"COMPROMISSO"

Secretário de Governo inicia diálogo com Fórum Sindical Municipal sobre pagamento da RGA

Nas próximas reuniões, conforme explicou o secretário, o prefeito irá avaliar o reajuste de acordo com a inflação registrada no país

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Política

O secretário de Governo de Cuiabá, Luís Cláudio de Castro, se reuniu nesta sexta-feira (11), com representantes do Fórum Sindical Municipal, a pedido do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, para começar as tratativas sobre o pagamento da  Revisão Geral Anual (RGA), dos últimos três anos aos servidores do município. 
O prefeito estava proibido de conceder a RGA  devido a Lei Complementar  173/2020 que proibiu a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios afetados pela calamidade pública decorrente da pandemia da Covid-19, até 31 de dezembro de 2021, de conceder, aumento, reajuste ou adequação de remuneração a servidores. 
Nas próximas reuniões, conforme explicou o secretário, o prefeito irá avaliar o reajuste de acordo com a inflação registrada no país com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (INPC/IBGE).
“Essa é a primeira reunião com o Fórum Sindical Municipal para tratar sobre  as discussões do pagamento da RGA que estava suspensa por causa da Lei 173/2000. O  prefeito Emanuel já propôs para as categorias que  irá pagar e que é o um compromisso de sua gestão. Por determinação dele, nos reunimos com o Fórum Sindical Municipal  para  começar o início das discussões da busca do índice a ser aplicado neste ano.  O  prefeito está sensível à causa, e  o servidor sempre estiveram ao lado do prefeito e não atrás ou na frente. A Prefeitura vai trabalhar o máximo para cumprir a sua obrigação, sempre com base no  respeito ao servidor e conceder-lhe o que é de direito. Tudo isso será feito  dentro da LRF- Lei de Responsabilidade Fiscal e da capacidade de pagamento do município “, comentou Luís Claúdio. 
O vice-presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros e coordenador do Fórum Sindical de Mato Grosso, Antônio Wagner Oliveira, comentou  a decisão do prefeito e sugere que demais gestores sigam o exemplo.  “O  Emanuel sempre tratou o servidor com respeito e com diálogo, e é isso que se espera de um bom gestor público, pois, ele sabe que, quem atende a população na ponta somos nós. Isso demonstra, mais uma vez, que Emanuel não fica usando palavras, de que respeita os servidores, ele faz. Essa negociação é fundamental para que tenhamos os nossos direitos garantidos.  Com o pagamento da RGA, todo o setor econômico se beneficia, pois, isso movimenta o comércio, o turismo, serviços e ainda, gera empregos”, disse. 
Conforme o prefeito Emanuel Pinheiro,  em live nas redes sociais na última terça-feira (8), a demanda foi encaminhada ao Comitê Técnico de Ajuste Fiscal (Cotaf) para que seja realizado um levantamento.
Participaram da reunião representantes das categorias: 
SINAFIT Sindicato dos Auditores Fiscais e Inspetores de Tributos de Cuiabá – presidente José Luiz Pacheco 
SINDARF- Sindicato de Regulação e Fiscalização do Município de Cuiabá – presidente – José Mário de Assunção
 SINODONTO-MT-  Sindicato dos Odontologistas do Estado de Mato Grosso   –   Rosana Cristina Figueiredo de Moraes 
SINATTRAC – Sindicato dos Agentes de Trânsito e Transporte  de Cuiabá – Ademir de Andrade e Silva 
SISPUMC – Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cuiabá – Jaime Neves Metello
SINPEN- Sindicato dos Profissionais de Enfermagem de Mato Grosso – Presidente Dejamin Souza Soares
CSB/MT – Central dos Sindicatos Brasileiros  – vice-presidente Antônio Wagner Oliveira 
SINDES – Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais da Carreira dos Profissionais de Desenvolvimento Econômico Social –   Diretor Agmar Siqueira 
COTAF –  Comitê de Ajuste Fiscal 
Foto: Luiz Alves/Secom-CBA
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Fundo Eleitoral reduz desigualdade entre partidos, mas diferenças internas persistem

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Com a expansão do financiamento público nas campanhas eleitorais entre 2018 e 2022, a desigualdade entre os partidos na distribuição desses recursos diminuiu. A conclusão está no Texto para Discussão 367, do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Consultoria Legislativa do Senado. Apesar disso, o estudo mostra que o movimento não ocorreu da mesma maneira dentro das legendas, onde a distribuição ainda depende dos critérios de cada partido.

