"INÉDITO"
Governo de MT confirma Cuiabá como sede do Meeting Paralímpico 2022
Em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, o Comitê Paralímpico Brasileiro realiza o evento nos dias 12 e 13 de julho de 2022.
Esporte
Agora é oficial. Pela primeira vez, Cuiabá está confirmada como uma das sedes do Meeting Paralímpico de natação e atletismo. Em parceria com o Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, o Comitê Paralímpico Brasileiro realiza o evento nos dias 12 e 13 de julho de 2022.
A piscina da Arena Pantana receberá as provas de natação, e as modalidades de atletismo serão realizadas no COT da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT. O mais importante evento paralímpico do Brasil será realizado em Mato Grosso também com apoio da Federação Mato-grossense de Atletismo.
“É um sonho antigo do movimento paradesportivo de Mato Grosso, poder sediar um evento dessa magnitude, E é um evento inédito para nós. Trata-se do evento mais inclusivo nas praticas de modalidades paralímpicas. A natação e o atletismo congregam todos os atletas com deficiência: deficiência visual, intelectual, física, nanismo. Estamos muito felizes”, destaca Alex Lili, representante do segmento das pessoas com deficiência no Conselho Nacional de Secretários de Educação – Consed.
Na próxima semana, o Governo de Mato Grosso lançará o novo edital do Projeto Olimpus, que dá suporte para a grande maioria dos paratletas que participarão da competição em julho. Semana passada, a Assembleia Legislativa aprovou e o governador Mauro Mendes sancionou a lei que amplia o Projeto Olimpus com a criação de novas categorias, valores atualizados e ainda mais abrangente, garantindo assim bolsa-atleta, bolsa-técnico e premiação por desempenho a atletas, paratletas e atletas-guia, em modalidades individuais e coletivas, e aos seus treinadores.
“Estamos muito orgulhosos. Dois anos após a criação do Projeto Olimpus, já colhemos resultados muito positivos. E a realização do Meeting Paralímpico 2022 em Cuiabá é mais uma consequência desse projeto tão poderoso de incentivo ao esporte em Mato Grosso, hoje, o mais relevante programa financeiro para desenvolvimento do esporte no Estado. Vem Meeting Paralímpico, nossos atletas estão preparados”, comemora Beto Dois a Um, secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso.
Foto: SECOM/GOVMT
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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