investimento de R$ 23 milhões

Governo entrega 100 caminhonetes novas para fortalecer trabalho do Indea

São 100 caminhonetes 4×4 diesel, compradas com recursos próprios por meio do programa Mais MT

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Política

Foto: Mayke Toscano

Nesta terça-feira (15), o Governo de Mato Grosso apresentou um investimento R$ 23,1 milhões em recursos próprios para comprar 100 caminhonetes 4×4 diesel, por meio do programa Mais MT, para o Instituto de Defesa Agropecuária (Indea-MT). Esse é o maior aporte financeiro recebido pela instituição nos últimos 20 anos.

A entrega foi realizada em Cuiabá, o governador Mauro Mendes destacou a importância do Indea na defesa e proteção fitossanitária e animal no Estado.

“Foi relatado que há 15 ou 20 anos os servidores não tiveram aquisição de veículos com recursos próprios do Governo, eram sempre doações da Famato e de associações, que adquiriam e reformavam carros velhos para ajudar nesse importante serviço fosse prestado. Com essa entrega, estamos dando dignidade aos nossos profissionais para que possam fazer seu trabalho”, afirmou.

Mauro Mendes ressaltou que a meta de Mato Grosso para este ano é tornar o Estado “livre da febre aftosa sem vacinação”, o que contribuirá para o acesso a novos mercados, aumentando as exportações e fortalecendo a economia. Além dos investimentos em veículos, o Governo realizou a reestruturação do órgão que tem nova sede própria desde julho de 2021, deixando de pagar aluguel: economia em oito meses de aproximadamente R$ 364 mil.

Foto: Mayke Toscano

Os resultados obtidos pela atual gestão, como este investimento no Indea, foram obtidos a partir do trabalho de reorganização do modelo de arrecadação e da eficiência dos gastos do Governo do Estado, permitindo recursos e caixa para investir em ações e obras prioritárias.

“Proporcionalmente, somos o Estado que mais fez investimentos no País. Fechamos o ano investindo 15,24% da nossa receita corrente líquida. Isso nunca aconteceu em Mato Grosso e, quando fecharem os dados comparativos entre todos os estados, certamente estaremos entre os que mais fizeram investimentos públicos no Brasil”.

A presidente do Indea-MT, Emanuele Almeida, lembrou que ao assumir cargo, no ano passado, percorreu as regionais da instituição e verificou que os profissionais faziam a fiscalização em veículos de passeio, que não estavam adaptados ao trabalho de campo.

“Solicitamos agenda com o governador, pleiteamos a nossa necessidade e ele autorizou a aquisição das 100 caminhonetes, algo inédito, realmente um marco para defesa agropecuária. Estamos muito satisfeitos com essa entrega, pois com os veículos adequados, nossos profissionais ganham agilidade e celeridade para realizar os trabalhos que compreendem visita às propriedades rurais, que somam mais de 180 mil”, disse Emanuele.

O vice-presidente da Famato, Marcos Rosa, destacou que Mato Grosso é um estado exportador de grãos e de carne e o papel desempenhado pelo Indea é fundamental para o produtor rural.

“Temos que ter qualidade no combate às pragas nos grãos, das doenças em rebanhos bovinos, suínos e aves. Nesse período de chuvas intensas, os servidores enfrentam estradas muitas vezes de difícil acesso, portanto, ter caminhonetes como essas vai ajudar muito e é um passo importante do Governo dar melhores condições ao Indea-MT”.

O deputado estadual Wilson Santos destacou que Mato Grosso está há quase 30 anos sem foco de febre aftosa e destacou o papel dos servidores da autarquia nesta conquista. “Para mim, o Indea é o serviço público mais qualificado que o Estado presta ao cidadão. O melhor serviço que o estado presta não é na educação, saúde ou segurança pública, mas do Indea”.

Também acompanharam a entrega dos novos veículos ao Indea, os deputados estaduais Dilmar Dal Bosco e Ondanir Bortolini, o Nininho, secretários de Estado e representantes de entidades do agronegócio.

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Podemos concentra R$ 2 milhões em campanha e mira bancada de seis deputados

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O Podemos decidiu apostar alto na eleição proporcional de Mato Grosso e já destinou R$ 2,05 milhões em recursos de campanha aos candidatos que disputam vagas na Assembleia Legislativa. A estratégia acompanha uma meta ambiciosa anunciada pelo partido: eleger pelo menos seis deputados estaduais e formar uma das maiores bancadas da próxima legislatura.

A legenda lançou 25 nomes para a disputa pela ALMT e, de acordo com o presidente estadual do Podemos, Max Russi, trabalha com a expectativa de conquistar seis cadeiras, podendo chegar a sete. A projeção colocaria o partido com um quarto das 24 vagas do Legislativo estadual.

A distribuição dos recursos, porém, não ocorre de maneira uniforme. O próprio Max Russi, que busca a reeleição e atualmente preside a Assembleia, recebeu R$ 450 mil, o maior repasse registrado até agora. O valor representa cerca de 22% de todo o montante distribuído pelo partido.

Na sequência aparecem Karen Rocha, com R$ 200 mil, e Beto Dois a Um e Valdeníria Dutra, com R$ 150 mil cada. Outros sete candidatos, Adelcino Lopo, Bira, Geovane Gamba, Janailza Taveira, Allan Kardec, Sargento Casarin e Scheila Pedroso, receberam R$ 100 mil cada.

Também foram registrados repasses de R$ 50 mil para Alessandra Ferreira, Alex Rodrigues, Gustavo Bang, Joize Marques, Marcos Paulista, Meraldo Sá, Priscila Dourado e Salete Bergamin. Enquanto isso, Fabinho Tardin, Mauro Savi, Rafael Machado e Ulysses Moraes ainda não haviam recebido recursos do partido no levantamento. Carlos Kan aparece como inapto por não ter apresentado prestação de contas à Justiça Eleitoral.

A estratégia financeira revela uma tentativa do Podemos de transformar a força da chapa em representação efetiva no plenário. A legenda trabalha com a possibilidade de ampliar significativamente sua presença na Assembleia, mas o resultado dependerá do desempenho conjunto dos candidatos e da distribuição das vagas pelo sistema proporcional.

Com a maior parte da verba ainda concentrada em um grupo específico de candidaturas, o desempenho das urnas também será um teste para a aposta feita pela direção partidária. A promessa de seis cadeiras significa, na prática, conquistar 25% da Assembleia, uma meta que colocaria o Podemos no centro das articulações pelo comando da próxima legislatura.



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