O texto é assinado pelo consultor legislativo Clay Souza e Teles. O estudo usou dados de candidaturas, prestações de contas e resultados eleitorais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral para analisar como foram alterados o alcance e a desigualdade dos recursos destinados às candidaturas a deputado federal, estadual e distrital.

De acordo com o consultor, entre 2018 e 2022 a dotação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, cresceu aproximadamente 133%, descontada a inflação. Com isso, houve aumento tanto na cobertura (número de candidaturas que receberam recursos) quanto no valor médio destinado a cada candidato.

Entre os dois pleitos, a cobertura aumentou 49% nas eleições para deputado federal (de 5.517 para 8.255 candidatos) e apenas 4% nas assembleias estaduais e na Câmara Legislativa do Distrito Federal (de 12.110 para 12.592 candidatos). Já o valor médio recebido por candidato financiado cresceu 48% para candidatos a deputado federal e 84% para candidatos aos legislativos estaduais.

Embora os resultados mostrem que a expansão dos fundos públicos foi acompanhada da ampliação do acesso e da redução da desigualdade, o texto aponta que o potencial equalizador foi parcial. A mudança fez com que houvesse a desconcentração entre partidos, especialmente nas eleições para deputado federal, mas não uma distribuição mais homogênea dentro das legendas.

Índice

O estudo utilizou o índice de Theil, que mede a desigualdade na distribuição de recursos.

Para medir separadamente a desigualdade entre os partidos e a desigualdade dentro de cada partido, o índice foi decomposto em um componente interpartidário (entre partidos) e em um componente intrapartidário (dentro dos partidos).

Quanto mais próximo de zero estiver o índice, menor será a desigualdade observada.

Nas eleições para deputado federal, a desigualdade entre partidos caiu de 1,024 em 2018 para 0,507 em 2022 (uma redução de 50,5%). Já o componente intrapartidário diminuiu de 0,589 para 0,508 (uma variação bem menor, de 13,75%).

Além disso, em 2018 o componente interno às legendas representava aproximadamente 36% da desigualdade média entre candidatos à Câmara dos Deputados. No pleito de 2022, os dois componentes se tornaram praticamente equivalentes: o componente intrapartidário chegou a 49,8%.

Critérios internos

O resultado, explica o estudo, não vem do aumento nas diferenças internas, mas sim da diminuição das diferenças entre partidos. “Com efeito, à medida que as diferenças na disponibilidade de recursos públicos entre partidos diminuem, os critérios internos de priorização tornam-se mais relevantes para compreender a desigualdade remanescente”, conclui o texto.

Para o consultor, a persistência de desigualdades intrapartidárias não conduz, por si só, à necessidade de novas restrições à liberdade de decisão dos partidos sobre como distribuir esses recursos, mas indica a necessidade de discutir como é possível compatibilizar essa autonomia com critérios como transparência, objetividade e igualdade de oportunidades para o rateio interno.

Financiamento público

A proibição de doações eleitorais por pessoas jurídicas é resultado de decisão do Supremo Tribunal Federal tomada em 2015 — e foi isso que mudou as bases do financiamento eleitoral no Brasil. Após as eleições de 2016, foi criado o Fundo Eleitoral, que se somou ao já existente Fundo Partidário.

Os recursos desses fundos são distribuídos aos partidos com base na representatividade no Congresso Nacional. Já a distribuição aos candidatos é feita de acordo com os critérios de cada partido, respeitando os percentuais mínimos por gênero e cor/raça.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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