Quatro pessoas presas
PM desarticula quadrilha após golpe de R$ 85 mil em venda falsa de caminhonete
Segundo a quadrilha, a vítima do golpe seria uma mulher da cidade de Castanheira
Polícia
Na última terça-feira (25), Policiais militares do Grupo de Apoio (GAP) prenderam em flagrante três homens e uma mulher pelos crimes de formação de quadrilha e estelionato, em Cuiabá.
Os suspeitos haviam recentemente aplicado um golpe de uma falsa venda de uma caminhonete, por meio de um site da internet, no valor de R$ 85 mil.
De acordo com o boletim de ocorrência, a equipe do GAP foi informada pelo setor de inteligência do 3º BPM, sobre a quadrilha, que teria efetuado um golpe de grande valor, em um site de vendas, durante a tarde. Ainda segundo a denúncia, os suspeitos estariam reunidos no bairro Residencial Nova Canaã.
Os policiais se deslocaram até a região e identificaram os suspeitos, que tentaram destruir seus aparelhos celulares no momento da abordagem. Questionados sobre a denúncia de estelionato, disseram que haviam acabado de subtrair o valor de R$ 85.000,00, por meio de uma venda falsa de uma caminhonete Hillux.
Segundo a quadrilha, a vítima do golpe seria uma mulher da cidade de Castanheira.
Durante revista pessoal, os policiais encontraram três cartões bancários em nome de um dos suspeitos, que afirmou utilizar as contas para a movimentação das quantias adquiridas. No histórico do aplicativo bancário, a equipe policial identificou que o suspeito efetuou diversas transações via pix para sua esposa, como forma de dispersar o dinheiro do golpe.
Todo o valor foi transferido para uma única conta do suspeito durante a abordagem, para o registro da ocorrência.
Ainda no local do flagrante, a equipe do GAP identificou três veículos novos que possivelmente teriam sido adquiridos com o dinheiro dos golpes.
Diante dos fatos, os quatro suspeitos e os carros foram encaminhados para a Central de Flagrantes de Cuiabá.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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