Em Dubai

Mato Grosso dá o primeiro passo para a comercialização de créditos de carbono

Nos próximos dias, será apresentado cronograma de trabalho com a definição de cada função e os processos que serão desenvolvidos

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Política

Foto: Assessoria da Secom-MT

O governador Mauro Mendes deu o primeiro passo para que seja possível a comercialização de créditos de carbono em Mato Grosso, durante reunião nesta sexta-feira (18), em Dubai, com representantes do Grupo Vitol, uma das líderes mundiais na comercialização de hidrocarbonetos. 

Ficou acordado no encontro que, nos próximos dias, a Vitol irá apresentar um cronograma de trabalho com a definição de cada função e os processos que serão desenvolvidos para que se inicie a comercialização de caborno pelo Estado. 

“O objetivo é criar um mercado de carbono dentro de Mato Grosso e o Estado pode liderar esse processo. Vamos definir as responsabilidades de cada um e criar um cronograma para realizar essa comercialização”, destacou o vice-presidente da Vitol, Michael Curran. 

Para o governador Mauro Mendes, o resultado da reunião foi muito positivo para o Estado. “Saímos daqui com resultados concretos. Acertamos que nos próximos dias vamos receber o cronograma e acertar os próximos passos para aproximar os interesses entre Vitol e o Estado, criando uma agenda de trabalho para fazer a parceria”. 

Ainda de acordo com o governador, é necessário sair do campo teórico e partir para a prática. “Precisamos criar algo sólido para ultrapassar os limites e ir para a prática, para que seja possível chegar aonde queremos, que é o desenvolvimento sustentável” ponderou, acrescentando que, agora, a contrapartida está com a Vitol. 

“Vamos aprofundar essa parceria e evoluir para que possamos chegar aos resultados. Isso vai nos elevar a um novo patamar no mercado mundial. Vamos contribuir para esse esforço mundial e precisamos ser recompensados, tanto o Estado, como todos aqueles que preservam as suas áreas”, reforçou. 

A Vitol é uma multinacional holandesa de energia e petróleo, atuando nos principais mercados globais. Nos últimos anos, a empresa tem investido fortemente em energia sustentável, como eólica, gás natural e solar, além de biocombustíveis e hidrogênio. Somente em projetos de energias renováveis, a Vitol investe 1 bilhão de dólares em todo o mundo. 

Participaram da reunião os secretários Mauro Carvalho (Casa Civil), Cesar Miranda (Desenvolvimento Econômico), Laice Souza (Comunicação) e Wener Santos (MT Par), além de Bruno Andrade (diretor do Imac), Silvio Rangel (vice-presidente da Fiemt/Sindalcool), Gutemberg Silveira (presidente da Aprosmat), Adilson Ruiz (presidente do Instituto Ação Verde), Patrícia D’Oliveira Marques (presidente da Aquamat), Gabriel Ruiz (diretor da Plastibras), a assessora para Assuntos Internacionais de Mato Grosso, Rita Chiletto, e o ajudante de ordens do governador, Ricardo Mendes.

 

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Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados

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O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.

A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.

A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.

Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.

Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.

A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.



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