alta de 9,8% em 2021

Setor de serviços supera obstáculos gerados pela pandemia

O melhor desempenho no estado foi observado quando se comparado a dezembro de 2020, com crescimento de 14,3%,

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Foto: Fernando Frazão

Com a décima taxa positiva, a Pesquisa Mensal de Serviços, realizada pelo IBGE, mostrou que o setor contribuiu de forma significativa na recuperação da economia e encerrou dezembro de 2021 acumulando alta de 10,9% no volume de vendas em todo país. Regionalmente, o estado de Mato Grosso, apesar de registrar crescimento de 4,3% em dezembro sobre o mês anterior, acumulou alta de 9,8% em 2021.

O melhor desempenho no estado foi observado quando se comparado a dezembro de 2020, com crescimento de 14,3%, enquanto a média nacional ficou em 10,4%.

Para o diretor de Pesquisas do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio (IPF-MT), Maurício Munhoz, ainda assim os números do estado são positivos e indicam um crescimento do setor em meio à pandemia. “Os segmentos de serviços prestados às famílias e serviços de transportes foram os que mais cresceram de um ano para outro. Isso mostra que a economia se desenvolve em paralelo ao agronegócio, que atravessa um novo ciclo de crescimento”, explicou.

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Cuiabá tem 341 mil adultos inadimplentes e dívidas crescem 9,74% em um ano

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Cuiabá encerrou setembro com cerca de 341 mil consumidores adultos com restrição de crédito, segundo estimativa do SPC Brasil apurada para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá). O número representa aumento de 3,03% em relação a setembro de 2025, abaixo das altas registradas no Centro-Oeste (7,74%) e no Brasil (6,97%).

Na comparação com agosto, o índice de inadimplentes na capital cresceu 1,63%. Além do número de consumidores com restrição, o volume de dívidas também avançou: a quantidade de débitos em atraso aumentou 9,74% em um ano e 3,21% em um mês.

O valor médio devido por consumidor chega a R$ 6.673,19. Cada inadimplente tem, em média, 2,54 contas em atraso, índice superior ao registrado no Centro-Oeste (2,49) e no país (2,36).

Dívidas antigas

Os dados também revelam que boa parte dos débitos permanece em aberto por longos períodos. O tempo médio de atraso é de 29,7 meses, quase dois anos e meio.

As dívidas com atraso entre um e três anos representam 34,42% do total. Outras 24,07% estão vencidas há quatro a cinco anos. Já os débitos com até 90 dias de atraso correspondem a 7,03%.

Os bancos concentram a maior parcela das dívidas registradas em Cuiabá, com 62,35% do total. Na sequência aparecem o comércio, com 14,46%; as contas de água e energia elétrica, com 7,98%; e os serviços de comunicação, com 2,93%. Outros setores respondem por 12,28%.

Para o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam, o cenário reforça a importância do planejamento financeiro familiar e da renegociação dos débitos.

“Com o orçamento organizado, fica mais fácil separar uma parte da renda para quitar o que está atrasado, procurar a renegociação antes que a dívida cresça e evitar usar o crédito para cobrir gasto do dia a dia”, afirmou.

Mato Grosso

Em Mato Grosso, aproximadamente 1,9 milhão de consumidores adultos estavam com restrição de crédito em setembro. O número representa alta de 5,02% em relação ao mesmo mês de 2025 e de 1,82% na comparação com agosto.

O volume de dívidas em atraso no estado também aumentou, com crescimento de 11,22% em 12 meses e de 3,07% na comparação mensal.

Na região Centro-Oeste, 6,47 milhões de pessoas estavam inadimplentes, o equivalente a 48,74% da população adulta.

(Com informações da Assessoria)



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