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FCO vai injetar R$ 217 milhões nos setores rural e empresarial no Estado

A FCO Empresarial teve 9 projetos deferidos e terá recursos liberados de R$ 63,6 milhões, o que irá resultar 860 empregos diretos e indireto

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Economia

Foto: Christiano Antonucci

O Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Codem), constituído pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT) e parceiros, aprovou R$ 217 milhões em linhas de crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro Oeste (FCO) para produtores rurais e empresários investirem no Estado. O montante foi deferido na última  quinta-feira (10), durante a 6ª reunião ordinária.

No total, foram aprovadas 55 cartas-consulta de ambas as modalidades e autorizadas 8 revalidações de contrato. No FCO Rural foram deferidos 46 projetos que somaram mais de R$ 153,4 milhões de crédito, recursos que vão gerar 392 empregos diretos e indiretos. Dentre as aprovações, estão 15 projetos para pequenos produtores, 21 para pequenos-médios produtores, 7 médios-produtores, 1 para médio grande produtores e 2 para grandes produtores.

A modalidade FCO Empresarial teve 9 projetos deferidos e terá recursos liberados na ordem de R$ 63,6 milhões, o que irá resultar 860 empregos diretos e indiretos, em Mato Grosso. Entre os contemplados pelo programa estão 4 empresas de pequeno porte, 4 de pequeno-médio porte, 1 empresa média.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente do Conselho, César Miranda, os recursos do Fundo propiciam a pulverização de financiamentos nos setores produtivos, em todo o Estado.

“O crédito concedido pelo Estado tem promovido o desenvolvimento em todas as regiões de Mato Grosso, estimulando a criação de empregos e renda. Esse é o intuito do Governo do Estado, oferecer condições para que mais produtores e empresários tenham acesso ao crédito, ampliem suas atividades e fomentem a economia mato-grossense”, ressalta Miranda.

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Receita prevê arrecadar R$ 17,2 bilhões com IR sobre dividendos

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A arrecadação com o Imposto de Renda sobre dividendos deve somar R$ 17,2 bilhões este ano, abaixo dos R$ 28 bilhões previstos inicialmente no Orçamento. A estimativa foi apresentada nesta sexta-feira (24) pela Receita Federal durante a divulgação do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas.

A tributação dos dividendos foi criada para compensar a perda de arrecadação provocada pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes com renda mensal de até R$ 5 mil, medida que também tem impacto estimado em R$ 28 bilhões neste ano.

No primeiro semestre, porém, o desempenho da nova fonte de receita ficou aquém do esperado. De janeiro a junho, a arrecadação somou apenas R$ 2,2 bilhões. A expectativa da Receita é obter outros R$ 15 bilhões entre julho e dezembro.

Arrecadação

O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, disse que a projeção para o segundo semestre ainda será acompanhada de perto pelo Fisco.

“A expectativa é arrecadar cerca de R$ 15 bilhões no segundo semestre, totalizando aproximadamente R$ 17,2 bilhões no ano”, disse Malaquias durante a apresentação do relatório.

O valor representa uma frustração de aproximadamente R$ 10,8 bilhões em relação à estimativa original incluída no Orçamento.

Estimativa

Apesar da arrecadação abaixo do previsto, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, disse que ainda é cedo para concluir que a estimativa precisará ser revisada e destacou que esse tipo de receita não apresenta comportamento uniforme ao longo do ano.

“Não dá para tratar isso de maneira linear. Agora, nós já vamos entrando no segundo semestre e haverá mais base para entender se essa projeção se mantém ou não. No próximo relatório, de posse de números mais atualizados, nós vamos tomar novas decisões”, afirmou.

Moretti ressaltou que outras receitas tributárias vêm superando as expectativas e ajudam a compensar o desempenho abaixo do esperado da tributação sobre dividendos.

“Ainda temos uma margem na meta [de resultado primário] de R$ 10,8 bilhões. Hoje, com as premissas utilizadas no relatório, temos muita segurança sobre o cumprimento com folga da nossa meta”, disse.

O ministro ressaltou que a estimativa de arrecadação total do Imposto de Renda este ano aumentou R$ 12,7 bilhões entre os relatórios bimestrais divulgados em maio e julho.

Medida compensatória

A tributação dos dividendos entrou em vigor como uma das principais medidas para compensar a ampliação da isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física para quem recebe até R$ 5 mil por mês.

Pelas regras atuais, dividendos distribuídos a pessoas físicas passaram a ser tributados em 10%, tanto para residentes no Brasil quanto nas remessas ao exterior. Permanecem isentos os valores de até R$ 50 mil mensais recebidos de uma mesma empresa.

Meta fiscal

Mesmo com a arrecadação inferior ao previsto, o governo manteve as projeções fiscais do Orçamento.

O relatório bimestral estima superávit primário de R$ 10,8 bilhões este ano, com dedução de gastos autorizada pelo arcabouço fiscal e pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Dessa forma, o resultado permanece dentro da banda de tolerância da meta fiscal.

A meta central de resultado primário fixada para este ano é um superávit de R$ 34,3 bilhões, equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), com margem que permite resultado até 0,5% do PIB. O resultado primário representa o déficit ou superávit sem os juros da dívida pública.

Outras receitas

A equipe econômica avalia que a frustração com a arrecadação sobre dividendos vem sendo parcialmente compensada por outras fontes de receita, incluindo medidas adotadas nos últimos anos para ampliar a tributação de empresas e investimentos no exterior.

Ainda assim, a Receita Federal informou que continuará monitorando o desempenho da tributação dos dividendos e poderá revisar novamente a estimativa de arrecadação no próximo relatório bimestral, caso o ritmo de recolhimento permaneça abaixo do esperado.



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