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Renegociação de débitos com o Fies começa no mês de março

O parcelamento das dívidas poderá ser feito em até 150 meses

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Economia

Foto: Marcello Casal Jr

O ministro da Economia, Paulo Guedes, destacou o papel fundamental da educação para o aumento da produtividade do trabalhador, especialmente dos jovens, e da competividade das empresas. As renegociações começam em 7 de março.   

A avaliação foi feita na última quinta-feira (10), durante cerimônia, com a participação do presidente da República Jair Bolsonaro, para a regulamentação da Medida Provisória (MP) nº 1.090, que estabelece diretrizes para a renegociação de débitos dos contratos do Financiamento Estudantil (Fies).  

“A educação é o que assegura a riqueza do país no futuro. Temos milhões de jovens, com sonhos, que se endividaram com o excesso de crédito”, enfatizou o ministro. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que a medida anunciada hoje “é uma proposta tentadora, que vai tirar os estudantes da inadimplência”.  

Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Paulo Guedes também citou um dos encontros que teve com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, para tratar da renegociação dos débitos como mais uma medida de apoio à população implementada pelo governo para o enfrentamento da crise causada pela pandemia da Covid-19. “Examinamos a questão juntos e vimos que o custo fiscal seria irrisório, porque os jovens já estavam sem pagar. Jovens sem esperança, sem emprego, que saíram das universidades devendo R$ 30 mil, R$ 40 mil, R$ 50 mil. Vítimas, Jovens começando a vida negativados”, afirmou.   

Publicada no fim de 2021, a MP tem como objetivo reduzir a inadimplência da carteira de crédito e garantir a sustentabilidade do Fies. Estão previstos descontos de até 92% para inscritos no Cadastro Único e no Auxílio Emergencial (cerca de 548 mil estudantes inadimplentes) e de até 86,5% para outros mais de 524 mil estudantes. O parcelamento das dívidas poderá ser feito em até 150 meses.

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Dólar fica estável em R$ 5,08, mas cai 0,58% na semana

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O mercado financeiro encerrou a sexta-feira (24) dividido entre a cautela com as novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e os desdobramentos da guerra no Oriente Médio. O dólar fechou praticamente estável frente ao real, e a bolsa caiu mais de 1,5%, pressionada pela queda no petróleo, que recuou em meio a expectativas de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã.

Principais números:

  • Dólar: R$ 5,081 (-0,06%), queda de 0,58% na semana;
  • Ibovespa: 174.041 pontos (-1,52), alta de 0,19% na semana;
  • Petróleo tipo Brent: US$ 96,78 por barril (-3,88%), alta de quase 10% na semana;
  • Petróleo tipo WTI: US$ 89,31 por barril (-3,12%), alta de 8% na semana.

Câmbio

O dólar comercial encerrou o pregão praticamente sem variação, cotado a R$ 5,081, com queda de apenas 0,06%. A cotação abriu em R$ 5,09, chegou a cair para R$ 5,04 por volta das 12h, mas aproximou-se da estabilidade ao longo da tarde.

A moeda foi influenciada principalmente pelo cenário externo. Os investidores acompanharam a entrada em vigor das novas tarifas de 10% a 12,5% impostas pelos Estados Unidos a 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, além das notícias sobre uma possível retomada das negociações entre Washington e Teerã, mediada pelo Paquistão com apoio da China.

O real voltou a apresentar desempenho superior ao de outras moedas emergentes na semana, beneficiado pelo fato de o Brasil ser exportador líquido de petróleo e pela elevada diferença entre juros domésticos e os juros nos Estados Unidos, que continua atraindo capitais financeiros.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, terminou praticamente estável.

Ibovespa recua

No mercado de ações, o Ibovespa caiu 1,52%, aos 174.041 pontos, encerrando o pregão na mínima do dia. Apesar da queda, o índice conseguiu acumular alta de 0,19% na semana.

A queda do petróleo levou investidores a venderem ações de petroleiras, para realizarem lucros (embolsarem ganhos recentes). Ações de mineradoras acompanharam o recuo do minério de ferro. Os grandes bancos também sofreram com a redução do fluxo estrangeiro para mercados emergentes.

Além do cenário internacional, o mercado monitorou as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil. Como o novo tarifaço vinha sendo anunciado nas últimas semanas, os investidores avaliam que a maior parte do impacto das medidas está refletido nas ações.

Petróleo recua

Depois de ultrapassar US$ 100 por barril na quinta-feira (23) pela primeira vez desde maio, o petróleo devolveu parte dos ganhos nesta sexta-feira.

O movimento foi provocado por informações de que a China iniciou uma articulação diplomática para reabrir as negociações entre Estados Unidos e Irã, com participação do Paquistão, elevando as expectativas de uma redução das tensões no Oriente Médio.

O barril do tipo Brent, referência para a Petrobras, fechou em US$ 96,78, queda de 3,88%. O petróleo WTI, do Texas, recuou 3,12%, para US$ 89,31.

Apesar da correção, o mercado segue atento aos riscos para a oferta global de petróleo. Os confrontos entre Estados Unidos e Irã continuam, o Estreito de Ormuz opera com tráfego reduzido e os ataques dos houthis no Mar Vermelho ainda representam ameaça às principais rotas marítimas de transporte de energia.

*Com informações da Reuters



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