Política
Nova ponte de concreto na comunidade Batec deve ser entregue ainda em janeiro
Seguindo um plano de trabalho iniciado em 2017, em quatro anos, a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro construiu seis novas pontes de concreto na zona rural.
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A Prefeitura de Cuiabá prepara a entrega de mais uma ponte de concreto na zona rural. Desta vez, a comunidade beneficiada é a do loteamento Batec, localizada no Distrito do Coxipó do Ouro e que é habitada por cerca de 390 famílias. Para atender a demanda, foram investidos mais de R$ 900 mil, oriundos da Fonte 100 do Município e do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab).
A travessia já foi levantada e, agora, passa pelo período de compactação do aterramento das cabeceiras. A ponte de concreto irá substituir uma estrutura de madeira que, principalmente durante o período chuvoso, não oferta as condições necessárias de uso aos condutores e pedestres. A previsão da Secretaria Municipal de Obras Públicas é de que a inauguração aconteça ainda neste mês de janeiro.
“Essa é mais uma obrar que vai solucionar, de forma definitiva, um problema enfrentado pela população. Neste caso, são mais de 35 anos esperando por esse olhar cuidadoso de uma gestão. A ponte de madeira colocava a vida das pessoas em risco, já causou vários acidentes, conforme relatado por moradores. Mas, seguindo a missão dada pelo prefeito Emanuel Pinheiro, estamos findando com esses transtornos”, comenta o vice-prefeito e secretário de Obras Públicas, José Roberto Stopa.
A construção da nova estrutura faz parte do planejamento elaborado pela gestão Emanuel Pinheiro, que tem como meta substitui 80% das pontes de madeiras por edificações de concreto. Além desta no Batec, outras cinco pontes de concreto estão previstas para ser entregues em diferentes comunidades da zona rural, em 2022. Também é objetivo do Município dar a ordem de serviço para o levantamento de mais sete, no segundo semestre.
TRABALHO CONTÍNUO
Seguindo um plano de trabalho iniciado em 2017, em quatro anos, a gestão do prefeito Emanuel Pinheiro construiu seis novas pontes de concreto na zona rural. Com um investimento de cerca de R$ 4 milhões, foram beneficiados moradores da Ecoville II, Distrito do Aguaçu, Distrito do Coxipó do Ouro (Rio Bandeira e Rio Paciência), e comunidade dos Médicos (Rio Aricazinho e Rio dos Médicos).
Paralelo às grandes pontes de concreto, o planejamento também contempla a edificação de bueiros celular e tubular, que atendem com eficiência a demanda de córregos, onde o volume da passagem de água é menor que a de rios. De acordo com a Secretaria de Obras Públicas, de 2017 a 2021, mais de 100 estruturas deste tipo foram construídas.
Política
Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT
Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.
Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.
Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.
O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.
Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.
Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.
Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.
“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.
O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.
As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.
“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.
Fonte: ALMT – MT
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