordo envolvendo o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, com valores superiores a R$ 308 milhões, segundo as investigações. Entre as medidas determinadas pelo STF estão, além da proibição de contato, a entrega de passaportes e a proibição de saída do país.

A repercussão do encontro também foi utilizada pelo ex-governador Pedro Taques (PSB), que apresentou pedido de prisão contra Mauro Mendes e Fábio Garcia sob alegação de descumprimento das medidas cautelares. O pedido, contudo, não significa que o Judiciário tenha reconhecido até o momento a existência de uma violação.

Agora, a Polícia Federal deverá concluir a análise das imagens e, caso identifique indícios de descumprimento, o episódio poderá ser submetido ao ministro Flávio Dino para avaliação das providências cabíveis.



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