Solidariedade em Ação

Órfãos de feminicídio receberão benefício de R$ 606

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Política

Foto: Freepik

Na última terça-feira (18) ocorreu a primeira reunião do Comitê Gestor do programa Solidariedade em Ação, para definir exatamente a atuação dos representantes das entidades governamentais que compõem o Comitê. Segundo a titular da pasta, Luciana Zamproni.

A prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal da Mulher, deverá pagar a primeira transferência de renda para as 20 crianças órfãs do feminicídio, em até 45 dias. Os beneficiários serão definidos pelo Comitê e o valor será de meio salário mínimo, equivalente a R$ 606.

São eles: Secretaria da Municipal da Mulher, Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Secretaria Municipal de Planejamento, Procuradoria Geral do Município e Secretaria Municipal da Fazenda.

“Foi uma oportunidade para estartarmos o Solidariedade em Ação, de fato, e conduzirmos o papel de cada membro na execução do programa. Pela secretaria da Mulher é incumbido solicitar aos órgãos judiciários e delegacias especializadas a relação de crianças que perderam as mães pelo feminicídio. Toda essa relação com os órgãos judiciários será pela pasta da Mulher.”, explica a secretária.

A pasta de Assistência Social do município ficará a cargo de fazer toda a análise dos critérios de acesso ao programa mediante cada um dos casos das famílias requerentes à renda, tendo em vista que em 2022 apenas 20 crianças receberão a transferência de renda.

“Existem alguns requisitos para participação do programa e é nesse sentido que é feita a análise dos encaminhamentos dos requerentes, ou seja, se eles atendem os requisitos exigidos por lei. Eles precisam estar inseridos no Cadastro Único, residir nos municípios por pelo menos 12 meses, a frequência escolar e dentro outros. Iremos participar também de toda a fase de seleção e acompanhamento das famílias que serão beneficiadas”, explicou a secretária Hellen Ferreira, responsável pelo social em Cuiabá.

O Núcleo de Apoio à Primeira-dama, em conjunto com a Secretaria de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência e a Secretaria Municipal da Mulher, idealizou o inédito projeto no Brasil que tem o objetivo de beneficiar com transferência de renda os filhos de vítimas de feminicídio.

“Essa criança quando fica órfã da mãe, na grande maioria das vezes acaba ficando com parentes próximos que, de um dia para o outro, se veem diante da necessidade de oferecer um lar com estabilidade financeira e emocional àquela criança. Essa renda irá ajudar essa criança e família nesse processo, seja para uma necessidade médica, psicológica ou econômica”, explicou o prefeito Emanuel Pinheiro.

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Eleitores aprovam mudanças territoriais em quatro municípios de MT

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Eleitores de quatro municípios de Mato Grosso aprovaram, em plebiscitos realizados no domingo (25), propostas de mudanças nos limites territoriais de Poxoréu, Primavera do Leste, Colniza e Cotriguaçu. As consultas populares ocorreram durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

Apesar da aprovação nas urnas, as alterações não serão imediatas e dependerão da tramitação e votação de projetos de lei na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

A expectativa é que o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) comunique oficialmente nos próximos dias os resultados à Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Após o recebimento das informações, serão elaborados e apresentados os projetos de lei necessários para dar continuidade ao processo de alteração dos limites municipais.

Nos municípios de Poxoréu e Primavera do Leste, a proposta de desmembramento do distrito de Nova Poxoréu, atualmente pertencente a Poxoréu, para sua incorporação à Primavera do Leste recebeu 41.590 votos favoráveis, o equivalente a 74,66% dos 55.706 votos válidos. Outros 14.116 eleitores, 25,34%, votaram contra a mudança.

Já em Colniza e Cotriguaçu, a proposta de transferir as ilhas de ocupação do Projeto de Assentamento Nova Cotriguaçu, atualmente vinculadas territorialmente a Colniza, para Cotriguaçu também obteve ampla aprovação. Foram registrados 17.723 votos favoráveis, correspondentes a 86,61% dos votos válidos, enquanto 2.739 eleitores, ou 13,39%, se manifestaram contrários à proposta. A abstenção foi de 6.446 eleitores.

O procurador-geral da ALMT, Ricardo Riva, explicou que a Lei Complementar Federal aprovada em 2026 criou as condições legais para que o estado possa promover alterações nos limites territoriais entre municípios. Segundo ele, antes da nova legislação, leis estaduais que tratavam do desmembramento de áreas municipais eram declaradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pelo Tribunal de Justiça, devido à ausência de uma norma federal que regulamentasse o procedimento.

Ricardo Riva destacou que a realização de plebiscito, isoladamente, não era suficiente para viabilizar as mudanças territoriais. “O processo exige o cumprimento de etapas legais, que incluem estudo de viabilidade municipal, consulta à população por meio de plebiscito, observância da legislação complementar federal e aprovação de lei estadual para formalizar a alteração dos limites entre os municípios envolvidos”, afirmou o procurador.

Legislação – Mesmo com a aprovação popular, a redefinição dos limites municipais não ocorre automaticamente. Segundo o subprocurador da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Gabriel Machado dos Santos, caberá ao Parlamento estadual analisar e votar as propostas legislativas que formalizarão as mudanças e estabelecerão as condições administrativas decorrentes da nova configuração territorial.

Entre os aspectos que deverão ser considerados estão a delimitação das áreas transferidas, a responsabilidade pela prestação dos serviços públicos e os impactos financeiros e orçamentários para os municípios envolvidos.

“Depois do plebiscito, sendo aprovada a proposta, a Assembleia terá que regulamentar essas questões por meio de lei. É nessa fase que serão definidos os limites territoriais e analisados os impactos administrativos e orçamentários. Não é uma mudança automática. Existe um procedimento legal que precisa ser concluído para que a nova configuração territorial seja efetivada”, explicou o procurador.

O consultor de Serviços Legislativos, Gabriel Lucas Scardini Barros, afirmou que é preciso apresentar um projeto de lei para cada alteração territorial, com as modificações necessárias nas leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos.

As matérias seguirão a tramitação legislativa ordinária, sem prazo específico para aprovação ou previsão de urgência. Dessa forma, o resultado favorável nas urnas representa uma etapa importante do processo, mas não determina quando as mudanças serão efetivamente implementadas.

“Será apresentado um projeto de lei para cada alteração territorial, com a modificação das leis que estabelecem os limites dos municípios envolvidos. Não há previsão de urgência para a apreciação das matérias. Os projetos seguirão os procedimentos regimentais da Assembleia Legislativa”, explicou Gabriel Barros.

Fonte: ALMT – MT



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